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OS QUE ULTRAPASSARAM A CONSCIÊNCIA POSSÍVEL DO SEU TEMPO

Sou formada em História. Ao terminar o curso, no ano seguinte fiz um curso de especialização denominado “Teoria da História”, ministrado por um professor chileno chamado Bruit. A duração do curso foi de um ano, ao fim do qual chegamos à conclusão de que há homens que ultrapassam a consciência possível do seu tempo. Justamente por isso quase todos foram incompreendidos, perseguidos, taxados de loucos, lunáticos, charlatães, impostores, feiticeiros, sofreram agressões físicas e morais. Muitos foram executados pela ignorância, ciúmes, má fé, inveja, egoísmo e outras mazelas que entenebrecem o coração humano. Poucos viveram em paz ou tiveram os seus méritos reconhecidos ainda encarnados. A maior vítima da ignorância e da perversidade humana foi, sem dúvida, o próprio Mestre Jesus, que viveu só para servir e, no entanto, foi crucificado.

Através dos tempos poderíamos extrair várias centenas de homens que se enquadram no título, mas vou me limitar a apenas alguns exemplos, não obedecendo nem à ordem alfabética e nem à cronológica.

  • SIDDARTA GAUTAMA (Buda, o Iluminado) – iniciador da Doutrina Budista. Nasceu na Índia em 556 a.C e desencarnou em 486 a.C. Pertencia ao clã xátria dos Sakia. Aos 29 anos, rico, culto, tomou contato com a realidade do seu país e ficou chocado. Velhice, doença, miséria e morte eram problemas nos quais jamais havia pensado. Certa noite afastou-se do palácio, abandonando a família, bens e passado. Lançou-se ao mundo em busca de explicações para o enigma da vida. Após muita meditação ocorreu o seu despertar espiritual. Fez pregações em Benares e depois o budismo estendeu-se pela Índia e, depois, para outros países. Buda resumiu suas idéias em quatro pontos: tudo é dor, a dor nasce do desejo, a dor se extingue com a extinção do desejo e para obter a cessação do desejo é preciso seguir o caminho dos oito passos: opiniões corretas, intenções corretas, motivos corretos, palavras corretas, ocupação correta, esforço correto, pensamento correto e meditação correta.
  • CONFÚCIO – Filósofo, sábio e ministro chinês. Nasceu em 551 a. C. e desencarnou em 479 a.C. A China de sua época estava mergulhada num quadro trágico. Inteligente e sensível às misérias que vê à sua volta, dedica a sua vida à elaboração e divulgação de uma doutrina humanista que encontra seguidores fiéis. Reformou os costumes e a administração da China e suas obras são o código religioso e moral dela. Seus discípulos, em grande número, incumbem-se de divulgar seu pensamento, preparando o terreno sobre o qual as gerações seguintes plantarão as sementes de uma nova realidade social, não só para a China, mas também abrangendo toda a Ásia Ocidental. A partir do século V, d.C., elevaram-se em sua honra um grande número de templos. Discute-se sobre a autenticidade dos seus escritos que são atribuídos aos seus discípulos.
  • SÓCRATES – Filósofo. Nasceu na Grécia em 468 a.C e desencarnou em 399 a.C., sendo filho de um escultor e de uma parteira. Era autodidata. Não deixou escola e nem deixou livro algum. Seus ensinamentos chegaram até nós através dos seus discípulos. O seu processo era a retórica, sobretudo o diálogo.  Adversário dos sofistas, sustentou a doutrina de uma verdade absoluta. Ensinava a disciplinar o raciocínio e alcançar a verdade, antes de mais nada, conhecendo a si próprio. Foi condenado a beber cicuta, por um tribunal político, acusado de corruptor da juventude e criador de novas teorias, ele, que foi regenerador dos costumes e vícios da época. Platão, amigo e grande discípulo de Sócrates disse do mestre “foi ele, realmente, o mais sábio, o mais justo e o melhor de todos os homens que conheci”.
  • PLATÃO – Filósofo, educador, artista, metafísico, moralista e legislador. Nasceu na Grécia em 427 a.C. e desencarnou em 347 a.C. Foi o mais importante dos discípulos de Sócrates. Descendia de pais nobres. Deixou várias obras e entre elas as mais famosas foram: Apologia, Protágoras, Fedro, Tímon, a República e as Leis. Desenvolveu a célebre doutrina das idéias e apontava que a mais alta de todas é a Idéia do Bem, que além de causa ativa é o fim dirigente de todo o universo. A sua filosofia ética e religiosa era relacionada com essa doutrina. Acreditava, como Sócrates, que a verdadeira virtude tinha sua base no conhecimento racional. A sua frase: “Aprender é recordar”, mostra que acreditava na reencarnação. Foi fundador da famosa “Escola Acadêmica”. Sofreu perseguição por parte de um tirano da Sicília.
