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“Doutrina Espírita”

Assistam.

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A obsessão é tema de grande interesse por parte dos estudiosos espíritas. O Codificador a aborda em muitos capítulos de suas obras. Autores encarnados e desencarnados também se ocupam dela, fazendo comentários e exemplificando. Entre os médiuns destaco Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e Yvonne do Amaral Pereira.

As formas de obsessão são inúmeras. Para facilitar o seu entendimento, o articulista Francisco de Carvalho agrupou-as e as nomeou de acordo com os fatos que as geram. São elas:

TIPO 1OBSESSOR MORADOR – O desencarnado continua vivendo na mesma casa em que habitava ou no mesmo local que frequentava, quando estava encarnado. Em alguns casos , ele se limita a assustar os moradores ou frequentadores. Em outros, tenta expulsá-los. Noutros, nada faz. Quando encontra, no local, a matéria-prima indispensável – o ectoplasma, fornecido por algum encarnado é que, utilizando-se dele, torna-se habitante das famosas “casas mal assombradas”.

TIPO 2 – OBSESSOR ATRAÍDO – CASO A – O desencarnado é, fortemente, atraído pelas vibrações semelhantes às suas, emitidas por um encarnado, com o qual, normalmente nunca tivera vínculos anteriores. O espírito passa a viver junto daquele encarnado, com a finalidade de usufruir das energias das quais ele tanto gosta e que o encarnado fornece, em profusão. O triste exemplo clássico é o do alcoólatra, no qual o obsessor chega a proteger a vida do seu obsediado, para não perder aquela fonte de prazeres.

TIPO 3 – OBSESSOR ATRAÍDO – CASO B – O desencarnado é, fortemente, atraído por vibrações compatíveis com as suas em um determinado local (casa, escritório, etc), onde passa a viver, com a finalidade de usufruir das energias ali encontradas, em abundância. As pessoas que moram ou frequentam aquele local, forçosamente, receberão suas influências negativas.

OBSERVAÇÃO – Nos tipos 2 e 3, o fato gerador é o mesmo: atração de energias humanas semelhantes. No tipo 2, essas são fornecidas por um encarnado; no tipo 3, por vários encarnados que moram ou frequentam um determinado local. Existem, ainda, casos verdadeiramente escabrosos, como o daqueles desencarnados, tão animalizados, que vivem nos matadouros, sorvendo as energias emanadas pelo sangue dos animais abatidos.

TIPO 4 – OBSESSOR POR AMOR – CASO A – O recém desencarnado passa a viver junto de um ente querido encarnado. O motivo é que não consegue viver longe daquela pessoa amada.

TIPO 5 – OBSESSOR POR AMOR – CASO B – Desta vez é o encarnado que não suporta a ausência do ente querido recém-desencarnado. Sente tanta falta, pensa tanto e tão fortemente no amado falecido, que acaba atraindo-o para junto de si.

TIPO 6 – OBSESSOR POR AMOR – CASO C – O desencarnado fica muito aflito e preocupado com um problema que atinge um ente querido encarnado. Com a melhor das intenções, ele passa a viver junto daquele encarnado, para “ajudá-lo”.

OBSERVAÇÃO – Nos tipos 4,5 e 6, o fato gerador é o mesmo: amor. Nos tipos 4 e 6, a iniciativa e a intenção de viver junto do encarnado querido é do desencarnado. No tipo 5, o causador involuntário e inconsciente é o encarnado.

               TIPO 7 – OBSESSOR ESCRAVO – O desencarnado é prisioneiro de um encarnado que manipula a mediunidade; cumpre, fielmente as ordens de seu senhor, fazendo o bem ou o mal (conforme lhe seja mandado) a outros encarnados. É o caso típico de “soldado-mandado”.

               TIPO 8 – OBSESSOR – EMPREITEIRO AUTÔNOMO – O desencarnado continua apegado, desesperadamente, a comidas e bebidas, das quais sente muita falta, mas não pode conseguir. Em troca daqueles prazeres tão avidamente desejados, dos quais sorve apenas as sutis energias emanadas, executa tarefas (boas ou más) junto a encarnados que os contratam.

OBSERVAÇÃO – Os tipos 7 e 8 são de obsessores que atuam em obediência às ordens dos seus senhores encarnados. Isto é um atenuante para os do tipo 7 e um agravante para os do tipo 8.

TIPO 9 – OBSESSOR SOLDADO DO MAL – É um idealista tresloucado. Acredita piamente, que o seu dever é combater, sem tréguas, o bem e os seus praticantes. Dedica-se a perseguir obreiros do bem encarnados não necessariamente para fazer-lhes mal, mas para tentar desviá-los das atividades nobilitantes. São extremamente inteligentes, sutis e ardilosos. Sempre atuam nas fraquezas morais das suas vítimas diretas e indiretas.

TIPO 10 – OBSESSOR VINGATIVO – Por motivos óbvios, é o tipo mais terrível e cruel. O desencarnado ainda sente as enormes e profundas dores provocadas – em vidas passadas – por aquele que está agora encarnado. Dedica-se, com tenacidade e perseverança, a perseguir e prejudicar aquele encarnado, movido por vingança e ódio mortais”.

Muitos seres humanos assumem compromissos perante a Espiritualidade antes de reencarnar, mas cumprem apenas em parte ou, simplesmente, não cumprem. Podemos citar alguns exemplos: um casal vem com o compromisso de ter um determinado número de filhos, mas para após dois ou três, alegando muitos problemas. As trompas são seccionadas e amarradas, deixando a mulher estéril. O caminho dos nascimentos é, portanto, fechado. O casal sente alívio. A decisão faz os benfeitores espirituais lamentarem, pois muito trabalho lhes custou junto ao casal, que adia para futuro incerto experiências absolutamente necessárias à própria edificação.

