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              João Nunes Maia, extraordinário médium psicógrafo e grande seareiro espírita, psicografou dezenas de livros, escritos por diversos espíritos.

               O Espírito Franz Antoine Mesmer (nascido em 1734 em Constância na Alemanha e desencarnado em 1815, estudou Teologia ditou a Maia a fórmula da Pomada Vovô Pedro. Mesmer adotou o pseudônimo de Vovô Pedro por modéstia e também para evitar polêmicas inúteis. A fórmula foi ditada durante o lançamento do livro Além do Ódio, de autoria de Sinhosinho Cardoso, no Centro Espírita Campos Vergal, no Leprosário Santa Isabel, em Betim, próximo de Belo Horizonte.

               Após a fórmula ser ditada, Mesmer enfatizou a importância da gratuidade do benéfico unguento.

               Durante alguns anos a produção e distribuição da pomada ficou sob a responsabilidade da Sociedade Espírita Maria Nunes, mas com o crescimento da procura, em razão dos benefícios obtidos pelos que usavam a pomada, a SEMAN sentiu-se incompetente financeiramente para atender a grande demanda.

               Frente às dificuldades que se apresentavam, João Nunes Maia e diretores da citada sociedade reuniram-se na residência de Chico Xavier, em Uberaba.

               Colocada a aflição de não poder aumentar a produção para dar conta da procura que se avolumava, Chico, após serena meditação, deu a sábia e equilibrada orientação: “É chegada a hora de delegar. Vamos eleger casas espíritas idôneas e que tenham folha de serviços na caridade, para que a pomada não venha a faltar a quem dela necessitar”.

               A partir de então, por orientação do Plano Espiritual, e numa sequência que a necessidade recomendou, várias casas espíritas têm hoje a responsabilidade da produção e distribuição gratuita da Pomada Vovô Pedro a quem dela precise, buscando atender as várias regiões do Brasil, e mesmo a outros países, proporcionando cura, alívio, o despertamento ou renovação da fé nos seres humanos.

O Centro Espírita “Amor, Fé e Caridade”, de Osvaldo Cruz, frequentado por mim e minha família já recebeu muitos potinhos da pomada Vovô Pedro. Ela é, realmente, excelente.

 Sônia Aparecida Ferranti Tola

 FONTES

 “O REINO DE DEUS” – psicografia de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez, Editora Espírita Crista Fonte Viva;

DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA, de L. Palhano Jr – Edições Celd.

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PIO DE PIETRELCINA

            Padre Capuchinho, possuidor de várias faculdades, entre elas a bilocação, trilocação e cura espiritual. Nasceu a 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, e desencarnou a 23 de setembro de 1968.

Seus pais eram muito pobres. Deram-lhe o nome de Francisco. Sua infância é pouco conhecida, mas parece que foi uma criança muito tímida, que amava a solidão.

Em 1902 ingressou num convento da ordem de São Francisco, sendo, portanto, capuchinho.

Quando noviço, Francisco jejuava durante dias e também fazia vigílias.

Padeceu os fenômenos de Zoantropia. Os combates noturnos na sua cela começaram cedo e foram aumentando. Isso incomodou a congregação religiosa a que pertencia e a igreja católica em geral durante anos. Certa feita, ao entrarem na cela de Francisco, seus companheiros encontraram muita desordem: livros por terra, tinteiro quebrado, cama revolvida. Segundo suas próprias informações, via-se à noite cercado de monstros horrendos, não físicos, quando tentava descansar. De manhã, saia da sua cela com cicatrizes, os olhos inchados e com machucados pelo corpo (maiores detalhes sobre os fenômenos em questão, leiam o livro “Kardec e o Espiritismo Redivivo”, de minha autoria e de Sônia Aparecida Ferranti Tola, publicado no Blog “Caminheiros da Luz”).

Francisco foi ordenado sacerdote em 1910, mas foi transferido de residência várias vezes, por seus superiores, devido à ocorrência desses fatos extraordinários em sua vida.