  • PARACELSO (Philppus Aureolos Theophrastus Von Hohenheim) – Médico e alquimista. Nasceu na Suíça em 1493 e desencarnou em 1541. Desde 1526, ocupou-se especialmente com a medicina, lecionando na Universidade da Basileia. Criou métodos novos, que o desacreditaram diante dos outros professores e abandonou o cargo em 1529. O seu sistema consiste em encarar o homem como um “conjunto concentrado de todos os seres previamente criados. A saúde á a união perfeita entre todos os elementos que o constituem. O médico deverá ser não só cientista, mas também físico, astrônomo e teólogo. Tratará a física do equilíbrio dos elementos e a astronomia da influência dos astros; a teologia da saúde da alma, que, por sua vez influi sobre a saúde do corpo. Escreveu obras médicas e místicas. Teve um fim trágico.
  • LEONARDO DA VINCI – Pintor, escultor, mecânico, urbanista, fisiólogo, químico, botânico, geólogo, cartógrafo, físico e músico. Nasceu na Itália em 1452 e desencarnou em 1519. É considerado um dos maiores gênios da Humanidade, pois era apto em todas as artes e ciências. Suas atividades foram interrompidas pela invasão dos franceses ao norte da Itália. Quase no final de sua vida, aceitou a proteção dos invasores, retirando-se para o castelo de Cloux. Deixou um riquíssimo patrimônio cultural, que até hoje é admirado. Foi precursor da aviação, da balística, da hidráulica, da óptica e da acústica. Entre os seus quadros podemos destacar “Sant´Ana, a Virgem e o Menino”, “A ceia” e a “Mona Lisa”ou “A Gioconda”. Também foi acusado de ser um mago, um mero feiticeiro, ele que reivindicara a certeza matemática como único meio de investigação para atingir-se a verdade.
  • EMMANUEL SWEDENBORG – Sábio sueco. Nasceu em 1688 e desencarnou em 1772. Estudou em vários países (Inglaterra, Holanda, França e Alemanha) e depois foi contratado para executar planos de máquinas no Departamento de Minas do seu país. Publicou trabalhos e dissertações sobre matemática, astronomia e geologia. Em 1734 apresentou em seus “Principia rerum Naturalium” a hipótese cosmogônica que ficou famosa, apesar de algumas extravagâncias. Em 1536 sentiu o afloramento de notáveis faculdades mediúnicas que fariam dele um dos mais importantes precursores do Espiritismo dos tempos modernos e, por causa disso, tem sido glorificado por uns e achincalhado por outros. Concebeu uma teoria sobre o papel e funcionamento do cérebro que contém idéias que detêm a atenção dos fisiologistas (1740).
  • AMENHETEP IV – Faraó. Nasceu no Egito e subiu ao trono durante a 18ª dinastia, encontrando o país na caótica situação de esterilidade espiritual e moral, por culpa de sacerdotes corruptos. O jovem faraó logo mostrou uma mentalidade muito além da sua época. Extinguiu a adoração ao deus Amon, dissolveu a classe sacerdotal e mudou seu nome para Akenaton “aquele que vive em Aton”, e instituiu a nova religião de adoração ao disco, na verdade uma restauração da crença monoteísta do seu povo. Tomou medidas que trouxeram à população grandes benefícios: libertou os escravos, dissolveu os exércitos e concedeu casa, trabalho e comida para todos os trabalhadores. Mudou a capital de Tebas para Amarna. Após alguns anos foi deposto pelos remanescentes do clero de Amon. Seu desencarne ocorrido em 1365 a.C, culminou com a volta ao caos.
  • MOHANDAS KARAMCHAND GANDHI – Filósofo, político, advogado e místico hindu. Nasceu na Índia em 1869 e desencarnou em 1948. Estudou na Inglaterra, formando-se em filosofia e direito. Voltou para a Índia e depois foi para a África do Sul para defender a colônia hindu, à qual eram negados todos os direitos. Voltando à Índia, consagrou-se à luta pacífica pela independência de seu país que estava sob o domínio inglês. Isto lhe custou várias prisões. A Índia tornou-se independente em 1947, dando origem a dois Estados completamente independentes: o Estado muçulmano do Paquistão e o Estado da Índia. Essa divisão trouxe terríveis lutas entre os dois. Gandhi dedica-se então à pacificação dos dois grupos religiosos – o muçulmano e o hindu, para impedir a cisão da Índia em duas nações inimigas, sendo meses depois assassinado por um fanático hindu ao se dirigir a um comício de oração (1948).