Outro grave problema para os humanos é o da mediunidade perdida. A mediunidade, que alguns enxergam como privilégio, nada mais é do que instrumento de trabalho, que deve ser usado muito bem. Orando, vigiando e dotado de boa vontade, o médium pode fazer muito por si mesmo e pelo próximo. Muitos levam uma existência sacrificial para cumprir a sua missão na Terra. Esquecem-se de si mesmos para servir com abnegação, humildade e amor. Temos muitos exemplos do bom uso da mediunidade, tanto no Espiritismo como fora dele, pois ela  aparece no seio de todas as outras religiões, no de todas as camadas sociais, entre ricos e entre pobres, entre crentes e descrentes, entre letrados e iletrados.. A mediunidade não depende do Espiritismo, mas ele a usa porque é um meio de comunicação; ela serve para que duas esferas, ou se preferirem, dois mundos se comuniquem entre si: o mundo ou esfera material habitado por nós e o mundo ou esfera espiritual habitado pelos espíritos.

É errado supor que o Espiritismo inventou a mediunidade, A mediunidade sempre existiu, uma vez que sempre existiram as duas esferas.

Como sabemos, as pessoas que usam a mediunidade chamam-se médiuns.

O conhecimento espírita é muito importante, tanto para médiuns ostensivos, como para os outros (em muitos a mediunidade é quase imperceptível) . No dizer do nosso grande escritor Richard Simonetti “O conhecimento espírita é bênção de esclarecimento e orientação, amenizando as agruras da jornada humana e estimulando-nos à movimentação pelo solo da fraternidade, onde colhemos abençoadas flores de Esperança e frutos dadivosos de trabalho enobrecedor.

Mas representa, também, intransferível acréscimo de responsabilidade no campo do aprimoramento individual, partindo do princípio evangélico de que muito será solicitado àquele que muito recebeu”.

Todos temos fraquezas no nosso atual grau evolutivo, mas temos que nos esforçar para combatê-las. A gula, a sexolatria, o uso do fumo, do álcool, das drogas, a irritação, a maledicência e demais desregramentos só trazem para nós consequências  drásticas, como, por exemplos, o tormento e a dor.

Os caminhos do aprimoramento espiritual não são fáceis. Sabemos disso. Mas sabemos também que temos que trilhá-los para construir uma existência melhor e nos tornar-mos, realmente, discípulos do Mestre querido.

Joanna de Ângelis traz o seu contributo para o assunto, esclarecendo:

“Mais difundido o exercício da mediunidade através das comunicações dos desencarnados com os encarnados, tal faculdade se faz a porta por meio da qual se abrem os horizontes da imortalidade, propiciando amplas possibilidades para positivar a indestrutibilidade da vida, não obstante o desgaste da transitória indumentária fisiológica.

Natural, aparece espontaneamente, mediante constrição segura, na qual os desencarnados de tal ou qual estágio evolutivo convocam a necessária observância de suas leis, conduzindo o instrumento mediúnico a precioso labor por cujos serviços adquire vasto patrimônio de equilíbrio e iluminação, resgatando, simultaneamente, os compromissos negativos a que se encontra enleado desde vidas anteriores.

Outras vezes surge, como impositivo provacional mediante o qual é possível mais ampla libertação do próprio médium, que, em dilatando o exercício da nobilitação a que se dedica, granjeia consideração a títulos de benemerência que lhe conferem paz.

Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.

Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia. Por isso, sendo um inato recurso do espírito, reponta em qualquer meio e em todo indivíduo, aprimorando-se ou se convertendo em motivo de perturbação ou enfermidade, de acordo com a direção que se lhe dê.

Em todos os tempos a mediunidade revelou ao homem a existência do Mundo Espiritual, donde todos procedemos e para onde, após o fenômeno da morte, todos retornamos.

Nos períodos mais primitivos da cultura ética da Humanidade, a mediunidade exerceu preponderante influência, porquanto, através dos sensitivos, nominados como feiticeiros. Magos, adivinhos e mais tarde oráculos, pítons, taumaturgos, todos médiuns, contribuindo decisivamente na formação do clã, da tribo ou da comunidade em desenvolvimento, revelando preciosas lições que fomentavam o crescimento do grupo social, impulsionando-o na direção do progresso.

Nem sempre, porém, eram bons os Espíritos que produziam os fenômenos, o que redundava, por sua vez, demorados estágios na barbárie do primitivismo dos que lhes prestavam culto…

À medida que os conceitos culturais e éticos evoluíam, a mediunidade experimentou diferente compreensão.

Nos círculos mais adiantados das civilizações orientais e logo depois greco-romana, a faculdade mediúnica lobrigou relevante projeção, merecendo considerável destaque nas diversas comunidades do passado.

No entanto com Jesus, o Excelso Médium de Deus, que favoreceu largamente o intercâmbio entre os dois mundos em litígio: o espiritual e o matéria, foi que a mediunidade recebeu o selo da mansidão e a diretriz do amor, a fim de se transformar em luminosa ponte, através da qual passaram a transitar os viandantes do corpo na direção da Vida abundante e os Imortais retornando à Terra, em abundante permuta de informações preciosas e inspiração sublime”.

O Cristianismo nos seus primeiros séculos se fez um hino de respeito e exaltação à imortalidade. Os vários discípulos, encarregados de reacenderem as claridades da fé, tornaram a mediunidade um fonte inesgotável que supria a sede tormentosa dos séculos, trazendo a “água viva” da Espiritualidade enquanto ardia o fogo da inquietação e do despotismo destruindo esperanças e pervertendo ideais.

Os médiuns passaram por duro cativeiro, então, e foram perseguidos (com raras exceções). Os perseguidores foram motivados por ignorância ou má fé.

Hoje a mediunidade, graças ao Espiritismo, abandonou as ficções, os florilégios do sobrenatural e do miraculoso, recebendo das modernas ciências psíquicas, psicológicas e também parapsicológicas o respeito e o estudo que lhes aumentam os meios, contribuindo com valiosos recursos de que a Psiquiatria e outros ramos podem usar para solucionar problemas de toda ordem que afligem a nossa sociedade.

