Agora deram de negar a existência das Colônias Espirituais, duvidando dos informes de André Luiz e outros espíritos a Chico Xavier, de Patrícia, Antônio Carlos e outros autores espirituais a Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho; de Anaclara a Rosabela Paz, de César Augusto Melero a Célia Xavier de Camargo e de muitos outros espíritos aos seus respectivos médiuns.

               Eu afirmo: as Colônias Espirituais existem. Que provas eu tenho? Muitas.

1ª) Escrevi sobre uma colônia que fica sobre a região de Presidente Prudente, tendo como médium Sônia Aparecida Ferranti Tola, portadora de várias faculdades anímicas e mediúnicas, entre elas as de psicografia, psicofonia, clarividência, clariaudiência, desdobramento, monição e premonição. Participaram da obra vários Espíritos: Rosa Angélica, Nali Aparecida, Carolina, Úrsula e Gustavo.

2ª) Gravei mais de quarenta fitas com as informações dadas pelos Espíritos citados. Cada um com voz diferente: Rosa Angélica, principal informante, tem a voz suave, Nali Aparecida tem voz agradável, Carolina tem voz de jovem, Úrsula tem voz mais grave e Gustavo também tem voz mais grave.

Além das psicofonias, a obra apresenta psicografias e desdobramentos.

3ª) Desdobrada, vou trabalhar na Colônia Prudentina. Participo de equipes mistas (formada de desencarnados e encarnados) que partem da Colônia para a Terra para ajudar encarnados em situações difíceis ou para os umbrais para socorrer os que já podem receber ajuda. Eu vivencio essas situações. Como posso negá-las?

4ª) Kardec e os Espíritos Superiores liderados pelo Espírito da Verdade  (Jesus) não abordaram as Colônias Espirituais porque não era o momento. O Espiritismo, codificado no século XIX, é evolutivo. Temos que acompanhar a sua evolução, para não nos tornarmos retrógrados. Para não me alongar, vou dar uma prova de que a mente do homem evoluiu. Por exemplo: o povo hebreu na época de Moisés acreditava num Deus cruel, odiento e vingativo, outros povos eram politeístas e seus deuses ou eram também cruéis ou tinham defeitos e virtudes como os homens. Comparem com a noção que temos de Deus hoje.

Moisés recebeu através de psicografia na pedra, os Dez Mandamentos da Lei Divina. Jeová é o Espírito Guia do povo judeu e foi ele que conduziu a mão de Moisés, médium portentoso e grande iniciado (1ª revelação).

Jesus trouxe o seu Evangelho de Amor (2ª revelação), mas nele anunciou a 3ª revelação: o Consolador, que é o Espiritismo. Para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, anunciou também que um dia haveria um só rebanho, para um só pastor. Mundo de regeneração, que ainda não será totalmente feliz, mas já não teremos problemas gravíssimos tais como: guerras, pestes e fome. O homem será mais benevolente, mais fraterno. Estamos, por enquanto, num período de transição, que ninguém sabe quando vai terminar. Sigamos amando a Deus, servindo o Seu Cristo e nos amando como Ele ensinou.

Possuindo já vasto material sobre as Colônias Espirituais, não poderia utilizá-lo todo num simples artigo. Vou me limitar  a citar algumas colônias e alguns dados sobre elas.

Atanagildo, discípulo de Ramatis, na obra “A Vida Além da Sepultura” (Conhecimento), escrita por ele e Ramatis, psicografada por Hercílio Maes, traz-nos algumas noções sobre uma metrópole denominada “Grande Coração”, onde ele reside. Ela é assim chamada em face do grande número de espíritos que a habitam e da multiplicidade de labores e objetivos de educação espiritual que também recordam certas atividades terrenas. Quando nós a observamos a distância e recordamo-nos dos seus serviços amorosos às almas fatigadas e libertas da carne, ela significa realmente a figura de magnânimo coração. É um dos mais encantadores “oasis” sediados na esfera astral e devotado ao socorro do viandante que atravessou o deserto da vida física, compondo-se de sublime comunidade de almas benfazejas, que operam na zona que envolve certa região do nosso país.