  • JULES VERNE – Escritor. Nasceu na França em 1828 e desencarnou em 1905. É considerado o criador do gênero literário da ficção científica, mas na verdade foi um visionário e profeta, pois em seus escritos ele antecipou com bastante precisão muita coisa que aconteceu no futuro. Era portador, portanto, de faculdades mediúnicas do tipo profético. Nos seus romances podemos extrair um meio de transporte semelhante ao foguete, a invenção do fax, de um trem que viajaria debaixo da Terra (metrô), correio eletrônico, helicóptero, mísseis dirigidos, ar condicionado e muitos outros futuros inventos. Entre as suas principais obras encontram-se “Viagem ao Centro da Terra”, “Vinte mil Léguas Submarinas”, “A Volta do Mundo em Oitenta Dias” e “Da Terra à Lua”. Inúmeros dos seus livros foram premiados pela Academia Francesa.
  • CHRISTIAN FRIEDRICH SAMUEL HAHNEMANN – Médico, químico, filósofo, tradutor e poliglota. Nasceu na Alemanha em 1755 e desencarnou em 1843. Tornou a homeopatia um processo terapêutico. No fim do século XVIII, ele criou um método que se está difundindo pelo mundo. Esse processo surgiu como uma reação à medicina praticada naquele tempo que era muito agressiva. Ninguém cuidava de pesquisar as causas das moléstias, nem tão pouco criar sistemas de cura menos cruéis. Experimentando substâncias vegetais, minerais e animais, Hahnemann elaborou um processo de cura com elementos naturais. A força da homeopatia consiste em abrir a estrutura energética do ser humano. Na segunda metade da sua existência foi perseguido por seus antigos colegas, cujas doutrinas e métodos de tratamento ele condenava. Apesar de tudo, venceu.
  • ALBERT EINSTEIN – Físico. Nasceu na Alemanha em 1879 e desencarnou em 1955. Fez os seus estudos em Munich, depois na Itália e na Suíça, freqüentando a Escola Politécnica. Em 1905, publicou nos anais de Física seus primeiros estudos sobre a teoria da relatividade. Membro da Academia de Ciências de Berlim, escreveu novas obras de física e visitou a França, Inglaterra, Estados Unidos, a China, o Japão e a Palestina. Em 1933 tomou partido contra Hitler e passou a residir nos Estados Unidos (naturalizando-se em 1940). É um dos maiores gênios da Humanidade. Revolucionou a ciência física. Entre as conseqüências de suas teorias sobrelevam as da relatividade restrita, por exemplo, a de que a massa pode se transformar em energia, e a energia em massa. Era, entretanto, um homem simples, modesto e extremamente bondoso. Inimigo militante da injustiça, interveio várias vezes pela paz duradoura. Foi prêmio Nobel em 1921.
  • ISAAC NEWTON – Físico, matemático e astrônomo. Nasceu na Inglaterra em 1642 e desencarnou em 1727. Estudou em Cambridge. Em 1671 foi admitido como membro do Royal Society de Londres, época em que construiu o seu telescópio de Reflexão. Apresentou a teoria da Atração Universal, que explica a maior parte dos fenômenos do mundo. Estabeleceu as leis básicas do movimento (“Axiomas Newtorianos”). A sua lei da Gravitação Universal, data de 1666. A Real Society escolheu-o em 1703 para presidente, sendo reeleito até o seu desencarne. Foi o autor do cálculo diferencial e integral. Não fez só leis teóricas, mas realizou também experiências com enorme sucesso, como, por exemplo, da mistura de todas as cores se obtém a cor branca. Foi o expoente da teoria da emissão aplicada à luz. Escreveu “O Tratado da Quadratura das Curvas”.
  • MARIA SKLADOWSKA – Cientista. Nasceu na Polônia em 1867 e desencarnou em 1934. Teve uma infância difícil e pobre. Em 1891 resolveu partir para Paris e inscreveu-se na Faculdade de Ciências, onde brilhou como física e matemática. Em 1895 casou-se com o físico e químico Pierre Curie. Os Curie, apesar da pobreza, devotaram-se às pesquisas e às experiências da mais alta transcendência. Em 1898 descobriram dois novos metais: o polônium e o rádium. Este último foi uma das mais notáveis descobertas científicas de todos os tempos, abrindo ao casal o caminho da fama. Em 1903 Maria e Pierre receberam a medalha Davi, da Sociedade Real de Londres, e o prêmio Nobel em 1904 que lhes trouxe o princípio da fortuna. Começaram a receber honrarias que vinham de todas as partes do continente. Infelizmente Pierre desencarnou poucos anos depois (1905), esmagado em Paris, no meio da rua, por um carro. Já viúva Madame Curie recebeu novamente o prêmio Nobel de Química em 1911.
  • OSVALDO CRUZ – Médico Sanitarista. Nasceu no Brasil em 1872 e desencarnou em 1917. Aos cinco anos já lia e escrevia corretamente. Estudou em três colégios e depois ingressou no Externato Dom Pedro II, onde fez os preparativos para medicina. Formou-se em 1892 e no mesmo ano defendeu sua tese de doutoramento: “Veiculação Microbiana pelas Águas do Rio de Janeiro”. Casou-se com Emília Fonseca, tendo com ela seis filhos. Foi para Paris em 1896, conseguindo entrar no famoso Instituto Pasteur. Voltou ao Brasil em 1899. Uma violenta epidemia de peste bubônica assolava o porto de Santos e ameaçava o país. Osvaldo Cruz com uma equipe obteve o soro, logo enviado para Santos. Combateu também a varíola e a febre amarela. Recebeu zombarias, hostilidades e difamação pelo seu empenho em vencer as doenças que dizimavam a população do Brasil.