Exercitemos a mediunidade com Jesus, em nome da caridade, convertendo-nos em verdadeiros celeiros de bênçãos.

Jamais devemos abandonar os compromissos assumidos com a Espiritualidade Maior.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

FONTES

ESTUDOS ESPÍRITAS – pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco – FEB;

O ESPIRITISMO APLICADO – Eliseu Rigonatti – Editora Pensamento;

ATRAVESSANDO A RUA – Richard Simonetti – Instituto de Difusão Espírita.

A CASA DO CORAÇÃO

Clóvis Tavares, grande autor e tradutor brasileiro, deixou-nos belíssimas páginas, que muito nos ensinam e nos fazem refletir.

Na sua obra “DE JESUS PARA OS QUE SOFREM” (IDE) a dedicatória chamou a minha atenção:

“Estas páginas singelas são dedicadas aos que sofrem e confiam no Divino Poder que nos rege e também aos que sofrem e ainda não conhecem O SENHOR.

               Que ELE nos abençoe!”

A crônica cujo nome aparece acima mostra que Espíritos Sábios e Benevolentes ou filósofos do nosso planeta, altas vozes das antiquíssimas culturas do mundo ou singelas expressões da sabedoria do povo, tanto quanto o espírito e a essência dos ensinos do evangelho, tudo e todos nos falam que nossos sentimentos e emoções são instáveis.

Essa instabilidade é sinal da nossa imperfeição, testemunho claro de nossa imaturidade espiritual.

No Evangelho de Marcos, 9:24 lemos a tragédia de um pobre coração paterno, a pedir em lágrimas a Jesus: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade!” E Jesus ajudou. Essa tragédia é também nossa e não poucas vezes.

É muito triste, mas é assim: somos e não somos, cremos e não cremos, amamos e não amamos, numa dolorosa ou apática antimonia de nossa alma.

É aquela “personalidade oscilante” de que nos fala Pietro Ubaldi, grande escritor ítalo-brasileiro, autor de vários livros (entre eles A Grande Síntese), ao estudar esse instável desequilíbrio de nossa natureza psíquica.

Agimos, sentimos, criamos hábitos e forjamos caracteres- conduzindo-nos a destinos felizes ou infelizes- tipificam aquela verdadeira reação em cadeia das lições do grande Sidarta Gautama (século VI),  Buda, o Iluminado.

Essas imponderáveis forças da alma são filhas dos milenários e desconhecidos impulsos da subconsciência, a emergirem dos porões – as mais das vezes verdadeiramente infernais – do nosso remotíssimo passado.

Considerando essa fenda de nossa vida espiritual, nossos sábios instrutores, em todos os tempos, têm assinalado a necessidade de buscarmos o equilíbrio do coração e o discernimento do espírito.

Isto quer dizer que temos urgência de promovermos ou apressarmos, voluntária e conscientemente nosso processo de maturação psíquica. Como se, com o espírito lúcido, tomássemos o volante de nossa própria evolução, atendendo aos sinais vermelhos ou verdes da estrada da vida.

Isso seria, segundo um benfeitor espiritual – evolução dirigida. É a sábia lição de Kelvin Van Dine: “Expressa o máximo escopo da existência a evolução espiritual que desponta da vivência evangélica. Evolução dirigida, porquanto a lida cotidiana pode transitar sob os ensinamentos de Jesus, ao modo de carro em rodovia tecnicamente edificada, Para evitar acidentes e atropelos, basta obedecer aos sinais estabelecidos.” – Técnica de viver, psicografada por Waldo Vieira- Ed. CEC.

O importante é vencer os estágios de desequilíbrio, num máximo esforço de concordância com as normas da Lei Divina.

O desconcerto da vida interior- fase de desequilíbrio, nos leva ao sofrimento retificador, moral ou mesmo físico. Isso se passa em nosso mundo psíquico é também verdadeiro em todos os segmentos da vida na face da Terra: no ambiente familiar ou religioso, nas estruturas políticas, sociais ou econômicas.

Todos os desequilíbrios que atingem a balança da retidão interna, são, sem dúvida alguma, geratrizes de sofrimento – sempre saneadores – mas muito amargos, São eles: excessos de toda ordem, condutas sinuosas, ciladas ou ardis em busca de bastardos prazeres, corrupções, ofensas à dignidade alheia, etc.

Em Lucas, 2: 19 lemos: “Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração.” À sua semelhança, embora noutro sentido – não de doces lembranças, mas de cuidada vigilância – pensemos nessas coisas, meditando-as em nossos corações.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

O ESPERANTO, O EVANGELHO E O ESPIRITISMO

O Esperanto é uma língua auxiliar de comunicação internacional, elaborada pelo médico judeu-polonês Ludwig Lazar Zamenhof (1859-1917) e divulgada por ele em 1887.

É uma língua agradável de ser aprendida e muito fácil de manejar dentro do limite de suas 16 regras sem exceções e irregularidades gramaticais. Cada letra escrita corresponde com exatidão a um som perfeitamente determinado, dispensando o trabalho complexo de se editarem vocabulários de pronúncia. Os radicais que constituem a língua esperantista é de índole internacional e podem ser identificados em todos os principais idiomas do mundo. Na sua flexibilidade idiomática, eles atendem as mais complexas e variadas exigências verbais do homem moderno.

O Esperanto será resguardado das corrupções idiomáticas e protegido na pureza de suas raízes idiomáticas, porque além de ser subordinado a formas definitivas traçadas pelo Alto, é fiscalizado e protegido por uma entidade oficial da Terra, que é a “Universala Esperanto Associo”, responsável pela sua sanidade verbal e gráfica.