A metrópole faz lembrar algo semelhante a uma das mais belas cidades da Terra, constituída de todas as suas edificações, ornamentos e recursos de vida em comum; porém distingue-se de modo indescritível quanto ao seu padrão moral superior e às suas realizações destinadas exclusivamente à ventura da alma. Embora liderada por costumes brasileiros, seus habitantes são de marcada ascendência oriental.

André Luiz, que foi médico na Terra, na obra “Nosso Lar” (FEB) narra os anos que passou num Umbral, em grande sofrimento e depois foi socorrido, sendo levado para a citada colônia, recebendo atendimento hospitalar. Após a alta foi estudar e trabalhar.

Nosso Lar fica no espaço espiritual sobre o Rio de Janeiro. Foi fundada no século XVI, por portugueses desencarnados no Brasil.

André mostra nessa obra que muitos são os necessitados, poucos os trabalhadores e imensos os trabalhos. No decorrer da leitura recebemos informações sobre o governador, os ministérios, a alimentação, os prédios, a vegetação, etc.

Após “Nosso Lar”, André escreveu vários outros livros, passando aos leitores as instruções que recebeu na Colônia. Elas são valiosíssimas para nós. Conta-nos também passagens belíssimas, comoventes, que mostram o valor do amor.

A obra “Nosso Lar” deu origem a obras que comentam sobre a colônia,  enriquecendo as informações que já temos sobre ela. Por exemplo “As Surpresas da Cidade Espiritual NOSSO LAR”, de Isabel Scoqui e Marco Antônio Vieira (Editora EME) e “CIDADE NO ALÉM”, pelos Espíritos André Luiz e Lúcius, psicografada por Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha (IDE).

O Espírito César Augusto Melero, na sua obra “Céu Azul” (BN EDITORA), narra que após passar algum tempo no hospital da colônia, teve alta, foi recepcionado por um grupo de jovens, que moravam em espécies de repúblicas, tais como “Abrigo”, “Casa da Esperança”, “Abrigo da Amizade” e “Saudade da Mamãe”.

César fez primeiramente um curso com um instrutor, aprendendo muito e se credenciando para trabalho ativo. Existiam outros cursos em que poderia Se inscrever, para mais aprender.

César faz um esclarecimento importante: muitas pessoas, ao saberem da existência do Mundo Espiritual e de suas condições de vida, julgam que se trata de uma “cópia” da Terra. Na verdade a Terra não passa de pálida cópia da vida espiritual e de tudo quanto aqui existe. Só para citar um exemplo: os aparelhos de projeção de filmes e as próprias telas são muito aperfeiçoados e multidimensionais.

Patrícia desencarnou com apenas  19 anos, de aneurisma cerebral. Foi parar numa Colônia Espiritual chamada São Sebastião. Por méritos foi muito bem recebida. Foi morar com a avó. Na sua primeira obra “Violetas na Janela” (Petit) conta sua adaptação no Mundo Espiritual. Descreve a colônia para a qual foi levada, com muita clareza: o Educandário, a Escola, o Hospital, as moradias, etc. Depois de “Violetas na Janela” escreveu “Vivendo no Mundo dos Espíritos” (trazendo esclarecimentos interessantes sobre as colônias e outros assuntos),depois “A Casa do Escritor” que mostra uma    colônia móvel que se dedica a instruir pela literatura, principalmente a que educa, ensina com sabedoria: A literatura Espírita. Conta uma visita que fez a uma Colônia denominada Triângulo, Rosa e Cruz. Essa Colônia é intermediária entre o Oriente e o Brasil e, por último temos o “Voo da Gaivota”, que mostra as tristes consequências físicas e espirituais para aqueles que se envolvem no mundo das drogas, do suicídio e da dor. Mostra também o amor sublime, desapegado e incondicional que pode vencer todos os obstáculos.

