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O articulista Eliseu F. da Mota escreveu um artigo para a RIE (março de 98) que traz esclarecimentos sobre o assunto.

“O eminente professor de psicologia e psiquiatria Emílio Mira Y Lópes afirmou que o medo, a ira, o amor e o dever são os quatro gigantes da alma, estudando cada um deles com rigor científico impressionante, valendo-se de sólidos estudos psicológicos, psicanalíticos e psiquiátricos para embasar e construir o livro sobre o assunto, modificando inclusive diversos dogmas freudianos até então vigentes, além de municiar o leitor com vários segredos de sua estratégia bélica, descrevendo algumas de suas batalhas mais frequentes.

Lamenta-se apenas que tanto Freud quanto Mira Y Lópes, embora escrevendo suas obras após o advento do Espiritismo, não se dignaram a examiná-lo com a devida atenção, porque então saberiam que existem mais  dois gigantes, o egoísmo e o orgulho. Desse modo, em vez de quatro, na verdade temos seis gigantes da alma: o medo, a ira, o amor, o dever, o egoísmo e o orgulho.

Mas tal lacuna não desmerece de todo a obra de Mira Y Lópes. Com efeito dela podemos tirar enorme proveito, sobretudo porque ele também admite que a máxima conhece-te a ti mesmo, gravada no frontispício do oráculo de Delfos e recomendada por Sócrates, é uma poderosa arma para enfrentar todos aqueles gigantes do Espírito”.

Ele também advertiu: “Dois grandes obstáculos, entretanto dificultam este autoconhecimento que Sócrates já reclamava como princípio de toda atuação: o primeiro deles consiste na própria proximidade, que dificulta enormemente todo intento introspectivo (do mesmo modo que quanto mais aproximamos um objeto de nossa vista pior o vemos); o segundo deriva das modificações constantes de nosso tônus vital – refletidas em nosso humor e em nossa autoconfiança – que nos levam atingir  sempre o autojuízo estimativo, dando-lhe uma exagerada coloração rósea ou um injustificado tom de obscuro pessimismo. De fato, o homem, depois de considerar-se o ‘ Rei da Criação’, passa, quase que sem meio-termo, a julgar-se  ‘simples barro’; umas vezes se considera como espírito ‘ próximo de Deus’ e outras como máquina de reflexos”.

Kardec, segundo Eliseu,  apresentou farto material sobre o orgulho e egoísmo – suas causas, seus efeitos e os meios de destruí-los. Vamos resumir:

A causa do orgulho está na crença, em que o homem se firma, da sua superioridade individual.

O egoísmo se origina do orgulho.

O egoísmo e o orgulho nascem de um sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porquanto Deus nada pode ter feito de inútil. Contido em justos limites, aquele sentimento é bom em si mesmo. O exagero é que o torna mau e pernicioso.

Muitas vezes o orgulho se desenvolve no médium à medida que cresce a sua faculdade. Essa lhe dá importância e ele acaba por sentir-se indispensável. A faculdade foi dada por Deus para o bem e não para vaidade e ambição. As consequências são drásticas para o médium imprudente.

O orgulho e o egoísmo serão sempre os vermes roedores de todas as instituições progressistas; enquanto dominarem, ruirão aos seus golpes os melhores sistemas sociais. Por isso devem ser atacados.

O Espiritismo é o mais poderoso elemento de moralização, pois mina pela base o egoísmo e o orgulho, facultando um ponto de apoio  à moral. As curas são ainda individuais e não raro parciais, mas um dia atingirá às massas ( primeira fonte de sua moralização). Não mais  esbarrando o progresso no egoísmo e no orgulho, as instituições se reformarão por si mesmas e avançaremos para os destinos que estão prometidos na Terra, esperando os do céu.

Vamos procurar desenvolver em nós os bons gigantes e enfraquecer os maus.

Maria Madalena Naufal (in memorian)

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Segundo Palhano Jr. materialização é o ato ou efeito de materializar (-se). O conhecido professor Hernani Guimarães Andrade, em seu livro “A Matéria Psi”, faz judiciosas ponderações a respeito deste verbete: “O vocábulo materialização pode sugerir a idéia de transformação da substância espiritual em substância material. Isso não parece certo. Na ectoplasmia não ocorre, nem materialização nem desmaterialização. O fenômeno em jogo tem as características da organização morfológica (modelação) de uma determinada substância material (o ectoplasma). No vocabulário espírita trata-se de um fenômeno de ectoplasmia (teleplastia), quando um ser ou objeto de outra dimensão (espiritual) tornar-se visível ou tangível, por condensação de substância sutil (ectoplasma) que se desprende do médium. A formação ectoplasmática dos Espíritos pode ser parcial (dedos, mãos, braços, rostos) ou total (corpo inteiro), com substância luminosa ou não. Sob o aspecto da tangibilidade, as formações ectoplasmáticas podem ser do tipo rarefeito, de pouca densidade, mais denso e opaco com bastante nitidez e denso com solidez e tangibilidade total.