A partir de 1914, ele começou a se transportar para junto de doentes, sem, no entanto, sair fisicamente do convento em que se encontrava. Essas bilocações podiam ser observadas, pois ele passava através de portas fechadas, chegando aonde fosse necessário, como instrumento da energia de cura. Com ele ocorreram também alguns casos de trilocação.

Em 1918 Padre Pio tornou-se um estigmatizado, como já descrevi no artigo “Os Enigmáticos Fenômenos de Dermografia e Estigmatização”. Depois de receber os estigmas, ele continuou a trabalhar na igreja e as pessoas, em grande quantidade, o procuravam para se confessar.

O Vaticano emitiu, então, uma ordem para submeterem o Padre Pio a rigorosos exames clínicos e para mantê-lo distante da curiosidade das pessoas. Esses exames são descritos na obra “Aurora”- Essência Cósmica Curadora, de Trigueirinho, de forma minuciosa:

“Romanelli, médico renomado, atestou, depois de quinze meses de observações, que as lesões que o Padre Pio tinha nas mãos eram recobertas de uma membrana delgada, de cor avermelhada; que não havia nos tecidos pontos sanguinolentos, nem inchação, nem reação inflamatória; que as chagas não eram superficiais e que o paciente sofria de dores agudas. Constatou, também, a presença de lesões nos pés, as quais apresentavam, segundo ele, as mesmas características. Quanto à ferida do flanco, paralela às costelas, afirmou que media cerca de sete a oito centímetros de profundidade, e que ela sangrava abundantemente em certos momentos. Aquele sangue era arterial, mas não havia no corpo sinais de inflamação. Contudo ele sentia sempre muita dor, ao mínimo toque.

Romanelli declarou que não havia como classificar clinicamente essas chagas. Chamaram então outro médico, Bignamis, que constatou que os ligamentos aplicados às chagas do Padre Pio não produziam resultados e que as lesões continuavam “sem nunca se infectarem e sem a menor supuração”. Submeteu-o a exames clínicos ainda mais minuciosos, mas não encontrou vestígios de infecções orgânicas, psíquicas ou nervosas. Festa, um outro médico chamado pela igreja de Roma, declarou, por fim, que aquele tipo de lesão escapava à compreensão da ciência. Para cobrir suas chagas Padre Pio usava luvas sem dedos, lavadas por ele mesmo dentro da cela. Diversas vezes por dia trocava os pensos da ferida que tinha ao lado do corpo”.

Além dos espíritos monstruosos, Padre Pio recebia em sua cela espíritos luminosos também, que com ele dialogavam.

Certo dia os superiores do Padre Pio tentaram transferi-lo, mas o convento de Pietrelcina foi alvo de uma verdadeira revolta por parte de camponeses vindos de muitos lugares, Munidos com seus instrumentos de trabalho tentavam impedir que o querido padre fosse removido dali.  Ele, então recebeu ordens de permanecer na cidade, mas a partir de 1924 foi proibido de escrever, ficou recluso e incomunicável em sua cela. Apenas em 1939 passou a trabalhar em liberdade e recebeu autorização para transpor o jardim do convento, caso necessário.

Ouviu confissões de milhares de pessoas, dormia pouco e rezava muito. Recebia centenas de cartas por dia, respondendo pessoalmente muitas delas. Com o dinheiro que recebia nas ofertas, alimentava a Casa Sollievo di Sofferenza, aberta aos doentes. Possuía ela um poliambulatório com serviços gratuitos.

Os seres luminosos que o visitavam no convento avisaram que ao cicatrizarem suas chagas, desencarnaria em três dias. O fato aconteceu como o previsto.

Padre Pio vive atualmente em Aurora, uma civilização localizada no interior da Terra, na região de Salto, no Uruguai, que auxilia o homem em sua integração com o mundo em que vive e com a dimensão extraterrestre, levando-o a ultrapassar os limites da raça que habita a superfície da Terra.

Trigueirinho registrou na sua obra algumas mensagens que lhe foram entregues, escritas pelo nosso biografado e endereçadas aos homens do nosso planeta. Elas são esclarecedoras e servem de advertência, conclamando-nos a amar com todo o coração, a praticar a caridade e a purificar os sentimentos.