Sônia Maria Ruiz Guerra escreveu a obra “Amigos, Voltei!”, psicografada por Marinalva A. Mariusso (Edições Sônia Maria). Conta o seu despertar e primeiras experiências no Mundo Espiritual. Ao acordar numa cama de hospital, sabia que havia desencarnado. Na Terra graduou-se no curso superior de enfermagem e era uma espírita muito atuante na cidade de Adamantina, onde vivia com seus familiares. O hospital para onde foi ficava acima dessa região. Logo fez amizade com os enfermeiros que cuidavam dela e teve a grata satisfação de receber a visita da filha Patrícia, que havia desencarnado há muitos anos, o que a alegrou muito. Patrícia era uma grande colaboradora nos serviços da colônia e serviu como instrutora da mãe no reconhecimento dos pavilhões. O primeiro a ser visitado foi a ala infantil. Lá ajudaram muito as crianças. Mais uma vez constatei que os espíritos bons, mesmo ainda estando em recuperação, trabalham. Isto os ajuda muito. Em uma reunião no anfiteatro conheceu o Dr. Bezerra de Menezes, que lhes dirigiu a palavra, incentivando-os e mostrando o valor do amor empregado na recuperação dos doentes. As palavras do Dr. emocionaram muito Sônia.

Sônita foi transferida para a ala de enfermagem por constar da sua ficha que ela havia exercido na Terra essa função. O convite partiu de Chiuster Rampis (Espírito que atuava como médico no Centro que ela frequentara).

Já recuperada, Sônia passou a integrar uma equipe de socorro e narra para nós os fatos ocorridos.

Conversando sobre Mediunidade – Retratos de Alvorada Nova, é uma obra de Abel Glaser e Cairbar Schutel (Espírito). Foi composto e impresso pela Gráfica da Casa Editora O Clarim.

A torre de proteção da praça central de Alvorada Nova é constituída por um campo energético, cuja base de cristal com cem metros de diâmetro representa o ponto vital de vibração da Colônia.

A grande estrela que encima o conjunto reúne todas as cores em sua estrutura, ligando-se aos dezesseis vértices estelares inferiores com igual número de matizes brilhantes de tons nada vulgares. A estrela superior com sua vibratória plena parece estar apoiada  no “obelisco”, o qual – vibrando de forma magnética e rotativa – leva-a a mudar de cor alternadamente, emitindo de maneira cíclica o tom que a cidade precisa.

Alvorada Nova abrange do ponto de vista geográfico, área equivalente às das cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral do Estado de São Paulo.

Orientados por Schutel, o Grupo de estudos Cairbar Schutel elaborou essa obra, cujos aspectos principais giraram em torno de três assuntos básicos: “A Reencarnação”, “A Progressão dos Seres na Escala Evolutiva” e a Integração dos dois planos da Vida” – juntamente  com a descrição, o funcionamento, a história, a doutrina e a administração da cidade.

A fase de transformação do orbe terrestre, com vista ao progresso dos seres, conta com o trabalho global dos emissários das colônias espirituais que circundam a Terra. Alvorada Nova tem participação intensa.

A “Escada de Jacó”, do Espírito Inácio Ferreira, psicografia de Carlos A. Baccelli (Livraria Espírita Edições “Pedro e Paulo”, traz relatos da experiência do doutor em um hospital de alienados do Mundo Espiritual (na Terra foi diretor clínico do Sanatório Espírita de Uberaba, verificando a eficácia da Terapia Espírita para a cura de distúrbios mentais e/ ou obsessivos).

O intuito do Dr. Inácio é prosseguir transmitindo as suas experiências de Além-Túmulo, cooperando com os estudiosos da Doutrina Espírita.