  • BLAISE PASCAL – Físico, geômetra, escritor e filósofo. Nasceu na França em 1623 e desencarnou em 1662. Gênio científico, descobriu as 32 primeiras proposições euclideanas. Foi o inventor da máquina aritmética. Fez experiências físicas que confirmaram as teorias de Torricelli sobre o peso do ar; fez na Torre de Saint Jacques experiências sobre pressão atmosférica, confirmadas por seu cunhado em uma ascensão ao Pico de Puy de Dome. Continuou os seus trabalhos matemáticos acerca dos triângulos aritméticos e das ordens numéricas. Estudou com Fermat o cálculo das probabilidades. Compôs vários opúsculos filosóficos, entre eles “Entretien Avec M. de Saci, Sur Epictete et Montaigne”, e de 1856 a 1657 publica as cartas “Provinciales”, contra os jesuítas. Escreveu também o “Abrege de La Vie de Jesus Christ”. A sua obra prima “Pensees” é publicada em 1670.
  • LOUIS PASTEUR – Químico e bacteriologista. Nasceu na França em 1822 e desencarnou em 1895. Aos vinte nos já era mestre assistente do Colégio de Besançons, passando em seguida para a Escola Normal de Paris. Aí descobriu que eram quatro e não dois os tipos de Ácido Tartárico. Quando decano da Universidade de Lille, provou a existência dos micro-organismos e a sua influência na fermentação e posteriormente em doenças e epidemias. Descobriu o processo de esterilização, fez vários estudos científicos importantes, mas o estudo das causas e efeitos da hidrofobia alcançou o ponto máximo de sua carreira científica, tendo descoberto que a raiva poderia ser curada mediante a aplicação de vacinas por ele descobertas e por seu assistente Roux. Além de sábio, Pasteur foi um dos maiores benfeitores que a humanidade conheceu.
  • CRISTOVÃO COLOMBO – Navegador e explorador. Nasceu na Itália em 1466 e desencarnou em 1506. Ingressou na marinha aos 14 anos. Anos depois, em Lisboa, se ocupa com composições de cartas geográficas. Os seus conhecimentos possibilitaram-lhe fazer algumas excursões. Mais tarde pediu auxílio a D. João II para executar o seu plano de travessia do Atlântico para a descoberta do Novo Mundo, mas o rei negou. Esse auxílio ele recebeu dos reis da Espanha Fernando e Isabel. Partiu com três caravelas a 3 de agosto de 1492. Chegou às terras americanas em 11 de outubro do mesmo ano. De regresso é recebido festivamente em Palos, passando a Almirante e Vice-Rei Fez algumas viagens e em 1502 tem permissão para efetuar sua última expedição onde localiza as Antilhas e explora o litoral da América Central até o Golfo de Darien. De volta, já falecida Isabel, sua protetora, morre abandonado e na miséria.
  • RUI BARBOSA DE OLIVEIRA – Escritor, parlamentar, jurisconsulto, político e jornalista. Nasceu no Brasil em 1849 e desencarnou em 1923. Com apenas cinco anos foi para a escola e em quinze dias já sabia ler e conjugar verbos. Terminado o ginásio, entrou para a Faculdade de Direito de Recife (1866) concluindo o seu curso na de São Paulo em 1870. Regressando à cidade Natal (Salvador) estabeleceu-se como advogado. Como membro do Partido Liberal, foi eleito deputado provincial da Bahia em 1877 e algum tempo depois entrou para a Câmara dos Deputados do Império. Batalhou pela reforma do ensino e pela abolição da escravatura.  Deixou o Partido Liberal, passando a propagar a República, que ocorreu em 1889. Desempenhou nela várias atividades. Em 1907, enviado como representante do Brasil à Conferência Internacional de Haia, causou grande impressão.
  • ALEXANDRE FLEMING – Cientista. Nasceu na Escócia em 1882 e desencarnou em 1955. Foi, sem dúvida um dos maiores cientistas do século XX e descobridor da penicilina. Fez os estudos na escola do Hospital Santa Maria de Londres, onde se diplomou em 1908. Demonstrou logo o seu interesse pelos assuntos bacteriológicos. Durante a primeira Guerra Mundial, Fleming observou de perto a ineficácia dos produtos antissépticos da época. Lançou-se corajosamente nos trabalhos de laboratórios. As comunicações dos resultados obtidos com a penicilina, foram feitos em 1929, por uma revista científica britânica. Em 1945 Fleming recebeu o Prêmio Nobel, juntamente com Florey e Chain, dois cientistas que se interessaram pelo estudo da penicilina. Graças aos esforços dos três e de outros cientistas, foram preservadas uma quantidade imensa de vidas.