Outro autor que se destacou no estudo das materializações foi o estudioso Pedro Granja. Na impossibilidade de descrever todos os casos narrados por ele, escolhi alguns.

São citados como clássicos o caso de Estela Livermoore e o de Katie King, embora dessemelhante pelas modalidades apresentadas. Eles constituem os mais admiráveis fatos desta espécie, sendo dignos de grande atenção, principalmente pela sua durabilidade excepcional.

Quando Estela, esposa de Charles Livermoore, sentiu que estava na beira da morte, no propósito de consolar o esposo, prometeu aparecer-lhe depois do óbito. Não acreditavam muito nessa possibilidade.   Mas a ideia servia de consolo.

Certa vez, Dr. John F. Gray, convidou Livermoore para ir à casa do médium Kate Fox. Ele foi, embora céptico.

O espírito semimaterializado de Estela, apoiou a cabeça nos ombros do marido, com os cabelos a lhe cobrirem parte do rosto. Permaneceu visível por meia hora, e ao passar diante de um espelho a imagem foi vista a refletir-se nele.

Durante seis anos, Livermoore assistiu a trezentas e oitenta e oito sessões.

O processo de materialização de Estela deu-se gradualmente de modo que só na quadragésima terceira vez ela estava em condições de se manifestar integralmente.

Katie King foi pesquisada pelo eminente físico, químico, astrônomo, médico e professor inglês William Crookes.

Ela nada se distinguia das pessoas vivas, a não ser pela facilidade com que se volatilizava na presença dos circunstantes.

O médium era a jovem Florence Cook, de dezesseis anos de idade. Baixa, franzina. Trigueira, de cabelos quase negros e de saúde delicada. Trajava quase sempre de preto.

katie era formosa, alta, de tez branca e cabelos loiros. Revelava tal independência do médium, prestando-se a ser fotografada quarenta vezes, além de passear pelo aposento ao braço de William Crookes, e, finalmente reunir em torno de si os filhos deste, entretendo-os com relatos de acontecimentos de sua última vida, porém breve e venturosa.

Katie, cujo nome na Terra era  Annie Owen Morgan, escreveu, com o Espírito materializado, cartas e dedicatórias  aos seus amigos.

Outro caso notável é o da célebre Nepenthès, espírito que se manifestou no correr de uma longa série de experiências especiais, em que interveio a mediunidade de Madame Elizabete d’ Esperance. Nele se verificou o famoso incidente  de grande valor teórico, qual o do espírito que, declarando-se contemporâneo da época heróica  da antiga Grécia, escrevia uma mensagem em grego clássico no canhenho de um dos experimentadores. O valor teórico de tal incidente avultava diante da feliz coincidência de ser o grego antigo ignorado por todos os assistentes.

No  Brasil também ocorreram materializações de Espíritos.

Em Belém do Pará as identidades de dois espíritos se estabeleceu com precisão: a de João, falecido parente da família Prado; a de Raquel Figner, reconhecida pelos seus pais e irmãs.

Felismino Carvalho Rebelo (pseudônimo João – antes de se descobrir quem ele era).

A sua primeira materialização deu-se em 28 de dezembro de 1919.

Na sessão de 4 de maio de 1920 , materializou-se Anita, que era de estatura regular,  quase alta para uma mulher, tipo cabocla, cabelos longos, vestida de blusa, saia, meia e sapatos brancos, sendo que seus passos não faziam ruído. A materialização durou meia hora. Anita trabalhava com João.

João e Anita materializaram-se por várias vezes.

As maravilhosas  materializações de Raquel Figner  foram contadas pela sua mãe, Ester. Ela estava acompanhada do esposo Frederico e uma outra filha.

Na sua primeira materialização (2 de maio de 1921) os gestos, o corpo, a forma, o vestidinho  acima do tornozelo, de mangas curtas e um pouco decotado eram de Raquel. Apresentou-se assim muito parecida, porém ficou distante de nós.