Há diálogos interessantes entre o Dr. Inácio, Odilon Fernandes (instrutor), Maria Modesto Cravo, que foi uma grande seareira espírita em Uberaba, Dr. Adroaldo Modesto Gil, Dr. Wilson Ferreira de Melo e Manoel Roberto (auxiliar).

Importante notar que o conflito armado dos Estados Unidos da América contra o Iraque, repercutiu no Mundo Espiritual. Os Espíritos habitantes das regiões densas, movimentaram-se e alguns dos internos se mostraram mais agitados.

O paciente mais difícil era Flávio, um serial-Killer, que chegou a tomar a aparência de um morcego, mas Odilon o conteve fazendo-o adormecer.

Esclarece-nos o “Dr. Inácio que “a escada de Jacó”, é a estrada simbólica da mediunidade, através da qual os Espíritos se colocam em contato com os homens no Plano Físico. Eis o significado do título deste livro, que nasceu de nossas idas e vindas, atravessando as diferentes dimensões que, aparentemente, separam encarnados e desencarnados”.

O Dr. Inácio tem enviado outras obras para nós com ensinamentos muito importantes.

João Duarte de Castro escreveu uma obra denominada “A Vida Numa Colônia Espiritual” (Petit) , baseando-se não só em André Luiz, mas também em outros autores.

Cada colônia assim como cada individualidade, permanece em diferentes degraus na grande ascensão para o Alto. Cada organização apresenta particularidades essenciais.

Embora aja uma grande multiplicidade de colônias, podemos apresentar algumas características gerais entre elas:

De um modo geral os serviços de alimentação nas colônias fundamentam-se em conhecimentos relativos à ciência da respiração e da absorção de princípios vitais da atmosfera e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos.

A base da alimentação dos moradores das colônias constitui-se de verduras, frutos, caldos e água (usada também como remédio). Há exceções quanto aos necessitados, que recebem um suprimento de substâncias alimentícias que lembra a Terra.

Quanto ao transporte nas colônias, os veículos mais citados são os tróleibus (que variam de tamanho dependendo dos lugares para onde vão). Os elétrobus, quando vão a um Centro ou zonas umbralinas, que são fáceis de conduzir entre as fumaças, os aeróbus, que parecem aviões, mas têm asas largas, mais grossas e não têm hélice (há autores que os descrevem sem asas, o que nos faz supor que há vários tipos).  Sobrevoam  a uma grande altura. Fazem a sondagem do Umbral, mas não descem lá.

Quanto ao trabalho é de, no mínimo, oito horas de serviço útil. Há espíritos que ultrapassam esse número de horas. Os trabalhadores recebem o bônus-hora que não é propriamente moeda, mas ficha de serviço individual funcionando como valor aquisitivo.

Os espíritos que ainda não trabalham podem ser abrigados numa colônia, mas só recebem o estritamente necessário. Os que cooperam podem ter até casa própria (não mais que uma).

Quanto ao vestuário é variável, dependendo dos usos e costumes que os espíritos tinham na Terra, podendo com o tempo serem mudados. Como exemplo vou citar César Augusto que estranhou que os jovens, que o visitaram no hospital, usavam calças jeans, camisetas e tênis. Esperava que usassem longos camisolões brancos (o que não seria impossível de ocorrer).

As roupas no Mundo Espiritual são fabricadas com fluidos mentais e levam poucos minutos para serem criadas.

Há também, geralmente, nas colônias, escolas, hospitais, teatros, museus, bibliotecas, cinemas, estações de lazer, galerias, ateliês, centros de terapia, etc.

Ao contrário do que muita gente imagina há animais no Mundo Espiritual. São muito amados, muito protegidos, principalmente pelas crianças.

Acreditar ou não na existência das colônias espirituais é uma opção que deixo aos leitores. Afinal de contas todos nós temos livre-arbítrio.

“HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI. SE ASSIM NÃO FOSSE, EU VÔ-LO TERIA DITO.”        JESUS

Maria Madalena Naufal

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