Há séculos essa organização foi fundada no Além, depois foi concretizada na Terra por elementos devotados e experimentadíssimos no trato do idioma fraterno, os quais já se dedicaram a avançados labores linguísticos em existências passadas.

A simples adesão do homem ao idioma neutro esperantista já demonstra que ele é um espírito de natureza superior!

O Esperanto não pretende eliminar os diversos idiomas próprios de cada raça ou povo, mas a sua missão espiritual é de suprimir as barreiras nacionalistas entre os homens, para que se conheçam como elementos oriundos do mesmo Espírito Criador!

Dessa maneira o Esperanto será falado por todos os povos da Terra e submisso a uma só disciplina, fiscalização filológica e pronúncia iniciática. A sua pronúncia é clara e doutrinariamente aceitável em todos os climas geográficos e por todas as índoles psicológicas. Não é de pronúncia extremamente fechada, mas se efetua num “meio termo”, num tom médio de voz que muito facilita o ajuste de todos os povos e raças.

Há muita semelhança entre o Esperanto e o Evangelho do Cristo e essa semelhança provém de que o Esperanto é também um código verbal certo e igual para todos os homens! É de qualidade essencialmente afetiva, porque é eletivo às criaturas de boa índole, que se simpatizam com os movimentos universalistas. A sua mensagem messiânica , já o dissemos, está acima das orgulhosas barreiras raciais e dos patriotismos exagerados; é um admirável multiplicador de frequência verbal confraternizando povos e tornando-os mais entendíveis, cujo entendimento verbalístico é sem ferir preconceitos humanos. É linguagem simples, fraterna, humilde e exata na sua expressão endereçada à humanidade, assim como o Evangelho é terno, humano e autêntico na sua mensagem espiritual.

E assim como o Evangelho se estriba no holocausto de Jesus, o nosso Divino Amigo sacrificado por causa da confraternização humana, o Esperanto também erigiu-se sob a égide do heróico e abnegado Zamenhof, que suportou calúnias, infâmias, agressões e grandes prejuízos para compor e oferecer a sua mensagem fraterna e de esperança para unir a humanidade! Por isso o Esperanto não evoluiu como as línguas comuns, da Terra para o Céu, como um conjunto verbal considerado o mais ideal e experimentado entre os homens de várias raças, mas é dádiva do Céu por intermédio de um “medianeiro espiritual”, como foi Zamenhof, cuja vida digna e crística correspondeu de modo integral à missão eleita pelo Alto.

O Espiritismo também se devota à divulgação do Esperanto porque toda instituição, doutrina, credo ou movimento espiritualista, que aspire a unir e confraternizar os homens tem essa obrigação. Num mundo onde a palavra falada ou escrita ainda é o agente principal de intercâmbio dos pensamentos humanos, o cultivo da mesma linguagem torna-se uma recurso abençoado para a mais breve fusão emotiva e sintonia psicológica, entre as criaturas separadas pelas mais distantes latitudes geográficas.

O Espiritismo, como doutrina de caráter universalista, é um fermento divino a aumentar todos os empreendimentos fraternistas; assim, cumpre-lhe incentivar todos os esforços humanos que tenham por objetivo a solidariedade e o entendimento amplo entre os homens. Considerando que o Evangelho do Mestre dos Mestres é mensagem espiritual definitiva para alcançar o “Caminho, a Verdade e a Vida”, e o Esperanto a mensagem verbal que multiplicará entre os homens de boa vontade o ensejo de mais rápida evangelização pela mesma frequência idiomática, o Espiritismo pode se tornar um admirável traço de união entre ambos, porque a sua também é de renovar o espírito e trazer a Paz e o Amor entre os homens.

Maria Madalena Naufal

FONTES

               “DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA” – L. Palhano Jr. – Edições Celd;

A VIDA HUMANA E O ESPÍRITO IMORTAL”- Ramatis – psicografia de Hercílio Maes – Editora Conhecimento.

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AS TRÊS REVELAÇÕES – LUZES PARA A HUMANIDADE

A Humanidade já recebeu no seu caminho evolutivo três revelações:

A primeira Revelação promulgou os “Dez Mandamentos” ou “Decálogo” através da extraordinária mediunidade de Moisés, no monte Sinai. Constituem a base de toda a justiça até hoje, apesar de que as seitas religiosas, de todos os tempos procuram modificar os textos sagrados; no entanto, apesar das alterações transitórias, os dez mandamentos sempre voltam a ressurgir na sua pureza primitiva, como base de todo o direito no mundo, sustentáculo de todos os códigos da justiça da Terra.

Uma coisa que precisa ficar clara: o grande legislador, missionário dos judeus e da humanidade não ouviu o Espírito de Deus. A Lei ou a base da lei, nos dez mandamentos, foi-lhe ditada pelos emissários de Jesus, porquanto todos os movimentos da evolução material e espiritual do orbe se processaram, como até hoje se processam sob o seu patrocínio misericordioso. Devemos, também, ter em mente que o profeta de Israel deu à Terra as bases da Lei Divina e imutável, mas não toda a Lei, integral e definitiva (Os homens receberão sempre as revelações divinas conforme a sua posição evolutiva).

A Segunda Revelação codificou o Evangelho pela vida de sacrifícios imensos de Jesus. Se o Velho Testamento é o alicerce da Revelação Divina, o Evangelho é o edifício da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição de Jesus, não mais para qualquer exposição teórica, mas visando cada discípulo Seu o aperfeiçoamento de si mesmo, desdobrando as edificações do Divino instrutor no terreno definitivo do Espírito. Enviado do Pai, Ele foi a representação de Deus junto do rebanho de filhos transviados do seu amor e da sua sabedoria, cuja tutela lhe foi confiada nas sagradas ordenações da vida no Infinito. Apesar de Diretor angélico do planeta Terra não desdenhou, de maneira alguma, a permanência direta entre os míseros e ignorantes tutelados. Daí as palavras do Evangelista João:- “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade”.