Chamou a atenção da mãe que vestia preto. Disse que era muito feliz.

Ao referir-se à roupa preta foi uma misericórdia e uma prova, pois eu sempre dizia que só tiraria a roupa preta se minha filha viesse em pessoa falar-me a esse respeito. E como tal aconteceu, deixei de usar o preto.

As manifestações de carinho entre Raquel e sua família foram comoventes.

Na segunda materialização (4 de maio de 1921) Raquel, apareceu em toda a perfeição de suas formas, tal qual fora, absolutamente reconhecível.

Na terceira manifestação (6 de maio de 1921) Raquel teve a surpresa de ver a mãe toda de branco. Ficou muito contente.

Além das materializações, ocorriam outros fenômenos interessantes, tendo a participação de João e Anita.

Segundo o pai, Raquel ficou duas horas e quarenta minutos materializada.

Pedro Granja assistiu materializações.

Vou citar o caso que teve o mais puro e sadio caráter científico e fez parte de uma série que o “Instituto de Pesquisas Metapsíquicas de São Paulo realizou.

Após as preces manifesta-se um Espírito que cumprimenta os assistentes.

É a entidade chamada Padre Zabeu Kauffman que ali está, e depois de conversar em voz direta com os mais íntimos pergunta se desejam vê-lo. Todos concordam.

A seguir vimos um ser que se movimentAgora vamos tratar de dois fatos muito importantes assistidos numa só reuniãoa e gesticula- perfeito, nítido, humano.

Ele se aproxima dos assistentes e o pudemos ver muito bem. São brancos os cabelos, expressão suave e beleza harmoniosa.

Retivemos entre as nossas as suas mãos. Pudemos examiná-las detalhadamente; eram mãos com toda a aparência de vida e de uma beleza e nitidez de formas impressionantes pela conformação perfeitíssima.

As vestes brancas, quando apalpadas em nada diferiam do tecido deste mundo. Vê-se um crucifixo tão real como outro. A cruz é de madeira preta e o Cristo de prata luzente.

Revela um espírito agudo e inteligente. Suas palavras são curtas e de profundo conteúdo. Diz que já sabe da experiência de que tomará parte. Ele sabe que sofre com os trabalhos, mas sabe também que está cumprindo uma missão, que ele espera dar frutos.

Agora vamos tratar de dois fatos muito importantes, assistidos numa só reunião: as materializações dos Espíritos de Maria Martins, mais conhecida por “Irmã Noiva” e de Teresinha Cavalcante.

Do lado demonstrativo, visto ser de data recente um deles é invulnerável – tanto mais que foi assistido pelos próprios pais do espírito materializado e que observaram o processo da manifestação em todas as fases decorrentes- excluindo-se daí as hipóteses anímicas, alucinatórias, teleplásticas e outras que poderiam ser apontadas, pois ficou demonstrada a existência objetiva, real e probatória do fenômeno.

A sessão decorreu da seguinte forma:

Em princípios de 1946, reunidas as pessoas da família Cavalcante e os demais convidados foram realizados os trabalhos em São Paulo. A médium era Elvira Goulard.

Após a prece de abertura um perfume suave percorria o ambiente e da cabine ouvia-se o farfalhar de seda amassada e sinais tiptológicos na parede, o que foi explicado como avisos que precedem a materialização do espírito de “Irmã Noiva”.

Pouco depois um reposteiro entreabriu-se deixando passar uma mulher esbelta e graciosa, vestida de branco.

Era a corporificação perfeita, integral do espírito de Maria Martins, mais conhecida por !rmã Noiva”, que foi atentamente observada pelos assistentes, conservando-se materializado por mais de quarenta e cinco minutos.

Trajava-se de noiva. O seu vestido era alvo como a neve. Velava-lhe os braços um comprido véu. Os seus cabelos eram negros.

Além de falar, também cantou. Tocava nas mãos e nas cabeças dos presentes, aos quais permitiu que lhe examinassem o véu.

Findo o tempo, despediu-se pela última vez, elevando a Deus uma fervorosa prece que muito sensibilizou.

Finda a materialização da irmã Noiva”, deu-se , sob a ação de luz fosforescente a materialização de Teresinha Cavalcante, que saudou os seus pais presentes à sessão, abraçando-os carinhosamente.