  • BENJAMIN FRANKLIN – Estadista e cientista. Nasceu nos Estados Unidos em 1706 e desencarnou em 1790. Teve uma infância pobre e difícil. Não contava ainda vinte anos quando resolveu seguir para Nova York. Depois foi para a Inglaterra. Voltou para a América. Chegando à Filadelfia, continuou a ser tipógrafo, mas, mais tarde, montou uma tipografia, com papelaria na frente. Após desenvolver várias atividades, tornou-se Membro da Assembleia de Pensilvania e foi designado seu representante no Congresso de Albany que opôs restrições às exigências da Inglaterra. Como cientista investigou e interpretou a “descarga pelas pontas” – estudo que mais tarde o levou à invenção do para-raios (1752), que há mais de dois séculos vem prestando serviços à humanidade. Em 1775, como Deputado no Congresso, tomou parte da comissão que propôs a independência dos Estados Unidos. Foi um dos signatários da Declaração da Independência americana.
  • GALILEU GALILEI – Matemático, físico e astrônomo. Nasceu na Itália em 1564 e desencarnou em 1642. Interessando-se pela ciência fez estudos sobre o movimento pendular. Nomeado professor de matemática em Pisa, refuta noções errôneas sobre a queda dos corpos e contesta as teses sobre a imobilidade da Terra. Professor em Pádua, torna-se cada vez mais favorável às teses de Copérnico, sobre a estrutura do Universo. Em 1609, Galileu com uma série de descobertas astronômicas, confirma a doutrina de Copérnico, segundo a qual a Terra se move em torno do Sol. Devemos a esse gênio prodigioso a invenção do telescópio. O termômetro e o compasso de proporções. Em 1628 escreveu o livro O Diálogo, cuja publicação, mais tarde, levou-o a submeter-se à inquisição, que o forçou a se retratar. Deixou várias obras.
  • Guilherme Marconi – Físico e inventor. Nasceu na Itália em 1874 e desencarnou em 1937. Dotado de grande inteligência, fez os primeiros estudos em Bolonha, aperfeiçoando-se depois em Florença e em Livorno. Mais tarde ingressou na Universidade de Bolonha. Por essa época começou a demonstrar notável interesse por assuntos de eletricidade. Entregou-se a pesquisas nesse campo e em pouco tempo já estava enfronhado em questões como a existência da onda elétrica, apontado pelo físico Clerk Maxwel, em 1864. Mais tarde, um outro físico chamado Hertz, descobriu a existência das ondas elétricas, análogas às luminosas, que são conhecidas como ondas hertizianas. Os estudos de Marconi resultaram na descoberta da maravilha, que foi mais tarde a radiotelegrafia. Em 1909, conquistou o prêmio Nobel de física. Graças a ele foram salvas milhares de vida. Foi chamado de o “Mago do Invisível”.
  • IRINEU EVANGELISTA DE SOUSA, Visconde de Mauá – Empresário, economista, industrial e político. Nasceu no Brasil em 1813 e desencarnou em 1889. De 1821 a 1823 estudou num internato em São Paulo. Aos 11 anos foi para o Rio de Janeiro na companhia de um tio comandante de navios. Na Corte, empregou-se como caixeiro de uma casa de comércio, que faliu em 1830. Depois se iniciou no mundo das finanças. Tornou-se sócio de uma firma, que depois passou a dirigir sozinho. Após 20 anos de trabalho acumulou uma pequena fortuna que empregou em ousados empreendimentos na Economia e Viação Brasileira (construção de estaleiros, fundação de uma Companhia de Rebocadores, reorganização do segundo Banco do Brasil, inauguração da primeira estrada de ferro do Brasil, em 1854, dotou o Rio de Janeiro de iluminação a gás, empreitou o primeiro trecho do Canal do Mangue, facilitou a ligação do Brasil à Europa, pelo Cabo Submarino, etc. Faliu em 1875, mas conseguiu pagar as dívidas vultosas completamente pouco antes de desencarnar.
  • THOMAS ALVA EDISON – Jornalista, telegrafista e inventor. Nasceu nos Estados Unidos em 1847 e desencarnou em 1931. Teve uma vida difícil. Frequentou uma escola por pouco tempo. Começou a estudar com a sua mãe, que tinha sido professora quando moça – até aos dez anos. As dificuldades da família levou-o a trabalhar como vendedor de lanches, aos quatorze anos. Fundou jornais e um laboratório físico-químico de experiências num carro de bagagens (que pegou fogo) e depois um pequeno laboratório na adega de sua casa e conseguiu estabelecer uma linha, daí até a residência de um de seus amigos, morador das vizinhanças. A linha era construída de fios de ferro ordinário, tendo por isoladores garrafas.   Mais tarde instalou um laboratório melhor e depois outros. Inventou o repetidor Edison, o Quadruplex, o fonógrafo, a lâmpada incandescente e dezenas de outras invenções. Ficou conhecido como o “Mago de Menlo Park”.
