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A literatura espiritualista contém interessantes casos de pessoas que anunciaram com exatidão a época da própria morte, com antecedência variando desde minutos até anos.

O mais extraordinário caso que conheço de premonição de minutos é o de Guilherme Marconi, descobridor do telégrafo sem fio. A 20 de julho de 1.927 encontrava-se ele em sua vila na capital da Itália, chamou seu mordomo e lhe comunicou: “Sinto muito, mas sou forçado a lhe causar e aos seus amigos grande aborrecimento Está próximo meu fim, na carne. Peço informar a minha esposa que se encontra em Viareggio, e a meu filho, que está em Nova Iorque. Quanto à minha querida filha Eletra, tam­bém em Viareggio, hoje. dia do seu sétimo aniversário, transmita-lhe um telegrama de parabéns… – Que horas são? – Cinco da manhã. Daqui a 45 minutos partirei. Não terei ensejo de ver, pela última vez, nem meus filhos, nem minha mulher. Morro em paz. Cumpri minha missão na Terra. Irei prestar contas dos meus atos ao Supremo Criador do Universo. Passados exatamente 45 minutos. Guilherme Marconi desencar­nava serenamente. Tão tranquilo que pare­cia estar dormindo… (1)

Michel de Nostredame (Nostrada-mus), médico francês, nascido em 1.503, um dos mais famosos profetas, autor das “Centúrias” e outras mensagens proféti­cas, anunciou a sua morte com algumas horas de antecedência. Nos últimos anos de vida passou a sofrer de artritre e gota. “Em meados de 1.566, sofre um forte ataque de hidropisia (acumulação de líquido nos tecidos) que o obriga a per­manecer no leito. No dia 1° de julho chama um criado e pede-lhe para arrumar o quarto, “pois não estaria mais vivo ao alvorecer do dia seguinte”. (2)

O médium Roberspierre Caetano, de Goiás, que é vidente, psicógrafo e curador, passou há alguns anos pela seguinte experiência. Um tio seu estava internado num hospital de Anápo­lis. O médium estava em casa, cuidando da horta. “Era uma e meia da tarde. Tendo acabado a água para regar a horta, ele foi buscar água. Na entrada, encontrou o tio. Ficou com medo, pois sabia que ele
estava internado. Seu tio disse-lhe: “Roberspierre. avise aos meus filhos e fa­miliares que hoje, às 18 horas, eu vou desencarnar. Eu quero a presença de todo mundo lá no hospital”. Roberspierre transmitiu o recado. Todos acharam que ele estava louco. Às 18 horas seu tio desen­carnou”. (3)

Malaquias Ó Morgain (São Malaquias). nascido em Armaghi, Irlanda, em 1.094 (?). chamado de “monge santo” foi um grande vidente. Ë conhecido como “o profeta dos papas” por ter feito a cronologia da sucessão papal até o ano 2.013. Meses antes de desencarnar pre­disse a sua morte: “Em Clairvaux. neste mesmo ano, serei despojado do meu corpo. O dia está próximo.O dia da comemoração dos defuntos”. (4) De fato a 2 de novembro de 1.148 (?) a predição se cumpriu.

Pietro Alleori Ubaldi, advogado, filósofo e escritor italiano, nascido em 1.886. autor de “A Grande Síntese”, entre outras obras, era um médium poderoso.

Radicou-se no Brasil em 1.952. Em “Profecias (O Futuro do Mundo)” ele traz no prefácio datado de 1.955. um resumo da própria vida, abrangendo passado, pre­sente e futuro. Divide o plano geral da sua vida em 4 períodos e concluí que o último iria até ele completar 85 anos (1.971). A tendência do fenómeno era a sua desencar­nação só após o término da missão. Acer­tou. Faleceu em 1.972.

O que mais causa admiração nestes videntes é a tranquilidade com que anun­ciaram as próprias mortes, denotando sa­ber que a morte do corpo não era o fim, mas que a vida continuava em outro plano.

Fontes

(1) RE – Junho – 1.973 – Casa Editora O Clarim -p. 140

(2) Os Grandes Profetas – n° 1 – Nova Cul­tura! – p. 2

(3) Jornal Espirita – FEESP – Dez de 94 – p. 5

(4) Planeta Profecias – n° 135 – B – Editora Três – pp 16 e 17.