Depois Teresinha dirigiu-se a cada um dos assistentes e cumprimentou-os. Em vista de seu pai ter manifestado o desejo de abraçá-la, examiná-la, beijá-la, estreitá-la enfim contra o seu coração, a jovem mais do que isso aquiesceu: permitiu que lhe auscultasse o pulsar do coração e ou visse nele as vibrações de saudades, como se ainda estivesse encarnada.

Teresinha permaneceu por longo tempo  materializada, cantando trechos da “Ave Maria”, de Gounot.

Depois, exortou os presentes a seguirem com firmeza a doutrina de Jesus, prodigalizando—lhes palavras de carinho.

Ao representante da imprensa ofertou um ramalhete de flores naturais, que se achava  na sala, pedindo-lhe que transmitisse estas palavras textuais:

_ Diga a toda a gente que Teresinha é imensamente feliz”!

Se fôssemos narrar todas as materializações ocorridas (milhares e milhares) necessitaríamos de vários livros.

O articulista José Sola notou que, hoje em dia, os fenômenos das materializações- acontecem em menor escala e não apresentam marcantes momentos como os que vimos no passado.

Com o tempo, esses fenômenos estejam deixando, acredita ele, deixando de acontecer, pois sua finalidade foi chamar a atenção dos incrédulos e, principalmente dos cientistas, para a comprovação da imortalidade.

Com o passar do tempo, esses fenômenos foram perdendo sua finalidade primeira, a comprovação da imortalidade, e começaram a ser utilizados de forma banal, com o propósito de satisfazer a curiosidade. Assim, em vez de eles ajudarem o desenvolvimento da Doutrina Espírita, tornavam os espíritas ociosos, desinteressados pelo estudo. Os grupos que viviam esses fenômenos passavam a se sentir privilegiados, pois viam os espíritos, conversavam com eles diretamente  e pensavam não haver a necessidade do estudo. Não generaliza; temos aqueles que fogem à regra e que fazem desses fenômenos motivos de estudo.

Com conhecimento de causa, Sola que participou com amigos de experiências de materialização que não se modificaram moralmente em nada  e que acreditavam que as transgressões que mantinham não traz infelizes consequências. É claro que não é a materialização a responsável pela negligência das pessoas, mas sim a imaturidade dos homens.

Maria Madalena Naufal

 

FONTES

 

DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA – L. Palhano Jr. – Edições Celd;

AFINAL, QUEM SOMOS? – Pedro Granja – Edição Calvário;

ESPIRITISMO E CIÊNCIA ESPECIAL – GRANDES TEMAS DO ESPIRITISMO – número 57.

MEDITAÇÕES SOBRE DEUS E NÓS Ganhei dos meus amigos Sandra e Edison um livro. O nome do livro é “Meditações Diárias”. Ele foi formado de mensagens selecionadas dos livros: Apostilas da Vida, Brilhe Vossa Luz, Caminho Espírita, Caridade, Comandos do Amor, Encontro de Paz, Passos da Vida, Paz e Renovação, Servidores no Além, Tempo de Luz, Visão Nova. A psicografia é do nosso querido Chico Xavier e foram publicados pelas Edições IDE. Para o momento, escolhi o tema Deus e nós: Somente Deus é a Vida em si. Entretanto, você pode auxiliar alguém a encontrar o contentamento de viver. Somente Deus sabe toda a Verdade. Mas você pode iluminar de compreensão a parte da verdade em seu conhecimento. Somente Deus consegue doar todo o amor. Você, porém, é capaz de cultivar o Amor na alma dessa ou daquela criatura, com alguma parcela de bondade. Somente Deus é o Criador da verdadeira Paz. No entanto, você dispõe de recursos para ceder um tanto em seus pontos de vista para que a harmonia seja feita. Somente Deus pode formar a Alegria Perfeita. Mas você pode ser o sorriso da esperança e da coragem, do entendimento e do perdão. Somente Deus realiza o impossível. Entretanto, diante do trabalho para a construção do bem aos outros não se esqueça de que Deus lhe entregou o possível para você fazer. Deus faz a Sua parte com perfeição. Façamos a nossa com o nosso possível, que pode ser pouco ou muito, mas deve ser feito com ânimo e com amor.   Maria Madalena Naufal