O Espiritismo codificado por Allan Kardec é a Terceira Revelação. A sua mensagem mediúnica do alto, embora tenha semelhanças com o procedimento dos demais reveladores e instrutores religiosos, distingue-se excepcionalmente pela incumbência de proceder a uma radical transformação no espírito da humanidade, assim como já aconteceu às duas anteriores revelações já citadas.

É necessário evidenciar que as três revelações fundamentais ocorreram em épocas diferentes e de acordo com o entendimento intelectivo e psicológico dos povos, Mas os preceitos “não furtarás”, “Não matarás” e “honra pai e mãe”, extraídos do Decálogo; os conceitos de “amarás ao próximo como a ti mesmo” ou “faze aos outros o que queres que te façam”, do Mestre Jesus, e “fora do amor e da caridade, de Allan Kardec, são, sem dúvida nenhuma, ensinos de natureza universalista, porque além de compreensíveis a todos os homens, doutrinam no mesmo sentido moral e independente de raças, credos religiosos ou costumes.

Fazendo um ligeiro exame das mensagens de outros instrutores, verificamos que elas foram pessoais e dirigiram-se mais intencionalmente a povos, raças e pessoas, cujos costumes e temperamentos eram mais eletivos aos ensinamentos da época. Entre esses instrutores podemos destacar Antúlio,o filósofo da paz, que predicou entre os atlantes; Confucio que pregou aos chineses; Hermes aos egípcios; Buda aos asiáticos; Zoroastro aos persas e Krishna aos hindus.

Os Dez Mandamentos, o Evangelho e a Codificação Espírita ultrapassam os preconceitos e os costumes racistas de qualquer povo, pois servem de orientação espiritual a toda a humanidade. Após as três revelações produziram-se grandes transformações entre os homens. Elas se distinguem fundamentalmente em suas épocas, modificando a moral dos homens pela libertação gradativa das paixões inferiores pelo conhecimento mais exato da Vida Imortal!

Podemos concluir que obedecendo ao esquema de progresso espiritual da humanidade traçado pelos Mestres Siderais, Moisés transmitiu através do Decálogo a primeira revelação – a Lei da Justiça, Jesus foi o mensageiro da Lei do Amor através do Evangelho e Allan Kardec, o fiel expositor da Lei do Dever, pela codificação do Espiritismo.

Maria Madalena Naufal

FONTES

“O CONSOLADOR”- ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier (FEB),

“MISSÃO DO ESPIRITISMO”- Ramatis, psicografia de Hercílio Maes (Editora Conhecimento).

 

PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESPIRITISMO

Vamos começar o nosso estudo desta noite com uma pergunta simples:  Por que estamos aqui ? (por que estamos vivos) (nessa casa espírita) (nessa cidade) ( no Brasil).

E assim chegamos a nos perguntar: de onde viemos ? e para onde vamos ? (ESE –VI)

Ou seja, o queremos realmente saber é:  qual o sentido da vida ?

A nossa ignorância quanto a nossa vida  e quanto ao mundo espiritual, é como um véu que nos oculta a realidade.

Mesmo com nossa inteligência e percepção não conseguimos compreender a realidade da vida.

Por isso DEUS permite que “se levante um pouco esse véu” e assim conseguimos saber a verdade, por isso são chamadas de REVELAÇÕES as informações que nos chegam por meio dos espíritos superiores, tem por fundamento a verdade (pois vem de DEUS) e é dosada conforme o grau de evolução de quem a recebe.

Em todo caminhar da humanidade, rumo a evolução moral, tivemos três grandes revelações:

A primeira –  MOISÉS – 1300 ac

Þ  educado na corte do rei do Egito (Faraó)

Þ  era profeta (médium)

Þ  retirou o povo israelita do Egito rumo a terra prometida (Canaã)

Þ  grande legislador

Þ  recebeu o “Decálogo” (os dez mandamentos)

01               Não fazer imagens nem adorar outros Deuses

02               Não pronunciar o nome de Deus em vão

03               Guardar o dia de sábado (cuidar do espírito e da matéria)

04               Honrar pai e mãe

05               Não matar

06               Não adulterar

07               Não roubar

08               Não levantar falso testemunho

09               Não desejar a mulher do próximo

10               Não cobiçar os bens do próximo

 Þ  Caráter principal: Justiça divina

Þ  Anunciou uma seqüência: a vinda do messias

Segunda revelação: JESUS CRISTO(2.000 anos)

Jesus não veio revogar a lei de Moises mas sim cumpri-la (Mt 5) (ESE 1)

Þ  Mostrou o verdadeiro sentido da Lei Divina (Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai dela- Mt 15:11 Mc 7:15) íntimo

Þ  Informou sobre a vida futura, após a morte

Þ  Deu nova idéia de DEUS

  • Em Moisés, era ciumento, vingativo, implacável, só para o povo de Israel, punia e recompensava.
  • É clemente, soberanamente bom e justo, cheio de misericórdia, pai, não é temido, mas amado.

Þ  Simplificou a lei: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (Mt 22:35/40) (ESE 15)

Þ  Exemplo

Þ  Caráter principal :  amor

Þ    Anunciou a seqüência: Consolador “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê e não o conhece…o Pai enviará em meu nome, e esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João, 14: 16 a 26) ESE 1

Terceira revelação: ESPIRITISMO (1857 dc)

Século XIX, progresso científico, modificação social (liberdade/igualdade/fraternidade), maior tolerância. Há busca de fatos pela razão.

Iniciativa é dos espíritos, manifestam e comunicam-se chamando a atenção da humanidade a fim de salvá-la do egoísmo e do materialismo.

Elaborada por Kardec, na França, codificou a Doutrina dos Espíritos

Þ  Não revoga as leis divinas de Moisés e de Jesus.

Þ  Recorda,  explica, completa e desenvolve, aliando ciência e fé.