Maria Madalena Naufal

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REENCARNAÇÃO

O coronel Emerenciano Lacerda de Menezes e sua esposa Gertrudes estavam muito contentes. Recebiam a visita do compadre Belarmino Ventura, que não viam há muitos anos.

– Que bons ventos o trazem, compadre?- falou o coronel.

– Fiquei sabendo, por um caixeiro viajante, que tiveram mais um filho. Vim para conhecê-lo, ver vocês porque estava com saudade e também saber notícias do meu afilhado Bentinho.

– Bentinho está bem. Está estudando em Fortaleza e só vem para a fazenda quando em férias.

– Meus filhos Antônio e Feliciano  estudam no Rio de Janeiro. Fabiana de Jesus e Cândida Augusta já estão mocinhas. Estão aprendendo com a minha Mariana a bordar, fazer crochê e já cozinham muito bem.

-Por falar em Mariana, como anda a comadre? – perguntou Dª  Gertrudinha.

– Está muito bem. Trabalhadeira como sempre.

– Qualquer dia desses iremos visitá-la. Morro de saudade.

– A comadre e o compadre serão muito bem vindos. Mariana ficará felicíssima quando lhe der a notícia. Mas onde está a raspinha do tacho?

Rindo, os Menezes apontaram um menininho de aproximadamente dois anos, que brincava a um canto da sala com um cavalinho de madeira. O coronel Belarmino aproximou-se dele com uma certa emoção. Afagou-lhe os cabelos negros e encaracolados e perguntou:

– Como você se chama?

– Adolfo- respondeu o menino com naturalidade.

Os pais foram tomados de espanto.

– Não, compadre. O nome dele não é Adolfo. É João. Não sei por que deu o nome que era do meu pai- falou o coronel Emerenciano. Estou surpreso.

– Pois eu não estou.

Novamente o coronel dirigiu a palavra ao menino que brincava:

– Adolfo de quê?

– Adolfo José Lacerda de Menezes- respondeu o menino, de narizinho empinado e olhando agora o interlocutor dentro dos olhos.

O coronel e a esposa estavam confusos e boquiabertos. Nunca haviam dito para o filho o nome completo do seu avô, o finado coronel Adolfo, homem de grandes virtudes, muito trabalhador, mas orgulhoso. Sob o seu comando a fazenda crescera e prosperara, deixando bem, financeiramente, o seu único filho.

– Compadre, o senhor disse que não está surpreso – falou Dª Gertrudinha. Que quer dizer com isso?

– Quero dizer que estamos diante do coronel Adolfo,em “nova edição”, isto é o seu espírito reencarnado em um novo corpo, numa nova personalidade.

Sentaram-se todos e enquanto tomavam um gostoso café, o coronel Belarmino contou que se tornara espírita e estava desenvolvendo a mediunidade e estudando muito a doutrina, para poder ajudar os outros e a si mesmo.

– Mas compadre, como foi isso? O senhor era tão católico – indagou Dª Gertrudinha  entre curiosa e admirada.

– Ah, minha boa comadre! Nem sabe o que me aconteceu. Assim que nos mudamos do Ceará para Pernambuco, minha vida mudou. Estava eu certo dia deitado em minha cama e demorava a conciliar o sono, quando uma mão invisível levantou minha cabeça do travesseiro. Assustado, levantei-me e passei a noite em claro, andando pela casa. No dia seguinte contei o caso para Mariana, que me aconselhou a procurar um médium chamado Manoel Travassos, dirigente de um grupo espírita conhecido como “Caminheiros do Amor”. Ouvira falar nele no dia anterior. Uma senhora que fora buscar leite de cabra para o netinho, que era muito doente, comentou sobre o grupo que se dedicava a cura. Premido pelo fenômeno inusitado, procurei o irmão Manuel e narrei a ele o ocorrido. Escutou-me em silêncio e depois que terminei de contar o caso, permaneceu quieto por longo tempo, com os olhos fechados.

