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O articulista Eliseu F. da Mota escreveu um artigo para a RIE (março de 98) que traz esclarecimentos sobre o assunto.

“O eminente professor de psicologia e psiquiatria Emílio Mira Y Lópes afirmou que o medo, a ira, o amor e o dever são os quatro gigantes da alma, estudando cada um deles com rigor científico impressionante, valendo-se de sólidos estudos psicológicos, psicanalíticos e psiquiátricos para embasar e construir o livro sobre o assunto, modificando inclusive diversos dogmas freudianos até então vigentes, além de municiar o leitor com vários segredos de sua estratégia bélica, descrevendo algumas de suas batalhas mais frequentes.

Lamenta-se apenas que tanto Freud quanto Mira Y Lópes, embora escrevendo suas obras após o advento do Espiritismo, não se dignaram a examiná-lo com a devida atenção, porque então saberiam que existem mais  dois gigantes, o egoísmo e o orgulho. Desse modo, em vez de quatro, na verdade temos seis gigantes da alma: o medo, a ira, o amor, o dever, o egoísmo e o orgulho.

Mas tal lacuna não desmerece de todo a obra de Mira Y Lópes. Com efeito dela podemos tirar enorme proveito, sobretudo porque ele também admite que a máxima conhece-te a ti mesmo, gravada no frontispício do oráculo de Delfos e recomendada por Sócrates, é uma poderosa arma para enfrentar todos aqueles gigantes do Espírito”.

Ele também advertiu: “Dois grandes obstáculos, entretanto dificultam este autoconhecimento que Sócrates já reclamava como princípio de toda atuação: o primeiro deles consiste na própria proximidade, que dificulta enormemente todo intento introspectivo (do mesmo modo que quanto mais aproximamos um objeto de nossa vista pior o vemos); o segundo deriva das modificações constantes de nosso tônus vital – refletidas em nosso humor e em nossa autoconfiança – que nos levam atingir  sempre o autojuízo estimativo, dando-lhe uma exagerada coloração rósea ou um injustificado tom de obscuro pessimismo. De fato, o homem, depois de considerar-se o ‘ Rei da Criação’, passa, quase que sem meio-termo, a julgar-se  ‘simples barro’; umas vezes se considera como espírito ‘ próximo de Deus’ e outras como máquina de reflexos”.

Kardec, segundo Eliseu,  apresentou farto material sobre o orgulho e egoísmo – suas causas, seus efeitos e os meios de destruí-los. Vamos resumir:

A causa do orgulho está na crença, em que o homem se firma, da sua superioridade individual.

O egoísmo se origina do orgulho.

O egoísmo e o orgulho nascem de um sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porquanto Deus nada pode ter feito de inútil. Contido em justos limites, aquele sentimento é bom em si mesmo. O exagero é que o torna mau e pernicioso.

Muitas vezes o orgulho se desenvolve no médium à medida que cresce a sua faculdade. Essa lhe dá importância e ele acaba por sentir-se indispensável. A faculdade foi dada por Deus para o bem e não para vaidade e ambição. As consequências são drásticas para o médium imprudente.

O orgulho e o egoísmo serão sempre os vermes roedores de todas as instituições progressistas; enquanto dominarem, ruirão aos seus golpes os melhores sistemas sociais. Por isso devem ser atacados.

O Espiritismo é o mais poderoso elemento de moralização, pois mina pela base o egoísmo e o orgulho, facultando um ponto de apoio  à moral. As curas são ainda individuais e não raro parciais, mas um dia atingirá às massas ( primeira fonte de sua moralização). Não mais  esbarrando o progresso no egoísmo e no orgulho, as instituições se reformarão por si mesmas e avançaremos para os destinos que estão prometidos na Terra, esperando os do céu.

Vamos procurar desenvolver em nós os bons gigantes e enfraquecer os maus.

Maria Madalena Naufal (in memorian)

 

Segundo Palhano Jr. materialização é o ato ou efeito de materializar (-se). O conhecido professor Hernani Guimarães Andrade, em seu livro “A Matéria Psi”, faz judiciosas ponderações a respeito deste verbete: “O vocábulo materialização pode sugerir a idéia de transformação da substância espiritual em substância material. Isso não parece certo. Na ectoplasmia não ocorre, nem materialização nem desmaterialização. O fenômeno em jogo tem as características da organização morfológica (modelação) de uma determinada substância material (o ectoplasma). No vocabulário espírita trata-se de um fenômeno de ectoplasmia (teleplastia), quando um ser ou objeto de outra dimensão (espiritual) tornar-se visível ou tangível, por condensação de substância sutil (ectoplasma) que se desprende do médium. A formação ectoplasmática dos Espíritos pode ser parcial (dedos, mãos, braços, rostos) ou total (corpo inteiro), com substância luminosa ou não. Sob o aspecto da tangibilidade, as formações ectoplasmáticas podem ser do tipo rarefeito, de pouca densidade, mais denso e opaco com bastante nitidez e denso com solidez e tangibilidade total.

Outro autor que se destacou no estudo das materializações foi o estudioso Pedro Granja. Na impossibilidade de descrever todos os casos narrados por ele, escolhi alguns.

São citados como clássicos o caso de Estela Livermoore e o de Katie King, embora dessemelhante pelas modalidades apresentadas. Eles constituem os mais admiráveis fatos desta espécie, sendo dignos de grande atenção, principalmente pela sua durabilidade excepcional.