Þ  O objetivo essencial do Espiritismo é melhorar os homens, no que concerne ao seu progresso moral e intelectual.

Þ  Caráter principal: verdade consoladora

Þ  Anuncia uma seqüência, revelações futuras

  • O LIVRO DOS ESPÍRITOS (1857). Obra de caráter filosófico. É considerada a espinha dorsal do Espiritismo, já que todas as outras obras partem de seus princípios.
  • O LIVRO DOS MÉDIUNS (1861). Demonstra as conseqüências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o mundo material e espiritual.
  • O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (1864). Parte religiosa e moral da Doutrina Espírita. Ensina a moral cristã através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus Cristo.
  • O CÉU E O INFERNO (1865). Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado Céu, do temido Inferno, como também do chamado Purgatório. Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no universo evolui.
  • A GÊNESE (1868). Mostra como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo. É a parte científica da Doutrina. Explica a Criação, colocando a Ciência e a Religião face a face.

O objetivo essencial do Espiritismo é melhorar os homens, no que concerne ao seu progresso moral e intelectual.

“O verdadeiro espírita não é o que crê nas comunicações, mas o que procura aproveitar os ensinamentos dos Espíritos. De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso, e não o torna melhor para o próximo”. (Kardec)

A Doutrina Espírita baseia-se em seis princípios fundamentais:

01               A existência de Deus;

02               Existência e imortalidade do espírito e sua comunicação com o mundo material;

03               Reencarnação;

04               Evolução moral e intelectual dos espíritos;

05               Lei de Causa e Efeito

I – Existência de Deus:

  • o   Há um Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas,
  • o   É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. (Cap. I, Livro 1° – livro dos Espíritos)
  • Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

II – Existência e imortalidade do espírito

sobrevive após a morte e sua comunicação com o mundo material:

(Cap. I, Livro 2° – livro dos Espíritos) (ESE, cap. IV)

  • Os Espíritos nada mais são do que as almas dos homens que materialmente viveram na Terra. Ou seja: quando encarnado, o Espírito tem a denominação de alma; ao desencarnar-se e voltar à vida espiritual, é denominado Espírito. Esta diferença de terminologia existe apenas para diferenciar um estado do outro
  • A inteligência é um atributo essencial do Espírito
  • o   O espírito anima o corpo humano e sobrevive à morte deste.
  • O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
  • As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram, os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.
  • Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus

III – Reencarnação

(Cap. III, IV, V VII, Livro 2° – livro dos Espíritos) (ESE, Cap. IV)

“Em verdade, em verdade digo-te: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo…”(Jo 3:1/12)

  • Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento. (Livro dos Espíritos . Cap IV – L. II)
  • Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição
  • Todas as experiências que vivenciamos, sejam boas ou más, servirão para compor nossa história espiritual.
  • Isso explica, por exemplo, porque há pessoas que têm tendências para um desenvolvimento precoce para a música, pintura, matemática e demais artes sem terem tido nenhum incentivo para isso nesta existência, e também para a violência, a impaciência, o egoísmo. Tanto para o bem quanto para o mal estas tendências nada mais são do que a demonstração do que compõe a nossa história espiritual
  • Só a reencarnação mostra como o Pai é sábio e justo, pois sua Lei espiritual dá a cada um segundo suas obras, visando sempre um único destino para todos: a felicidade eterna
  • Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação

IV – Evolução moral e intelectual dos espíritos

(Parábola do Semeador- Lucas 8.5-15) (ESE Cap. XVII) (Cap.  IV, Livro 1° – livro dos Espíritos)

“Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João, 14;2)

  • Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
  • Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
    • Primitivos: onde a ignorância é quase que total. Como exemplo, podemos citar a época dos homens das cavernas;
    • De Provas e Expiações: similar à Terra, onde a ignorância, o mal, ainda superam o bem, embora a tecnologia e a inteligência estejam bem desenvolvidas;
    • De Regeneração: próximo estágio do nosso planeta, onde o bem, a compreensão, superarão a ignorância;
    • Felizes: orbes em que praticamente a ignorância inexiste, e as pessoas vivem para o bem da sociedade, buscando um progresso em conjunto;
    • Divinos: locais onde só existe o entendimento das Leis divinas, não havendo lugar para o mal.
    • Para passar de um mundo para o outro, são necessários milhares de anos de dedicação e muitas vezes de sofrimento por parte dos Espíritos encarnados. Porém, o fim sempre será a evolução material e espiritual do planeta.

V – Lei de Causa e Efeito

(ESE, Cap. V)

  • Tudo o que fizermos ao próximo, de bem ou mal, retornará para nós. É a chamada Lei de causa e efeito (diferente de Lei de Ação e Reação).
  • As expiações são a colheita nesta ou nas próximas existências do erro que tenhamos praticado em outras vidas. Não é um castigo, pois Deus não castiga. É sim a oportunidade de compreendermos nossos atos indevidos, sofrendo em nós mesmos o que fizemos outro sofrer. Com isso, nosso espírito absorve a experiência, e terá a tendência de não mais praticá-lo.
  • A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.
  • O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
  • A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
  • A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
  • A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

Na obra “Raboni – Novos Rumos”, ditado pelo Espírito Dizzi Akibah, psicografado por Pedro Santiago (Editora Eme), uma jovem seguidora do Mestre Jesus, após a crucificação e deposição do corpo no sepulcro, espantada, disse ao pai que o corpo de Jesus havia sumido, mesmo estando o local vigiado, tanto pelos soldados, quanto por ela e o esposo escondidos. Disse ainda que ninguém entrou no local, nem eles e nem os soldados, que mais tarde sentaram, recostaram-se numa pedra e dormiram. Ela e o esposo viram uma intensa claridade no túmulo. Parecia a claridade de uma estrela, como se o sol surgisse repentinamente, mas clareando só ali. Ele ressuscitou, mas em Espírito, não retornou ao corpo físico. Está em seu verdadeiro corpo, embora possa, usando métodos ainda desconhecidos da humanidade, materializar-se segundo a necessidade da sua obra.