 Maria Madalena Naufal

OS CENTROS ESPÍRITAS E AS CURAS

Maria Madalena Naufal

Jesus, o Terapeuta Divino, deixou bem claro que a finalidade da sua missão no nosso planeta era a cura espiritual, mas não se furtou a curar doentes do corpo, objetivando chamar a atenção das pessoas para a Boa Nova.

Nós sabemos que acima da cura do corpo físico (segundo Joanna de Ângeles, “a doença não é mais do que um sintoma do desarranjo do Espírito, em realidade o portador do mesmo”) está a reforma íntima, que é demorada, mas através dela somos levados ao equilíbrio espiritual, que, por sua vez leva ao reequilíbrio do corpo.

Jesus não só curava como recomendava aos seus apóstolos “Curai os enfermos que houver nas cidades visitadas, dizendo: É chegado a vós o Reino de Deus” (Mateus, 10:8). O Reino de Deus está dentro de nós. Para encontrá-lo temos que ter bons sentimentos e nos dedicar à prática da caridade.

A recomendação do Mestre serve para todos nós, espíritas ou não.

Jesus curou de diferentes modos, mostrando-nos o caminho a seguir. Inclusive fez curas à distância. Jamais, porém, contrariando as leis da Criação. Curou um homem com a mão ressecada, um surdo-mudo, vários cegos, uma mulher esquálida, uma curvada, uma febril, um epiléptico, hansenianos, paralíticos, obsedados, etc.

Como Jesus, o objetivo principal do Espiritismo é a cura das chamadas “doenças morais”, sem descuidar dos males físicos.

Esclarecendo-nos como uma cura se opera Allan Kardec registrou: “A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseja realizar a cura, seja homem ou espírito”.

Não deve ser motivo de espanto, muitos homens terem conseguido grandes curas, pois, como nos explica Ramatis, “Jesus advertiu que “no fim dos tempos, os homens fariam tanto quanto Ele e até mais”!” Este detalhe “muito mais” é porque Ele não manifestou todo o seu potencial ou poder de captação da “Luz terapêutica” que é irradiada pela misericórdia do PAI. Quem permite a cura é DEUS.

Para que a cura ocorra temos que observar algumas condições importantes: o poder curativo do fluido magnético dos médiuns, a vontade deles na doação de suas forças, a influência dos espíritos para dirigir e aumentar as nossas forças e as necessidades, méritos e fé daqueles que desejam se curar (nem sempre os socorristas têm êxito nas curas porque muitos doentes vivem em lugares ruins e têm sentimentos negativos).

É importante frisar que muitos doentes não podem ser curados porque os seus males representam resgates cármicos em andamento (a não ser que Deus permita).

André Luiz, na obra “Conduta Espírita”, psicografada por Waldo Vieira (FEB), esclarece: “A doença pertinaz leva à purificação mais profunda.

Aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação dos valores alusivos à convicção religiosa.

A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé”.

Mesmo quando o doente não se cura, podemos pedir a atenuação do seu sofrimento e, em caso de desencarne, pedir assistência para ele no Mundo Espiritual. As nossas preces e o nosso empenho jamais serão inúteis.

Não devemos nos preocupar com a ingratidão daqueles a quem servimos nos nossos caminhos de amor. Lembremo-nos que Jesus curou e muitos foram ingratos com Ele. Só para dar um exemplo, dos dez hansenianos que curou, só um retornou para agradecê-Lo.

Como o Cristo, nosso modelo, todos nós que nos empenhamos na cura dos nossos irmãos, não devemos ficar tristes porque não nos agradecem ou não seguem imediatamente os postulados que defendemos. Nos grupos espíritas de cura, a doutrina sempre é passada. Nem todos, entretanto, estão preparados para aceitá-la ou compreendê-la na íntegra. Mas, a sementinha plantada, um dia nasce, nem que demore muito. Chico Xavier, conversando com o escritor Ranieri, certa noite, a propósito do grande número de católicos que procuravam a Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, querendo entrar para a Doutrina, após uma explanação sobre certos valores da Igreja, concluiu:

_Ranieri, nem eu, nem você, nem ninguém pode dar conta dessa gente toda. Não estamos preparados para recebê-los. Ainda somos muito poucos.