– Meu irmão, não se preocupe. Foi apenas um chamamento da Espiritualidade Maior. O senhor tem uma bela missão a cumprir dentro da seara do Mestre Jesus. Começará, dentro em breve, a ver e ouvir os Espíritos. Precisa ler as obras de Kardec, estudá-las com afinco, orar com amor, fazer uma reforma íntima e, principalmente, praticar a caridade. Quando estiver preparado trabalhará comigo e com meu grupo. Temos a nos assessorar uma equipe espiritual. Não será fácil. Terá que renunciar a muita coisa e ter muita perseverança. A disciplina e a assiduidade serão imprescindíveis. O irmão Matheus foi escolhido para ser o seu mentor. Ele acompanhará os seus estudos e o inspirará em tudo o que for necessário.

O coronel calou-se, emocionado. Emerenciano e a esposa aguardavam ansiosos o resto do relato. Após instantes, ele deu continuidade à narrativa:

– Durante dois anos estudei com afinco a Doutrina Espírita. Li as obras do Pentateuco Kardequiano, obras de Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion e outros abalizados autores espíritas. Ao mesmo tempo em que estudava, também procurei deixar alguns pequenos vícios que sabia possuir. Passei a ter uma nova visão do mundo. Meu coração tornou-se mais aberto e mais emotivo. Felizmente Mariana compreendeu os meus propósitos e procura ajudar-me em tudo. Lê também, quando pode, as obras espíritas,  e comenta comigo os assuntos. Uma vez por semana reunimos a família em torno da mesa da sala e fazemos o Evangelho no Lar. É muito importante para harmonizar o ambiente.

– Evangelho no Lar? – interrompeu Dª Gertrudinha. Como é feito?

– Pegue um lápis e um papel, comadre. Vou lhe passar um roteiro:

Rapidamente a dona da casa pegou um lápis e um caderno para anotar as instruções.

– Escolha um dia da semana e horário para a reunião.

– Providencie uma jarra de água para fluidificação.

– Faça uma prece de abertura da reunião.

– Leia um trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e uma mensagem espírita. Enquanto não adquire esse importante livro, utilize a Bíblia, escolhendo, por exemplo, uma parábola de Jesus ou um trecho do Sermão da Montanha.

– Comente os temas lidos, se quiser.

– Prece de encerramento, rogando a Jesus a proteção do lar, dos parentes, amigos, doentes, etc. Pode, antes do início da reunião, escrever os nomes dos necessitados numa folha e deixar em cima da mesa. Serão atendidos pelos Espíritos bondosos e abnegados.

– Duração da reunião: aproximadamente 15 minutos.

– Em certas circunstâncias pode-se fazer mais de uma vez por semana.

A propósito, o grande espírita Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Batuíra, alcunhado de “O Bandeirante da Fraternidade” e considerado o pioneiro da imprensa espírita em São Paulo, incentivou essa prática, escrevendo “O Culto do Evangelho em casa – pelo menos uma vez por semana – ser-vos-á uma fonte de alegrias e bênçãos. Renovemos o contato com os ensinamentos de Jesus, tanto quanto nos seja possível, e não somente o lar que nos acolhe se transformará em celeiro de compreensão e solidariedade, mas também a própria vida se nos fará luminoso caminho de ascensão à felicidade real”.

– Que bonitas palavras, compadre. Esta semana mesmo vou começar a fazer o Evangelho no Lar.

– Continuando a minha história- falou o coronel- , depois dos dois anos de estudo intensivo, passei a integrar o grupo de cura do irmão Manuel. Trabalho com a clarividência e  a clariaudiência, isto é vejo e ouço os espíritos. Temos também no grupo, médiuns psicógrafos, psicofônicos e de sustentação. Todos nós somos passistas. As reuniões ocorrem num clima de grande harmonia, pois somos muito unidos e nos amamos muito. Ajudamos os necessitados tanto encarnados quanto desencarnados, pois somos todos irmãos perante Deus. É grande a alegria que sentimos ao servir os outros.

– Eu e Gertrudes temos uma vida relativamente feliz, mas nos falta algo. Agora sei o que é. Falta-nos viver mais de acordo com a doutrina de Jesus – comentou o coronel Emerenciano.