Leiam nos Evangelhos o aparecimento de Jesus a Maria Madalena, aos apóstolos, a Tomé e à margem do lago de Tiberíades. Nos Atos dos Apóstolos Jesus despediu-se dos seus apóstolos e depois foi elevado à vista deles, e uma nuvem ocultou-o a seus olhos.

O que realmente aconteceu ao corpo físico de Jesus? O seu desaparecimento do sepulcro levou os homens a crerem que ele ressuscitou. Essa crença permanece até hoje, em alguns setores religiosos.

Outra obra que nos conta o desaparecimento do corpo de Jesus é “Depois do Calvário”, de Jamiro dos Santos Filho – Mythos Books.

Na obra temos o depoimento de Longinus, soldado de Caifás que havia agredido Jesus. O Mestre não só o perdoou como anunciou que depois que Ele voltasse para o Pai, confiaria a ele uma revelação jamais vista na Terra. Pediu que contasse aos seus discípulos tudo o que testemunhasse. Longinus prometeu dedicar a sua vida ao Mestre. A seguir temos as cenas do empurra, empurra entre Pilatos e Herodes, culminando com a crucificação de Jesus. Na noite de sexta-feira, quatro soldados de Caifás, entre eles Longinus, foram designados para tomar conta do túmulo. Cada um o vigiaria por três horas. O turno de Longinus era das três até às seis horas. Por volta das quatro horas viu uma luz descendo dos céus. Era um anjo, com uma luz imensa. Longinus reconheceu Jesus. Ele se aproximou do túmulo e parou. Estendeu os braços ao alto e ficou imóvel, como se estivesse orando. De repente o chão começou a tremer, depois parou e tudo se acalmou. Quando olhou, a pedra do túmulo estava fora do lugar. Jesus entrou no túmulo por momentos, e, em seguida raios partiram em todas as direções. Ele saiu e entregou para o soldado o lenço que cobria o rosto do Seu corpo. Após, alçou o seu voo divino para o céu. Longinus afirmou que Jesus não saiu do túmulo, mas entrou (cria ele) para desintegrar o Seu corpo, com Sua luz.

A mesma passagem é narrada por Marcos (sobrinho de Pedro) que, da sua casa, viu a luz descer, adentrar o túmulo e depois sair, subir e desaparecer no infinito. O rapaz correu até o túmulo e pegou o lençol que envolveu o corpo de Jesus, entregando-o a José de Arimatéia.

Acredito que Jesus desintegrou o próprio corpo por dois motivos: para não se tornar objeto de adoração e nem de comércio vil.

Além das aparições de Jesus, já citadas, temos também o encontro dele com dois dos seus discípulos que se dirigiam à aldeia de Emaús, distante 60 estádios de Jerusalém.

Jesus até hoje aparece aos homens. Uma das passagens mais interessantes foi a visão que Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo do Triângulo, teve num caramanchão, que se inundou de luzes. Cristo não só lhe apareceu, como lhe dirigiu a palavra, consolando-o. Ele estava sofrendo uma campanha difamatória, mas o processo deu em nada (“Eurípedes – O Homem e a Missão” – de Corina Novelino, Instituto de Difusão Espírita).

A mesma obra nos apresenta outro episódio, este descrito por Hilário Silva, numa obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, FEB, intitulada “A Vida Escreve”. Em resumo: Eurípedes, ainda nos alvores da sua missão, começou a se observar fora do corpo físico, em admiráveis desdobramentos. Certa noite viu a si próprio em vertiginosa volitação, subindo sempre. Viajou até que se reconheceu em campina verdejante. Viu, não longe, um homem que meditava envolvido por doce luz. Aproximou-se e reconheceu-se na presença de Jesus. Chorou e o Mestre também. Perguntou por que Ele chorava: se era pelos descrentes. A resposta foi que não. Chorava por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam. A dor que a resposta lhe trouxe, fê-lo descer. Acordou no corpo de carne.

Assisti a crucificação. A visão foi terrível. Iniciou-se com Jesus já morto na cruz. Os cabelos ensanguentados colavam-se à cabeça e a coroa de espinhos era completamente visível. Raios e trovões completavam a cena dantesca. O local escurecia e clareava. O chão tremia. Ao término da visão chorei muito. Foi a cena mais triste de todas que contemplei

Vi Jesus em 1988, deitada em minha cama, acordada. Vi-o com o perispírito e não com os olhos do corpo físico. Estava de pé e de lado, aos pés da cama. Vi-o por inteiro, dos pés à cabeça. Estava descalço, usava uma túnica branca com um pequeno recorte em cima. Os cabelos castanho-dourados caiam-lhe sobre os ombros, apresentava barba bipartida, bigode e o rosto era tostado de sol. Era o homem mais belo que eu já vi. Não pude ver a cor dos olhos, pois deles emanavam dois focos de luz prateada que adentravam o corredor. Fiquei feliz, mas nada disse e nem Ele. Considerei como um presente imerecido Daquele que é a Luz do Mundo.

Podemos concluir, portanto, que o que sobreviveu no Cristo foi o seu corpo espiritual. O seu corpo físico foi desmaterializado por Ele mesmo.

Há muitos anos atrás comecei a levantar a hipótese da desmaterialização do corpo de Jesus. Comentava com Sônia Aparecida e justificava:

— Você se lembra da chave da casa que sumiu da minha mão e foi parar numa nécessaire colocada na primeira gaveta do meu guarda-roupa? E da carteirinha de vacinação da minha cachorrinha que sumiu e foi parar na mesma gaveta? Lembrei-me de outros objetos e ela concordou com tudo.

O caso mais interessante não ocorreu na minha casa. Visitava uma amiga. Ela passava roupa na sala e colocava numa cadeira. As camisas pendurava em cabides. Ficamos conversando. Ela pegou metade da pilha de roupas e se assustou. Na parte da pilha que ficou na cadeira vi um objeto de uso pessoal.