Na obra “Raboni – Novos Rumos”, ditado pelo Espírito Dizzi Akibah, psicografado por Pedro Santiago (Editora Eme), uma jovem seguidora do Mestre Jesus, após a crucificação e deposição do corpo no sepulcro, espantada, disse ao pai que o corpo de Jesus havia sumido, mesmo estando o local vigiado, tanto pelos soldados, quanto por ela e o esposo escondidos. Disse ainda que ninguém entrou no local, nem eles e nem os soldados, que mais tarde sentaram, recostaram-se numa pedra e dormiram. Ela e o esposo viram uma intensa claridade no túmulo. Parecia a claridade de uma estrela, como se o sol surgisse repentinamente, mas clareando só ali. Ele ressuscitou, mas em Espírito, não retornou ao corpo físico. Está em seu verdadeiro corpo, embora possa, usando métodos ainda desconhecidos da humanidade, materializar-se segundo a necessidade da sua obra.

Leiam nos Evangelhos o aparecimento de Jesus a Maria Madalena, aos apóstolos, a Tomé e à margem do lago de Tiberíades. Nos Atos dos Apóstolos Jesus despediu-se dos seus apóstolos e depois foi elevado à vista deles, e uma nuvem ocultou-o a seus olhos.

O que realmente aconteceu ao corpo físico de Jesus? O seu desaparecimento do sepulcro levou os homens a crerem que ele ressuscitou. Essa crença permanece até hoje, em alguns setores religiosos.

Outra obra que nos conta o desaparecimento do corpo de Jesus é “Depois do Calvário”, de Jamiro dos Santos Filho – Mythos Books.

Na obra temos o depoimento de Longinus, soldado de Caifás que havia agredido Jesus. O Mestre não só o perdoou como anunciou que depois que Ele voltasse para o Pai, confiaria a ele uma revelação jamais vista na Terra. Pediu que contasse aos seus discípulos tudo o que testemunhasse. Longinus prometeu dedicar a sua vida ao Mestre. A seguir temos as cenas do empurra, empurra entre Pilatos e Herodes, culminando com a crucificação de Jesus. Na noite de sexta-feira, quatro soldados de Caifás, entre eles Longinus, foram designados para tomar conta do túmulo. Cada um o vigiaria por três horas. O turno de Longinus era das três até às seis horas. Por volta das quatro horas viu uma luz descendo dos céus. Era um anjo, com uma luz imensa. Longinus reconheceu Jesus. Ele se aproximou do túmulo e parou. Estendeu os braços ao alto e ficou imóvel, como se estivesse orando. De repente o chão começou a tremer, depois parou e tudo se acalmou. Quando olhou, a pedra do túmulo estava fora do lugar. Jesus entrou no túmulo por momentos, e, em seguida raios partiram em todas as direções. Ele saiu e entregou para o soldado o lenço que cobria o rosto do Seu corpo. Após, alçou o seu voo divino para o céu. Longinus afirmou que Jesus não saiu do túmulo, mas entrou (cria ele) para desintegrar o Seu corpo, com Sua luz.

A mesma passagem é narrada por Marcos (sobrinho de Pedro) que, da sua casa, viu a luz descer, adentrar o túmulo e depois sair, subir e desaparecer no infinito. O rapaz correu até o túmulo e pegou o lençol que envolveu o corpo de Jesus, entregando-o a José de Arimatéia.

Acredito que Jesus desintegrou o próprio corpo por dois motivos: para não se tornar objeto de adoração e nem de comércio vil.

Além das aparições de Jesus, já citadas, temos também o encontro dele com dois dos seus discípulos que se dirigiam à aldeia de Emaús, distante 60 estádios de Jerusalém.

Jesus até hoje aparece aos homens. Uma das passagens mais interessantes foi a visão que Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo do Triângulo, teve num caramanchão, que se inundou de luzes. Cristo não só lhe apareceu, como lhe dirigiu a palavra, consolando-o. Ele estava sofrendo uma campanha difamatória, mas o processo deu em nada (“Eurípedes – O Homem e a Missão” – de Corina Novelino, Instituto de Difusão Espírita).

A mesma obra nos apresenta outro episódio, este descrito por Hilário Silva, numa obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, FEB, intitulada “A Vida Escreve”. Em resumo: Eurípedes, ainda nos alvores da sua missão, começou a se observar fora do corpo físico, em admiráveis desdobramentos. Certa noite viu a si próprio em vertiginosa volitação, subindo sempre. Viajou até que se reconheceu em campina verdejante. Viu, não longe, um homem que meditava envolvido por doce luz. Aproximou-se e reconheceu-se na presença de Jesus. Chorou e o Mestre também. Perguntou por que Ele chorava: se era pelos descrentes. A resposta foi que não. Chorava por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam. A dor que a resposta lhe trouxe, fê-lo descer. Acordou no corpo de carne.