– Sim, meu irmão, o codificador do Espiritismo dizia: “Fora da Caridade não há salvação”. Veja bem: ele não dizia : Fora do Catolicismo, do Espiritismo ou Protestantismo não há salvação, mas fora da caridade, ou seja, qualquer que seja a nossa crença religiosa devemos sempre seguir os passos do modelo que Deus nos deu: Jesus de Nazaré. Conheço pessoas que se dizem atéias e no entanto são virtuosas e caridosas, enquanto outras que só faltam colocar um crachá no peito com o nome da sua denominação religiosa, nada fazem pelos seus semelhantes. São egoístas rotulados, mas não sabem que os rótulos não contam no Plano Espiritual. Lá só contam as boas obras.

– É justo, compadre – falou Dª Gertrudinha. Agora lhe peço que nos fale um pouco sobre reencarnação, esse postulado de vocês.

-A reencarnação não é apenas crença dos espíritas. Ela é, na verdade, uma crença planetária. Atravessa os tempos e a história dos povos. Muitas pessoas pensam que o Espiritismo foi a primeira doutrina a adotar o princípio da reencarnação, por terem ouvido falar dela, pela primeira vez, através de obras espíritas ou através de adeptos desta doutrina. Ela é, no entanto, muitíssimo antiga. Os iniciados do antigo Egito acreditavam no princípio da reencarnação e o ensinavam. As doutrinas orientais, que têm por base o Bhagavad Gita, são reencarnacionistas há vários milênios. Pitágoras, o grande matemático grego, Sócrates e Platão , grandes filósofos gregos, aceitavam plenamente a reencarnação. Os judeus também aceitavam a reencarnação, apenas que a chamavam de ressurreição. Algumas seitas muçulmanas também acreditam na reencarnação. Poderia ficar aqui falando dessa crença por dias e não terminaria. Ela aparece em todos os continentes da Terra, no seio de povos civilizados e em tribos indígenas. É , portanto, mundial.

– Compadre- interrompeu Dª Gertrudinha-, Jesus falou alguma coisa sobre a reencarnação?

-Sim. Jesus nos ensina essa lei. No diálogo com Nicodemos, afirmou: “Em verdade te digo: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”. Mais à frente acrescenta “Em verdade, em verdade te digo: Se um homem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. Quando os apóstolos interrogam a Jesus acerca da volta de Elias, ele responde: “De fato Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram….”.  “Então os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.”  O Espiritismo não inventou e nem revelou a lei da reencarnação, como deixei bem claro. Ele, no entanto, aprofunda o seu estudo e a coloca como um dos seus mais importantes princípios.

– Obrigada, compadre. Foram explicações valiosas para nós. Mas, diga-me uma coisa: O senhor deduziu que o Joãozinho é o coronel Adolfo reencarnado só porque ele falou o nome dele?

– Não, comadre. O meu mentor Matheus está aqui conosco e foi ele quem me deu a informação. Disse também que foi ele quem me fez vir aqui. É chegada a hora da conversão da senhora e do compadre. Serão eficientes seareiros, assim como seus filhos. Terão que começar a percorrer o caminho que percorro já há dez anos. Preparem-se.

Um longo silêncio seguiu-se a essas palavras do coronel Belarmino. Instantes de reflexão profunda, de tomada de decisão. Matheus, de pé, perto do seu discípulo, emanava fluidos benéficos sobre os fazendeiros. Estes se entreolharam como a se entender e o coronel falou:

-Estamos prontos. Se Jesus conta com a nossa ajuda, faremos o que estiver ao nosso alcance.

– Obrigado, compadres queridos. Deus os abençoe e lhes dê a fortaleza necessária para tal empreendimento. Vou ficar aqui alguns dias e lhes darei as primeiras orientações para os seus futuros trabalhos. Agora gostaria de descansar um pouco, pois foi longa a viagem.

Enquanto o quarto de hóspedes era arrumado, o coronel Belarmino sentou-se no chão e ficou brincando com Joãozinho, que o tratava como alguém muito querido e conhecido de longa data. Matheus, feliz, acariciava a cabeça do menino, que ria muito porque o via e sentia o seu profundo amor. Os dias que se seguiram foram inesquecíveis para todos. Estreitaram-se mais ainda os laços que os uniam desde longa data. Os Menezes adentraram o Espiritismo e compreenderam quão instrutivo e consolador ele é . Compreenderam também quão perfeito é o amor de Deus pelas suas criaturas.

Maria Madalena Naufal

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