A Terceira Revelação está sendo implantada de forma segura e lentamente, pois está sob a supervisão do Espírito de Verdade (Jesus) e de uma equipe altamente preparada por Ele. Os recursos utilizados por nós, espíritas, são os mais diversos: livros, revistas, jornais, filmes, novelas, internet, palestras, reuniões de estudo, cursos, etc. Os locais também são diversos (casas, ruas, praças, estabelecimentos comerciais, ônibus, trens, etc.), pois sempre que procurados por pessoas necessitadas de esclarecimentos ou consolo, devemos atendê-las da melhor forma possível e depois, conforme os problemas, encaminhá-las a um Centro Espírita.

A mediunidade de cura é rara, espontânea e, sua ação é instantânea. O médium de cura age de diversas maneiras, tais como: imposição das mãos, um simples olhar, um gesto, um toque (uma mulher se curou só ao tocar as vestes de Jesus), etc.

Quem não tem mediunidade de cura, pode se dedicar a ela, desenvolvendo essa faculdade através de exercícios. Estando com saúde e equilibrados, podemos ajudar os doentes com passes, radiações, água fluidificada, etc.

Quem quer ajudar os irmãos necessitados, deve procurar estudar sobre o assunto, ter boa vontade, intenção reta, não fumar, não beber em excesso, não abusar de carne, ser sensato, prudente, além das qualidades já apontadas.

As curas podem ocorrer direta ou indiretamente (Jesus curou o servo do centurião de Cafarnaum à distância), com a utilização de fluidos leves ou pesados e uma infinidade de outros recursos.

Quanto às chamadas “operações mediúnicas”, para entender como se processam, remeto os leitores à obra do médium Waldemar Coelho “As Curas Maravilhosas no Santuário Espiritual Ramatis. Origem e causa das moléstias”. Na parte final há um capítulo denominado “A Psicotécnica Espírita nas Operações Cirúrgicas”, no qual Ramatis responde de forma clara e minuciosa, perguntas sobre o assunto.

Quanto ao uso do ectoplasma, remeto os leitores à obra “Curas através de Ectoplasma”, de Idalinda de Aguiar Mattos (Edição da IECBAB).

Para quem se interessa pela utilidade dos passes na cura de moléstias físicas e psíquicas, indico a obra “Passes e Radiações – Métodos Espíritas de Cura”, de Edgard Armond (Editora Aliança).

Um método de cura hoje bastante utilizado (que muitos pensam ser modismo) é a visualização, usada pelos xamãs, magos e médicos antigos, recomendado para a autocura. Embora usado há milhares de anos, o mérito do oncologista norte-americano Carl Simonton foi desenvolvê-lo no tratamento do câncer, a princípio. Hoje a técnica é usada em conjunto com outras terapias e também para diversas doenças. Médicos alternativos do mundo inteiro hoje a usam e, também, os que se dedicam a curas.

A visualização, portanto, pode ser usada, não só na autocura, mas também na cura do próximo. Miramez, na obra “Cura-te a ti mesmo”, psicografada por João Nunes Maia (Editora Espírita Fonte Viva), informa: “A visualização tem um poder criativo grandioso. Aquele que adestrou sua mente no trabalho de visualizar, quando se trata de enfermos, seja qual for a doença, e que conhece o poder do pensamento, principalmente quando se reúnem vários irmãos buscando estimular a cura em outros. Pelos processos de meditação, visualize o doente já curado, intercalando nesse mister leituras edificantes e preces, e nesse empenho, os benfeitores vêm nos ajudar, em nome do Cristo”.