Assisti a crucificação. A visão foi terrível. Iniciou-se com Jesus já morto na cruz. Os cabelos ensanguentados colavam-se à cabeça e a coroa de espinhos era completamente visível. Raios e trovões completavam a cena dantesca. O local escurecia e clareava. O chão tremia. Ao término da visão chorei muito. Foi a cena mais triste de todas que contemplei

Vi Jesus em 1988, deitada em minha cama, acordada. Vi-o com o perispírito e não com os olhos do corpo físico. Estava de pé e de lado, aos pés da cama. Vi-o por inteiro, dos pés à cabeça. Estava descalço, usava uma túnica branca com um pequeno recorte em cima. Os cabelos castanho-dourados caiam-lhe sobre os ombros, apresentava barba bipartida, bigode e o rosto era tostado de sol. Era o homem mais belo que eu já vi. Não pude ver a cor dos olhos, pois deles emanavam dois focos de luz prateada que adentravam o corredor. Fiquei feliz, mas nada disse e nem Ele. Considerei como um presente imerecido Daquele que é a Luz do Mundo.

Podemos concluir, portanto, que o que sobreviveu no Cristo foi o seu corpo espiritual. O seu corpo físico foi desmaterializado por Ele mesmo.

Há muitos anos atrás comecei a levantar a hipótese da desmaterialização do corpo de Jesus. Comentava com Sônia Aparecida e justificava:

— Você se lembra da chave da casa que sumiu da minha mão e foi parar numa nécessaire colocada na primeira gaveta do meu guarda-roupa? E da carteirinha de vacinação da minha cachorrinha que sumiu e foi parar na mesma gaveta? Lembrei-me de outros objetos e ela concordou com tudo.

O caso mais interessante não ocorreu na minha casa. Visitava uma amiga. Ela passava roupa na sala e colocava numa cadeira. As camisas pendurava em cabides. Ficamos conversando. Ela pegou metade da pilha de roupas e se assustou. Na parte da pilha que ficou na cadeira vi um objeto de uso pessoal.

— Foi você que colocou isso aqui?- disse-me.

— Eu? Eu não!Estou sentada aqui desde que cheguei.

Nisso, ela, médium de incorporação, começou a gritar:

— Lava! Lava!

Levantei-me da cadeira, procurei um banheiro e me pus a lavar o objeto. Ela continuou gritando:

— Lava! Lava!

Após lavar o objeto várias vezes, entreguei-o a ela que correu para a copa, explicando que ele fora levado para o cemitério por espíritos impuros e ficara imundo.

— Calma! Agora está limpo

Ela desincorporou e pôr ser médium inconsciente precisei lhe contar o ocorrido.

Após as experiências pelas quais passei, comecei a pesquisar em revistas sobre o assunto, até me deparar com a obra de Ernesto Bozzano “Fenômenos de Transporte” (Extraordinários e comentados casos de “Transporte” e de “desintegração e reintegração da matéria” – Edições FEESP.

Baseada nas minhas próprias experiências e experiências de grandes pesquisadores que utilizaram um grande número de médiuns e espíritos, aceito que Jesus não ressuscitou em corpo físico, mas espiritual, podendo apresentar-se de forma quintessenciada ou materializar-se.

Pietro de Alleori Ubaldi, após fazer voto de pobreza, viu Jesus, que lhe apareceu uma segunda vez, acompanhado de Francisco de Assis. Ambos o acompanharam na subida de uma colina, por 20 minutos (mais detalhes no livro “Um Destino Seguindo Cristo”).

Na obra “Paulo e Estevão”, de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier (FEB), temos a narrativa do aparecimento de Jesus ressuscitado a Paulo de Tarso, que além de vê-lo, ouviu-o. Dialogaram. A prova de que Jesus não tinha o seu corpo físico, está no fato de que só Saulo o viu e ouviu. Os seus acompanhantes apenas perceberam uma grande luz no alto.

A conversão de Paulo é narrada nos Atos dos Apóstolos, de forma bastante pormenorizada.

Na obra “Sob as Mãos da Misericórdia”, do Espírito Lucius, psicografada por André Luiz Ruiz- IDE editora, temos a narrativa do encontro de Jesus com Espíritos que haviam sido recolhidos no espetáculo sangrento do circo dos martírios e também com entidades perturbadoras e perturbadas, porque, afinal, Ele não veio para os sãos, mas para os enfermos.