  • SAMUEL FINLEY BREESE MORSE – Inventor e artista. Nasceu nos Estados Unidos em 1791 e desencarnou em 1872. Recebeu formação artística na Inglaterra e voltando ao seu país tornou-se um retratista de grande prestígio e assim obteve recursos para fundar a Academia Nacional de Desenho de Nova York. Uma viagem à Europa em 1832 despertou Morse para a ideia da Telegrafia. Abandonou então a pintura e baseando-se nas experiências de Faraday sobre o eletromagnetismo, dedicou-se ao projeto de um aparelho que se destinava converter os impulsos elétricos em sinais gráficos. O modelo experimental, que ficou pronto em 1835 utilizava um código especial criado pelo inventor, em que cada letra é representada por uma combinação diferente de pontos e traços. Em 1844 foi estabelecida a primeira linha telegráfica com grande eficiência para usos comerciais. Essa útil invenção contribuiu para o progresso da humanidade.
  • AMBROISE PARÉ – Cirurgião e escritor. Nasceu na França em 1509 e desencarnou em 1590. Era filho de um humilde barbeiro. Trabalhou como criado e um dia assistindo uma cirurgia na casa do patrão, ficou entusiasmado pelos métodos cirúrgicos e foi ser aprendiz de um cirurgião barbeiro; aprendeu a arrancar dentes, fazer sangrias e operações simples. Quatro anos depois se transferiu para Paris, prosseguindo nos estudos de anatomia e medicina. Recebeu o diploma de “mestre barbeiro e cirurgião”. Requisitado pelo exército da França que se encontrava em guerra com a Espanha, aproveitou para aumentar o campo das suas experiências, empregando os recursos do seu espírito dedicado para aliviar a dor e curar os ferimentos. Substituiu os tratamentos bárbaros por modernos. Foi combatido por colegas despeitados, mas continuou a sua obra meritória. É considerado “O Pai da Cirurgia” e deixou obras sobre as suas experiências.
  • ABADE L’EPÉE – Inventor e sacerdote. Nasceu na França em 1712 e desencarnou em 1789. Certo dia foi a Paris visitar uma senhora viúva. Ela estava ausente e foi atendido por duas meninas, que não falavam e pareciam não o ouvir. Quando a senhora chegou explicou ao abade que as meninas eram surdo-mudas. Ele, então, se ofereceu para ensiná-las. As dificuldades levaram-no a inventar uma linguagem “falada” com os dedos. As alunas compreenderam a linguagem e dela se serviam diariamente. A história correu mundo e o bom reverendo foi obrigado a receber muitas alunas. Resolveu então organizar um método, criando o alfabeto para os surdo-mudos. Epée fundou, em 1760, em Paris, o primeiro asilo de surdo-mudos. Até hoje , os surdo-mudos se correspondem graças a essa linguagem de sinais convencionais, inventada pelo abade benfeitor.
  • ALEXANDRE GRAHAM BELLL – Educador e inventor. Nasceu na Escócia em 1847 e desencarnou em 1922. De sua cidade natal, Edimburgo foi para a Alemanha. E na Universidade de Wurzburgo doutorou-se. Depois foi para o Canadá e alcançou mais tarde os Estados Unidos, naturalizando-se norte-americano. Conseguiu colocar-se como professor de surdo-mudos, na Universidade de Boston. Estudando mais atentamente a telegrafia elétrica e procedendo a várias experiências, inventou o telefone, que foi apresentado, com sucesso, em 1876, na Exposição Centenária de Filadélfia. O imperador Pedro II, que a ela compareceu, interessou-se vivamente pela invenção de Graham Bell. Em 1880 recebeu o prêmio Volta, da Academia de Ciências de Paris. Devemos também a ele a invenção do audiômetro, do primeiro disco de fonógrafo fabricado com cera.
  • LUÍS BRAILLE – Inventor, organista, violoncelista e professor. Nasceu na França em 1809 e desencarnou em 1852. Com três anos de idade brincava na oficina do pai (que era seleiro e correeiro), quando ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, acabou por ferir o olho esquerdo, que infeccionou e atingiu também o outro olho, cegando-o. Ia à escola de bengalinha e demonstrou inteligência superior aos meninos de sua época. Ainda criança foi enviado para o Instituto de Hauy, em Paris, tornando-se mais tarde professor. Os métodos empregados à época para ensinar leitura aos cegos apresentavam enormes dificuldades. Braille estudando outro invento acabou criando o sistema de pontos em relevo representando letras (1829). Braille desencarnou sem chegar a ver o seu trabalho reconhecido, mas depois, valorizada a sua invenção, recebeu muitas homenagens.