— Foi você que colocou isso aqui?- disse-me.

— Eu? Eu não!Estou sentada aqui desde que cheguei.

Nisso, ela, médium de incorporação, começou a gritar:

— Lava! Lava!

Levantei-me da cadeira, procurei um banheiro e me pus a lavar o objeto. Ela continuou gritando:

— Lava! Lava!

Após lavar o objeto várias vezes, entreguei-o a ela que correu para a copa, explicando que ele fora levado para o cemitério por espíritos impuros e ficara imundo.

— Calma! Agora está limpo

Ela desincorporou e pôr ser médium inconsciente precisei lhe contar o ocorrido.

Após as experiências pelas quais passei, comecei a pesquisar em revistas sobre o assunto, até me deparar com a obra de Ernesto Bozzano “Fenômenos de Transporte” (Extraordinários e comentados casos de “Transporte” e de “desintegração e reintegração da matéria” – Edições FEESP.

Baseada nas minhas próprias experiências e experiências de grandes pesquisadores que utilizaram um grande número de médiuns e espíritos, aceito que Jesus não ressuscitou em corpo físico, mas espiritual, podendo apresentar-se de forma quintessenciada ou materializar-se.

Pietro de Alleori Ubaldi, após fazer voto de pobreza, viu Jesus, que lhe apareceu uma segunda vez, acompanhado de Francisco de Assis. Ambos o acompanharam na subida de uma colina, por 20 minutos (mais detalhes no livro “Um Destino Seguindo Cristo”).

Na obra “Paulo e Estevão”, de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier (FEB), temos a narrativa do aparecimento de Jesus ressuscitado a Paulo de Tarso, que além de vê-lo, ouviu-o. Dialogaram. A prova de que Jesus não tinha o seu corpo físico, está no fato de que só Saulo o viu e ouviu. Os seus acompanhantes apenas perceberam uma grande luz no alto.

A conversão de Paulo é narrada nos Atos dos Apóstolos, de forma bastante pormenorizada.

Na obra “Sob as Mãos da Misericórdia”, do Espírito Lucius, psicografada por André Luiz Ruiz- IDE editora, temos a narrativa do encontro de Jesus com Espíritos que haviam sido recolhidos no espetáculo sangrento do circo dos martírios e também com entidades perturbadoras e perturbadas, porque, afinal, Ele não veio para os sãos, mas para os enfermos.

Nós espíritas sabemos que a Bíblia é um repositório de fenômenos anímicos e mediúnicos os mais diversos, e, sabemos também que inúmeros santos foram excelentes médiuns. Clóvis Tavares, grande escritor espírita, pesquisando a vida deles escreveu um livro denominado “Mediunidade dos Santos”, do qual vou destacar a clarividência. Muitos santos viram Jesus. Entre eles podemos destacar Teresa d´Ávila, que o viu por diversas vezes, Santa Brígida de Vadstena também o viu, assim como Margarida Maria Alacoque (a vidente de Paray-le-Monial), Clara de Montefalco, Catarina de Siena e Catarina de Gênova.

O PE. José Maria Montes, na belíssima obra “S. Geraldo” (Edições Paulinas) conta-nos que o santo quando criança brincava com o menino Jesus numa pequenina ermida (capela de Capotignano), recebendo Dele sempre um pãozinho branco. O fenômeno repetiu-se certa vez em que Geraldo brincava com seus amiguinhos num parque. Improvisaram uma cruz, colocaram-na entre duas árvores, formaram filas e, muito sérios e compenetrados, foram cantando pelas avenidas do parque, sob a direção de Geraldo, como se ele fosse um padre e aquilo uma procissão de verdade. Percorreram as alamedas até chegarem à cruz improvisada. Ajoelharam-se diante dela: rezaram com muito fervor e de pé, muito sérios ouviram o menino santo, que, postado num ponto mais alto, lhes dirigiu a palavra. De repente os pequenos ouvintes e o seu pregadorzinho viram que a cruz, em pleno dia, tornou-se mais brilhante do que o sol. Toda a pequena cidade de Muro (habitada por Geraldo e seus familiares) ficou envolta naquele resplendor celestial. Da cruz baixou o divino menino que presenteou a Geraldo com mais um pãozinho branco. A notícia correu  de forma que os habitantes passaram a vê-lo como um prodígio.

Vamos seguir os passos do Cristo, ajudando-O a cumprir a sublime missão que Deus, na Sua infinita bondade e misericórdia, a Ele delegou Vamos, também, aguardar novos esclarecimentos que são transmitidos aos homens conforme sua evolução. Cada coisa a seu tempo

Para encerrar o artigo, vamos utilizar parte do prêmbulo da obra de Cairbar Schutel “Parábolas e Ensinos de Jesus” (Casa Editora O Clarim):

“A Ressurreição de Jesus é, por isso, o fato mais extraordinário da História. Sem ela, os discípulos, já dispersados não se teriam juntado novamente para levar às nações, aos povos, à sociedade e à família, as novas vivificadoras da Imortalidade, a certeza da Vida Eterna demonstrada por seu Mestre Redivivo.

O sacrifício e a morte de Jesus eram a véspera do triunfo, da vitória do seu Ideal, da sua religião.

Submetendo-se a todas as torturas, à sanha tigrina de seus terríveis inimigos, Jesus quis provar cabalmente, categoricamente, que não há potestades nem elementos capazes de destruir a Vida, e que essa Vida, que se manifesta temporariamente na Terra, tem prosseguimento além do túmulo; que a morte não é o fim do homem; que a inteligência, a vontade, a razão são invulneráveis à espada, ao veneno e ao canhão; que o sentimento e a vida individual não dependem das células orgânicas, pois estas não são mais que instrumentos de ação exterior!”.

Maria Madalena Naufal

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