Outro método utilizado e que tem obtido resultados positivos é a cromoterapia. Segundo a articulista Regina Azevedo (Revista Planeta, Edição 250, Editora Três) “No antigo Egito o deus Thot era considerado o mestre das cores, utilizando-as com propriedades curativas e para despertar faculdades espirituais. O uso de pedras preciosas de cores variadas e da água solarizada em garrafas coloridas eram práticas comuns à época. Na China, as cores eram úteis nos diagnósticos acerca da saúde e das dietas adequadas a cada paciente; na Grécia e na Roma antigas, a heliotropia (cura através dos raios solares) era prática comum. A Índia. Através da medicina ayurvédica, foi o país que mais contribuiu para o desenvolvimento de variadas alternativas, dentre as quais a cromoterapia, que explora as propriedades curativas das cores. Segundo a sabedoria hindu, a cor age sobre o corpo sutil do homem, atuando simultaneamente sobre a mente e o corpo”.

O artigo de Regina traz ainda valiosas informações sobre os estudos científicos sobre as aplicações das cores.

Através dos tempos a cromoterapia continua a ser usada para equilibrar, acalmar, sarar, restaurar, etc.

Para os interessados em se aprofundar no assunto, indico a obra “Cromoterapia – a cura através da cor”, de René Nunes (Linha Gráfica Editora). Nela o leitor irá encontrar informações detalhadas sobre os chacras, as cores e suas funções, o corpo humano e aplicações práticas das cores.

O passe mental cromoterápico requer boa-vontade, desejo de aprender e conhecer bem a sua utilidade. O exercício contínuo é muito importante.

O uso de lâmpadas coloridas requer certos cuidados. Só deve ser utilizado por médiuns aplicadores bastante capacitados, para que não ocorram queimaduras e outros problemas.

Também são usadas na cromoterapia as lanternas de pilha, a luz solar filtrada em vidros coloridos, etc.

Ao usarmos recursos os mais diversos, tanto para a nossa cura, como para a cura dos nossos irmãos, desde que comprovadamente eficientes, a doutrina espírita não perde nada da sua pureza doutrinária. Vejamos o que escreveu Allan Kardec na obra “Caracteres da Doutrina Espírita” (FEESP), item 55:

“Um último caráter da revelação espírita, que resulta das próprias condições nas quais é feita, é que, apoiando-se em fatos, ela é e só pode ser essencialmente progressiva, como todas as ciências de observação. Pela sua essência, ela contrai aliança com a ciência que, sendo a exposição das leis da natureza numa ordem de fatos, não pode ser contrária à vontade de Deus, o autor dessas leis. As descobertas da ciência glorificam Deus ao invés de diminuí-lo. Elas só destroem aquilo que os homens construíram sobre As idéias falsas que conceberam de Deus.

O Espiritismo não coloca, pois, como princípio absoluto senão aquilo que é demonstrado com evidência, ou o que resulta logicamente da observação. Relacionando-se com todos os ramos da economia social, aos quais presta o apoio de suas descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer categoria que sejam, tanto as que atingem o estado de verdades práticas, quanto as que saem do domínio da utopia, sem o que ele se liquidaria, deixando de ser o que é, ele trairia sua origem e seu objetivo essencial. O Espiritismo, caminhando com o progresso, nunca ficará ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem que está errado em algum ponto, ele se modificaria nesse ponto, se uma nova verdade se revela, ele a aceita”.

Para os que trabalham com curas, indico três belíssimas obras: “À Luz da Oração” (Antologia de preces mediúnicas), de Espíritos diversos, psicografada por Chico Xavier e compilada por Wallace Leal V. Rodrigues (Casa Editora O Clarim), Jesus e Atualidade , de Joanna de Ângeles, psicografada por Divaldo Pereira Franco (Editora Pensamento) e “Pronto Socorro, de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier (Cultura Espírita União).

Joanna de Ângeles chama Jesus de “o Divino Sol”. Nós, seres ainda inacabados, mas a caminho da perfeição, porque fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, que criou a todos nós, podemos, ao menos, ser um pequeno foco de luz, um vagalume, um pirilampo, mas usar essa luz para nos iluminar e iluminar os outros (somos todos necessitados), mas não nos falta nunca o Amor Divino e a Sua Misericórdia. Amando-nos e instruindo-nos, conforme nos ensina o Espírito de Verdade, vamos caminhando em direção à Luz Divina, meta de todos os seres criados por Deus.