Pesquisando e escrevendo a vida de centenas de pessoas (as biografias foram publicadas no Jornal e no Blog “Caminheiros da Luz” e outros jornais, sendo que ainda há muitas aguardando publicação), que na Terra usaram os seus dons, a sua inteligência e o seu acendrado amor pela humanidade, observei que os descobridores e inventores tiveram os seus precursores, e que, muitas vezes, eram eles mesmos em existência anterior. Por serem seres de boa vontade, podiam contar também com a ajuda de Espíritos elevados. Concordo plenamente com Thomas Alva Edson que disse : “Um gênio se faz com um por cento de inspiração e noventa e nove de esforço”.

Maria Madalena Naufal

FONTES

“OS GRANDES BENFEITORES DA HUMANIDADE” – F. Acquarone – Irmãos Pongetti Editores;

“VULTOS DO MUNDO” – Guarani Gallo – Editora e Distribuidora Livrobrás Ltdª;

“INSTRUÇÕES PRÁTICAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS” – Allan Kardec – Casa Editora O Clarim;

“CONHECER” – Abril Cultural;

“GRANDES PERSONAGENS DA HISTÓRIA UNIVERSAL”- Abril Cultural – Editor Victor Civita;

“NAS FRONTEIRAS DO DESCONHECIDO” – Sérgio O. Russo – Ediouro;

“LUMINARES DA TERRA” – Maria Madalena Naufal – Jornal de Osvaldo Cruz.

Disponibilizamos nosso Boletim do mês de maio/2013

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CARL SAGAN

            Astrônomo, exobiólogo e divulgador científico norte-americano. Nasceu em Nova York, em 1934 e faleceu em Seattle, em Washington, em 1996. Era filho de um alfaiate que havia imigrado da Rússia.

            Começou a interessar-se pela astronomia muito cedo. Formou-se em física e se doutorou em astronomia pela Universidade de Chicago (1960). Lecionou em Harvard e em Stanford. Foi, ainda, professor de astronomia e ciências espaciais da Universidade Cornell e diretor do Laboratório de Estudos Planetários da mesma Universidade.

            Seu principal campo de pesquisas foi a superfície e atmosferas planetárias. Chegou a conceber “um modelo-estufa para a atmosfera de Vênus, o qual permitiu concluir que o vapor d’água das nuvens de Vênus, além de reforçar o efeito estufa de sua atmosfera de CO2 e impedir o escape do calor, favoreceu o estabelecimento de sua atmosfera muito quente. Propôs um esquema para torná-lo um planeta habitável empregando algas para eliminar o CO2 e naves Pioneer l0 e 11.

            Em 1977 elaborou com Ann Druyan, sua esposa, uma descrição do conhecimento cultural, científico e social da Terra da atualidade, a qual foi incluída nas espaçonaves Voyager 1 e 2 que deverão deixar o nosso sistema com destino ao espaço sideral.

            Usou os seus grandes dons literários e a capacidade telegênica para popularizar os assuntos científicos, o que lhe valeu um prêmio Pulitzer de literatura (1978) e três Emmys pela série de televisão “Cosmos” (também escrita com a colaboração da esposa). Foi membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos; Presidente da Comissão Americana Organizadora da Conferência Conjunta das Academias de Ciências Nacionais dos Estados Unidos e Soviética sobre Comunicação com Inteligências Extraterrenas; membro da Associação Americana para o Progresso da Ciência.

            Deixou, entre outras obras, “Contacto”, um romance de ficção científica, que foi adaptado para o cinema; “Vida Inteligente no Universo” (tendo Shklovsku como co-autor); “Murmúrios da Terra: Disco Interestelar Voyager”; “O Romance da Ciência”; “Cosmos” (livro que acompanhava os programas da série televisiva); “Cometa”; “Pálido Ponto Azul” e “O Mundo Assombrado pelos Demônios”.

            Dele disse Dan Goldin, administrador da Nasa, a agência espacial norte-americana, com a qual colaborou o astrônomo: “Muito maior do que uma figura científica de nosso tempo, Carl Sagan descreveu para uma geração inteira- a geração da era espacial- as maravilhosas verdades do Universo que nos cerca.”

Maria Madalena Naufal

PIO DE PIETRELCINA

            Padre Capuchinho, possuidor de várias faculdades, entre elas a bilocação, trilocação e cura espiritual. Nasceu a 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, e desencarnou a 23 de setembro de 1968.

Seus pais eram muito pobres. Deram-lhe o nome de Francisco. Sua infância é pouco conhecida, mas parece que foi uma criança muito tímida, que amava a solidão.

Em 1902 ingressou num convento da ordem de São Francisco, sendo, portanto, capuchinho.

Quando noviço, Francisco jejuava durante dias e também fazia vigílias.