Nós espíritas sabemos que a Bíblia é um repositório de fenômenos anímicos e mediúnicos os mais diversos, e, sabemos também que inúmeros santos foram excelentes médiuns. Clóvis Tavares, grande escritor espírita, pesquisando a vida deles escreveu um livro denominado “Mediunidade dos Santos”, do qual vou destacar a clarividência. Muitos santos viram Jesus. Entre eles podemos destacar Teresa d´Ávila, que o viu por diversas vezes, Santa Brígida de Vadstena também o viu, assim como Margarida Maria Alacoque (a vidente de Paray-le-Monial), Clara de Montefalco, Catarina de Siena e Catarina de Gênova.

O PE. José Maria Montes, na belíssima obra “S. Geraldo” (Edições Paulinas) conta-nos que o santo quando criança brincava com o menino Jesus numa pequenina ermida (capela de Capotignano), recebendo Dele sempre um pãozinho branco. O fenômeno repetiu-se certa vez em que Geraldo brincava com seus amiguinhos num parque. Improvisaram uma cruz, colocaram-na entre duas árvores, formaram filas e, muito sérios e compenetrados, foram cantando pelas avenidas do parque, sob a direção de Geraldo, como se ele fosse um padre e aquilo uma procissão de verdade. Percorreram as alamedas até chegarem à cruz improvisada. Ajoelharam-se diante dela: rezaram com muito fervor e de pé, muito sérios ouviram o menino santo, que, postado num ponto mais alto, lhes dirigiu a palavra. De repente os pequenos ouvintes e o seu pregadorzinho viram que a cruz, em pleno dia, tornou-se mais brilhante do que o sol. Toda a pequena cidade de Muro (habitada por Geraldo e seus familiares) ficou envolta naquele resplendor celestial. Da cruz baixou o divino menino que presenteou a Geraldo com mais um pãozinho branco. A notícia correu  de forma que os habitantes passaram a vê-lo como um prodígio.

Vamos seguir os passos do Cristo, ajudando-O a cumprir a sublime missão que Deus, na Sua infinita bondade e misericórdia, a Ele delegou Vamos, também, aguardar novos esclarecimentos que são transmitidos aos homens conforme sua evolução. Cada coisa a seu tempo

Para encerrar o artigo, vamos utilizar parte do prêmbulo da obra de Cairbar Schutel “Parábolas e Ensinos de Jesus” (Casa Editora O Clarim):

“A Ressurreição de Jesus é, por isso, o fato mais extraordinário da História. Sem ela, os discípulos, já dispersados não se teriam juntado novamente para levar às nações, aos povos, à sociedade e à família, as novas vivificadoras da Imortalidade, a certeza da Vida Eterna demonstrada por seu Mestre Redivivo.

O sacrifício e a morte de Jesus eram a véspera do triunfo, da vitória do seu Ideal, da sua religião.

Submetendo-se a todas as torturas, à sanha tigrina de seus terríveis inimigos, Jesus quis provar cabalmente, categoricamente, que não há potestades nem elementos capazes de destruir a Vida, e que essa Vida, que se manifesta temporariamente na Terra, tem prosseguimento além do túmulo; que a morte não é o fim do homem; que a inteligência, a vontade, a razão são invulneráveis à espada, ao veneno e ao canhão; que o sentimento e a vida individual não dependem das células orgânicas, pois estas não são mais que instrumentos de ação exterior!”.

Maria Madalena Naufal

IRMÃO AMOR

A 26 de setembro de 1982 comemoramos oito séculos do nascimento de um homem amado por toda a cristandade: Francisco de Assis, considerado o “Cristo da Idade Média”, chamado de “Divino Poverello” e “Iluminado de Assis”.

Espírito realmente iluminado, sua luz se estendeu não só pela Idade Média, mas atravessou os séculos posteriores, chegando até nós com um brilho intenso e inextinguível.

Luís de Wohl, um dos escritores mais talentosos e inspirados que a cristandade conhece, em sua obra “O Cavalheiro do Amor” mostra o cenário em que Francisco viveu. Tinha tudo para servir ao mundo, mas tudo abandonou para servir a Deus.