Emmanuel, na obra “Pão Nosso”, psicografada por Chico Xavier (FEB), aconselha: “É sempre útil curar os enfermos, quando haja permissão de ordem superior para isso, contudo em face de semelhante concessão do Altíssimo, é razoável que o interessado na bênção reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor”.

Vale salientar que as equipes de cura envolvem encarnados e desencarnados, com a nobre finalidade de ajudar os irmãos, utilizando recursos os mais diversos. Além das várias técnicas citadas, são utilizados medicamentos espirituais e até aparelhos para aplicações terapêuticas (vistos pelos clarividentes). Muitas curas são comprovadas por radiografias e atestados de laboratório.

NASCER, VIVER, RENASCER AINDA E PROGREDIR SEMPRE. TAL É A LEI”.Allan Kardec

MÉTODOS ALTERNATIVOS DE CURAR O CÂNCER

Desde pequena pesquiso a vida dos grandes vultos da Humanidade, ou seja, aquelas pessoas que em algum campo ou em vários, nos beneficiaram. Como resultado, escrevi e publiquei, há alguns anos, uma série de biografias que englobavam filósofos, educadores, cientistas, inventores, descobridores, médicos, religiosos, etc. O título da coluna era “Luminares da Terra”. Atualmente escrevo só biografias de vultos do Espiritismo, publicadas no jornal “Caminheiros da Luz”, do qual fui uma das fundadoras. Em todos esses anos de pesquisa observei que muitos dos grandes benfeitores foram perseguidos de modo cruel, principalmente por três motivos: inveja, ignorância e interesses inconfessáveis. Dentre eles, alguns tiveram o seu trabalho reconhecido quando ainda encarnados. Outros, só depois do desencarne.

Atualmente, o nosso grupo de cura (já citado no artigo sobre ovóides) tem-se deparado com um grande número de casos de câncer. Resolvi, então, pesquisar métodos fora da medicina ortodoxa.

O primeiro material que encontrei foi uma entrevista feita pelos redatores da revista Planeta (número 205, de outubro de 89), Elsie Dubugras e Eduardo Araia, com Christine Abdala, uma californiana, portadora de faculdades anímicas e mediúnicas, como deduzi das suas declarações. Como a entrevista é muito longa, vou me ater aos seus principais aspectos.

Christine, desde pequena era capaz de ler a mente dos outros e “ouvir” os seus pensamentos, via e ouvia espíritos. Aos 15 anos, portando um grave problema renal, prestes a desencarnar, viu-se atravessando um túnel negro quando ouviu uma voz poderosa lhe dizer: “Se eu lhe devolvesse a vida, o que você faria com ela?” Respondeu: “Eu a dedicaria aos seus propósitos”. A voz disse a seguir: “Você encontrará a cura do câncer e a passará ao mundo. Você viajará para o estrangeiro, e seu maior trabalho será no Terceiro Mundo”. Disseram-lhe outras coisas e depois ela foi devolvida ao corpo. Sua família não acreditou no que ela lhe contou.

Aos 30 anos ela se encontrava cancerosa em estado terminal. O câncer se desenvolvera a partir de uma desilusão amorosa. Lembrando-se do que ouvira há 15 anos, resolveu sair dos Estados Unidos, pois queriam amputar-lhe as pernas e foi para a Catânia (Itália) em busca de um especialista em câncer. Ele havia se mudado para o México e ela o encontrou lá. . Na clínica do médico italiano ela sentiu o despertamento de seus poderes psíquicos. O médico convidou-a para trabalhar essas habilidades, desde que não mencionasse fenômenos paranormais a ninguém, pois a orientação dada era ortodoxa e ele não queria arriscar sua reputação e a da clínica. Os diagnósticos de câncer feitos por Christine eram passados a outros médicos da clínica e as informações checadas estavam sempre corretas.