Padeceu os fenômenos de Zoantropia. Os combates noturnos na sua cela começaram cedo e foram aumentando. Isso incomodou a congregação religiosa a que pertencia e a igreja católica em geral durante anos. Certa feita, ao entrarem na cela de Francisco, seus companheiros encontraram muita desordem: livros por terra, tinteiro quebrado, cama revolvida. Segundo suas próprias informações, via-se à noite cercado de monstros horrendos, não físicos, quando tentava descansar. De manhã, saia da sua cela com cicatrizes, os olhos inchados e com machucados pelo corpo (maiores detalhes sobre os fenômenos em questão, leiam o livro “Kardec e o Espiritismo Redivivo”, de minha autoria e de Sônia Aparecida Ferranti Tola, publicado no Blog “Caminheiros da Luz”).

Francisco foi ordenado sacerdote em 1910, mas foi transferido de residência várias vezes, por seus superiores, devido à ocorrência desses fatos extraordinários em sua vida.

A partir de 1914, ele começou a se transportar para junto de doentes, sem, no entanto, sair fisicamente do convento em que se encontrava. Essas bilocações podiam ser observadas, pois ele passava através de portas fechadas, chegando aonde fosse necessário, como instrumento da energia de cura. Com ele ocorreram também alguns casos de trilocação.

Em 1918 Padre Pio tornou-se um estigmatizado, como já descrevi no artigo “Os Enigmáticos Fenômenos de Dermografia e Estigmatização”. Depois de receber os estigmas, ele continuou a trabalhar na igreja e as pessoas, em grande quantidade, o procuravam para se confessar.

O Vaticano emitiu, então, uma ordem para submeterem o Padre Pio a rigorosos exames clínicos e para mantê-lo distante da curiosidade das pessoas. Esses exames são descritos na obra “Aurora”- Essência Cósmica Curadora, de Trigueirinho, de forma minuciosa:

“Romanelli, médico renomado, atestou, depois de quinze meses de observações, que as lesões que o Padre Pio tinha nas mãos eram recobertas de uma membrana delgada, de cor avermelhada; que não havia nos tecidos pontos sanguinolentos, nem inchação, nem reação inflamatória; que as chagas não eram superficiais e que o paciente sofria de dores agudas. Constatou, também, a presença de lesões nos pés, as quais apresentavam, segundo ele, as mesmas características. Quanto à ferida do flanco, paralela às costelas, afirmou que media cerca de sete a oito centímetros de profundidade, e que ela sangrava abundantemente em certos momentos. Aquele sangue era arterial, mas não havia no corpo sinais de inflamação. Contudo ele sentia sempre muita dor, ao mínimo toque.

Romanelli declarou que não havia como classificar clinicamente essas chagas. Chamaram então outro médico, Bignamis, que constatou que os ligamentos aplicados às chagas do Padre Pio não produziam resultados e que as lesões continuavam “sem nunca se infectarem e sem a menor supuração”. Submeteu-o a exames clínicos ainda mais minuciosos, mas não encontrou vestígios de infecções orgânicas, psíquicas ou nervosas. Festa, um outro médico chamado pela igreja de Roma, declarou, por fim, que aquele tipo de lesão escapava à compreensão da ciência. Para cobrir suas chagas Padre Pio usava luvas sem dedos, lavadas por ele mesmo dentro da cela. Diversas vezes por dia trocava os pensos da ferida que tinha ao lado do corpo”.

Além dos espíritos monstruosos, Padre Pio recebia em sua cela espíritos luminosos também, que com ele dialogavam.

Certo dia os superiores do Padre Pio tentaram transferi-lo, mas o convento de Pietrelcina foi alvo de uma verdadeira revolta por parte de camponeses vindos de muitos lugares, Munidos com seus instrumentos de trabalho tentavam impedir que o querido padre fosse removido dali.  Ele, então recebeu ordens de permanecer na cidade, mas a partir de 1924 foi proibido de escrever, ficou recluso e incomunicável em sua cela. Apenas em 1939 passou a trabalhar em liberdade e recebeu autorização para transpor o jardim do convento, caso necessário.

Ouviu confissões de milhares de pessoas, dormia pouco e rezava muito. Recebia centenas de cartas por dia, respondendo pessoalmente muitas delas. Com o dinheiro que recebia nas ofertas, alimentava a Casa Sollievo di Sofferenza, aberta aos doentes. Possuía ela um poliambulatório com serviços gratuitos.

Os seres luminosos que o visitavam no convento avisaram que ao cicatrizarem suas chagas, desencarnaria em três dias. O fato aconteceu como o previsto.

Padre Pio vive atualmente em Aurora, uma civilização localizada no interior da Terra, na região de Salto, no Uruguai, que auxilia o homem em sua integração com o mundo em que vive e com a dimensão extraterrestre, levando-o a ultrapassar os limites da raça que habita a superfície da Terra.

Trigueirinho registrou na sua obra algumas mensagens que lhe foram entregues, escritas pelo nosso biografado e endereçadas aos homens do nosso planeta. Elas são esclarecedoras e servem de advertência, conclamando-nos a amar com todo o coração, a praticar a caridade e a purificar os sentimentos.

 Maria Madalena Naufal

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