Wohl narra como se deu o nascimento de Francisco, contado pela mãe Picca, criatura suave e doce, ao pai Pedro Bernardone (rico comerciante que sonhava para o filho um futuro de riquezas e grande prestígio junto aos homens), que se encontrava na França por ocasião do evento: “Aumentaram as dores e com elas fiquei cada vez mais fraca. Veio então o peregrino cego. Quando lhe abriram a porta não pediu esmola. Disse apenas: Dizei à dona da casa que seu filho tem que nascer no estábulo, porque esse é o desejo de Nosso Senhor!… Então vieram e me levaram ao pequeno estábulo e o menino nasceu quase imediatamente. Esse menino deve ser filho de Deus”.

Ao iniciar a bendita missão pela qual viera à Terra, defrontou-se com a incompreensão de muitos. Foi tachado de covarde por abandonar as vestes de guerreiro, mas ninguém combateu tão bem pelo Cristo quanto ele. Foi chamado de louco por alguns, mas sua pretensa loucura escondia uma das mentes mais lúcidas que já passaram por este planeta.

A fé de Francisco era tão grande e seu amor por Deus e pelas suas criaturas, que seu exemplo comoveu a muitos, que desejosos de respirar o ar abençoado da purificação, de conhecer a paz espiritual que o mundo não pode oferecer, tudo abandonaram e o seguiram. Seus “Irmãos Menores” multiplicaram-se por sobre a terra como modelos vivos da palavra do Cristo.

Em sua extrema humildade, Francisco reconhecia a grandeza de Jesus ao comparar-se diante Dele, qual vaga-lume diante do Sol. Tinha sonhos e visões a respeito do futuro da ordem fundada por ele e também era capaz de saber o que pensavam os seus companheiros. Chamava de irmãos os animais e não só a estes como também a toda a obra do Criador. Dizia “irmão sol”, “irmã lua”, “irmão fogo”, “irmã água”, irmão vento”, “irmã terra” e assim por diante.

Morreu Francisco como viveu: cantando louvores a Deus. Só os justos não temem a irmã morte, pois sabem que ela não representa realmente o fim. Assim que seu espírito se desprendeu, as irmãs cotovias romperam o silêncio iniciando um coro de magnífico triunfo.

Maria Madalena Naufal

 

JESUS RECEBEU PRESENTES DOS REIS MAGOS

No evangelho de Jesus Cristo (Mateus, II, l, 2) lemos: “Tendo pois nascido Jesus em Belém de Judá, em tempo do rei Herodes, eis que vieram do Oriente uns magos a Jerusalém, dizendo: onde está o rei dos judeus, que é nascido? Porque nos vimos no Oriente a sua estrela e viemos adorá-lo”. Mais adiante (II, 11), temos: “e entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus cofres, lhe fizeram suas ofertas de ouro, incenso e mirra” .Segundo a tradição cristã mais difundida, eram três os reis magos: Melchior (da índia), Gaspar (da Grécia ou da Caldéia), e Baltazar (do Egito ou da Caldéia). Teriam partido de Selêucia (Nova Babilónia), guiados por uma estrela, anunciada pelo profeta Balaan.

Alguns calculam que eram doze os reis magos e há quem afirme que eram quatro, baseando-se em documentos encontrados no Vaticano. Não importa o número dos sábios que, dirigindo-se para o Ocidente, chegaram até onde o menino Jesus se encontrava. O que importa é extrair desse trecho evangélico o seu sentido oculto, o seu ensinamento.

Paulo Alves Godoy, grande estudioso dos evangelhos, esclarece-nos na sua obra “Evangelho Misericordioso” o significado dos estranhos presentes ofertados ao recém-nascido. Segundo ele, o incenso significa espírito, pois, no passado, segundo a crença predominante na época, ele era usado para balsamizar o ambiente, a fim de propiciar a manifestação de espíritos.

O ouro é um metal raro, de alto valor, em torno do qual os homens fazem girar as suas cogitações. Ele tem sido o fator principal do egoísmo e o causador de muitas misérias no mundo. Por isso, simboliza o homem carnal.

A mirra é uma planta extremamente amarga, difícil de ser suportada na boca. Por conseguinte, os três presentes significaram que Cristo, como espírito, encarnou num corpo material para o desempenho de uma fulgurante missão, em cujo epílogo teria que tragar a taça amarga do sacrifício do Calvário.

Por nosso lado, ofereçamos ao sublime aniversariante o nosso coração repleto de amor caritativo, para mostrar-lhe que o seu sacrifício não foi em vão.

M. M. Naufal

SAUDAÇÃO

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