Depois de um certo tempo trabalhando na tal clínica, percebeu que a fórmula desenvolvida pelo médico italiano não era o caminho. Precisava encontrar uma forma de combater o câncer na mente, pois se ela o criava, ela poderia destruí-lo.

Um ano depois estava novamente cancerosa (nova desilusão amorosa). Procurou um índio americano que, segundo diziam, congelava o câncer com suas mãos. Após algumas sessões, ficou curada. O índio não a ensinou o que fazia, dizendo ser secreto.

Quatro meses depois, um espírito avisou-a que o índio era o seu verdadeiro pai e que deveria encontrá-lo novamente. Passou quarenta dias com ele e sentiu sua energia abrir-se e já conseguia fazer o mesmo trabalho.

Querendo controlar e entender o tratamento passou a fazer experiências consigo mesma e depois de algum tempo, isso apareceu na sua mente como um tipo de equação matemática. Poderia ensinar o seu método ao mundo.

Ao ensinar o seu método observou que certas pessoas tinham mais dificuldades do que outras para captá-lo.

Sobre o câncer, disse na ocasião da entrevista que ele “é uma criação totalmente pessoal feito com os processos individuais de cada um, e é por isso que nosso sistema imunológico não o combate: não há nada externo nele, apenas coisas geradas no próprio corpo. As células cancerosas possuem externamente uma orientação para oeste, ao invés de para o norte, e apresentam-se com temperaturas acima do normal. A solução é fazer algo contrário: deixar as células numa energia muito fria para que elas se “lembrem” de como voltar ao equilíbrio original. Quando apresentamos febre alta, temos dificuldades de memória; o mesmo ocorre com as células. Como um processo parecido ao que sugiro é o que faz efeito com relação à febre, torna-se claro que não estou ensinando nada de revolucionário. A única coisa nova em meu processo é que mostro que tudo isso pode ser feito pela vontade pessoal: ela pode criar uma energia congelante, assim como o corpo pode criar temperaturas altas”.

Como o trabalho exige muita concentração mental, é necessário que seja limitado a poucos pacientes e a poucas horas por dia, caso contrário pode ser muito perigoso para quem o desenvolve.

Como a entrevista foi feita há quase 20 anos, não sei se Christine fez novas descobertas, se chegou a publicar algum livro sobre o seu método de cura (nos Estados Unidos, a técnica de congelar câncer é ilegal ou era, assim como descrevê-la), e se ainda está encarnada.

Na revista Planeta nº 229 encontramos um artigo de Irene Dalichow denominado “O Médico Xamã”, que destaca o médico norte-americano, radiologista, Carl Simonton que teve um papel importantíssimo na cura do câncer (formou-se em Medicina pela Universidade de Oregon Medical School e fez três anos de residência em oncologia). Há mais ou menos 37 anos (o artigo está sendo escrito em 2008) começou a utilizar com sucesso a técnica primordial dos xamãs, magos e médicos antigos, recomendada para a autocura: a imaginação, a visualização. Embora o método já existisse há milhares de anos, o mérito do doutor Simonton foi desenvolvê-lo no tratamento de câncer. Durante alguns anos foi desprezado e caluniado por seus colegas médicos, mas o seu sucesso foi tão grande que foram obrigados a reconhecer o seu valor. As pesquisas sobre o funcionamento do sistema imunológico confirmaram que a atitude psicológica básica de um ser humano determina sua capacidade de resistência às doenças. Essa descoberta é a base do tratamento de câncer de Simonton.

Baseando-se numa estratégia de motivação de psicólogos industriais, passou a utilizá-la em seu campo, fazendo-o num paciente idoso, portador de câncer no aparelho digestivo, em fase terminal. Explicou-lhe como devia relaxar, fechar os olhos, imaginar que seu próprio corpo era forte, sábio, utilizando-se 100% do tratamento médico. Devia imaginar-se como uma pessoa curada totalmente. O câncer rapidamente sumiu e a quimioterapia teve poucos efeitos colaterais. Simonton ficou muito animado com o resultado obtido.

Ao se conscientizar do valor do método, Simonton decidiu dedicar sua vida à introdução dele na medicina moderna. Outro motivo dessa decisão foi uma mudança espiritual profunda.

Depois, o médico pesquisou os efeitos colaterais das terapias ortodoxas contra câncer e a influência da atitude emocional do paciente sobre eles. De 1974 a 1981 fez profundos estudos com resultados verdadeiramente revolucionários, tais como: os pacientes por ele tratados viviam, em geral, duas vezes mais que outros, tratados nos hospitais mais famosos, de acordo com métodos bastante modernos e tidos como eficazes.

Segundo o médico americano, um tumor maligno apenas consegue alastrar-se dentro do corpo humano sob condições muito específicas, e elas são criadas principalmente por emoções destrutivas (raiva, medo, irritação, desespero). Esses estados psicológicos negativos atacam o sistema imunológico através de “mensageiros”.

Aprendendo o paciente a arrancar essas emoções de seu subterrâneo psicológico e lidar com elas de modo construtivo, o câncer não encontra mais substâncias que o alimentem e desaparece. Mais importante do que as emoções negativas (já citadas) e as positivas (alegria, felicidade), são as neutras (tranqüilidade, paz). Podemos chegar a elas com três ou quatro respirações profundas.

Segundo Irene Dalichow, “as dicas de Simonton são fáceis de executar e não custam dinheiro. Talvez por isso a medicina ortodoxa e a indústria farmacêutica não queiram saber delas”.

Os estudos feitos por Simonton e os resultados obtidos fazem parte da história da medicina. O seu método é usado por médicos alternativos do mundo inteiro.

Como o artigo de Dalichow é datado de outubro de 1991, busquei informações mais recentes (setembro de 2008) para saber do trabalho atual de Simonton. Continua na ativa. É o diretor do Simonton Cancer Center (Malibu, Califórnia) que é a única organização internacional que utiliza o aconselhamento (segundo normas internacionais) para pacientes com câncer. Oferece agora uma grande variedade de recursos on-line e de apoios para aqueles que desejam aprender mais sobre o método Simonton. Nos últimos anos, os programas criados pelo notável oncologista têm recebido grande aceitação na Alemanha, Polônia, Suíça e Japão, onde ele realiza sessões de formação para os profissionais da saúde.

O Dr. Simonton oferece também uma seleção de autoajuda através de livros, materiais de áudio e vídeo disponível através do departamento de Tapes e Literatura.

As primeiras investigações de Simonton estabeleceram as bases para duas obras muitíssimo aclamadas, das quais ele foi coautor (Getting e The Healing Journey).

É importante salientar que atualmente a terapia pela imagem é usada em conjunto com outras terapias, como cirurgia, irradiação e drogas, para redução do estresse e mudança de atitudes em diversas doenças, além do câncer (AIDS, artrite, problemas cardíacos, etc.). Pesquisas comprovam que as imagens afetam a fisiologia do corpo, pois podem estimular o sistema imunológico que defende o organismo dos vírus, das bactérias e das células cancerígenas. Podem também baixar a pressão sanguínea e o ritmo dos batimentos cardíacos, podem reduzir a dor e diminuir os efeitos colaterais de várias drogas, inclusive a quimioterapia. Afetam a atitude, podem aumentar a sensação de confiança, controle e força e diminuir o desespero, a depressão e o medo.  Essas mudanças de atitude estimulam a cura.

Pelo seu imenso trabalho na área do câncer e pelos seus esforços humanitários, o Dr. Simonton tem recebido merecidos prêmios. É, realmente, um grande luminar da Terra.

Maria Madalena Naufal

SAUDAÇÃO

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A Equipe “CAMINHEIROS DA LUZ”

Edson Luís da Silva,
Sandra Marcia Saraiva
Sônia Aparecida Ferranti Tola
(Maria Madalena Naufal - in memorian)
Sandra Raquel Nicoleti

CONTATO: caminheirosdaluz@gmail.com

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