Quando Estela, esposa de Charles Livermoore, sentiu que estava na beira da morte, no propósito de consolar o esposo, prometeu aparecer-lhe depois do óbito. Não acreditavam muito nessa possibilidade.   Mas a ideia servia de consolo.

Certa vez, Dr. John F. Gray, convidou Livermoore para ir à casa do médium Kate Fox. Ele foi, embora céptico.

O espírito semimaterializado de Estela, apoiou a cabeça nos ombros do marido, com os cabelos a lhe cobrirem parte do rosto. Permaneceu visível por meia hora, e ao passar diante de um espelho a imagem foi vista a refletir-se nele.

Durante seis anos, Livermoore assistiu a trezentas e oitenta e oito sessões.

O processo de materialização de Estela deu-se gradualmente de modo que só na quadragésima terceira vez ela estava em condições de se manifestar integralmente.

Katie King foi pesquisada pelo eminente físico, químico, astrônomo, médico e professor inglês William Crookes.

Ela nada se distinguia das pessoas vivas, a não ser pela facilidade com que se volatilizava na presença dos circunstantes.

O médium era a jovem Florence Cook, de dezesseis anos de idade. Baixa, franzina. Trigueira, de cabelos quase negros e de saúde delicada. Trajava quase sempre de preto.

katie era formosa, alta, de tez branca e cabelos loiros. Revelava tal independência do médium, prestando-se a ser fotografada quarenta vezes, além de passear pelo aposento ao braço de William Crookes, e, finalmente reunir em torno de si os filhos deste, entretendo-os com relatos de acontecimentos de sua última vida, porém breve e venturosa.

Katie, cujo nome na Terra era  Annie Owen Morgan, escreveu, com o Espírito materializado, cartas e dedicatórias  aos seus amigos.

Outro caso notável é o da célebre Nepenthès, espírito que se manifestou no correr de uma longa série de experiências especiais, em que interveio a mediunidade de Madame Elizabete d’ Esperance. Nele se verificou o famoso incidente  de grande valor teórico, qual o do espírito que, declarando-se contemporâneo da época heróica  da antiga Grécia, escrevia uma mensagem em grego clássico no canhenho de um dos experimentadores. O valor teórico de tal incidente avultava diante da feliz coincidência de ser o grego antigo ignorado por todos os assistentes.

No  Brasil também ocorreram materializações de Espíritos.

Em Belém do Pará as identidades de dois espíritos se estabeleceu com precisão: a de João, falecido parente da família Prado; a de Raquel Figner, reconhecida pelos seus pais e irmãs.

Felismino Carvalho Rebelo (pseudônimo João – antes de se descobrir quem ele era).

A sua primeira materialização deu-se em 28 de dezembro de 1919.

Na sessão de 4 de maio de 1920 , materializou-se Anita, que era de estatura regular,  quase alta para uma mulher, tipo cabocla, cabelos longos, vestida de blusa, saia, meia e sapatos brancos, sendo que seus passos não faziam ruído. A materialização durou meia hora. Anita trabalhava com João.

João e Anita materializaram-se por várias vezes.

As maravilhosas  materializações de Raquel Figner  foram contadas pela sua mãe, Ester. Ela estava acompanhada do esposo Frederico e uma outra filha.

Na sua primeira materialização (2 de maio de 1921) os gestos, o corpo, a forma, o vestidinho  acima do tornozelo, de mangas curtas e um pouco decotado eram de Raquel. Apresentou-se assim muito parecida, porém ficou distante de nós.

Chamou a atenção da mãe que vestia preto. Disse que era muito feliz.

Ao referir-se à roupa preta foi uma misericórdia e uma prova, pois eu sempre dizia que só tiraria a roupa preta se minha filha viesse em pessoa falar-me a esse respeito. E como tal aconteceu, deixei de usar o preto.

As manifestações de carinho entre Raquel e sua família foram comoventes.

Na segunda materialização (4 de maio de 1921) Raquel, apareceu em toda a perfeição de suas formas, tal qual fora, absolutamente reconhecível.

Na terceira manifestação (6 de maio de 1921) Raquel teve a surpresa de ver a mãe toda de branco. Ficou muito contente.

Além das materializações, ocorriam outros fenômenos interessantes, tendo a participação de João e Anita.

Segundo o pai, Raquel ficou duas horas e quarenta minutos materializada.

Pedro Granja assistiu materializações.

Vou citar o caso que teve o mais puro e sadio caráter científico e fez parte de uma série que o “Instituto de Pesquisas Metapsíquicas de São Paulo realizou.

Após as preces manifesta-se um Espírito que cumprimenta os assistentes.

É a entidade chamada Padre Zabeu Kauffman que ali está, e depois de conversar em voz direta com os mais íntimos pergunta se desejam vê-lo. Todos concordam.

A seguir vimos um ser que se movimentAgora vamos tratar de dois fatos muito importantes assistidos numa só reuniãoa e gesticula- perfeito, nítido, humano.

Ele se aproxima dos assistentes e o pudemos ver muito bem. São brancos os cabelos, expressão suave e beleza harmoniosa.

Retivemos entre as nossas as suas mãos. Pudemos examiná-las detalhadamente; eram mãos com toda a aparência de vida e de uma beleza e nitidez de formas impressionantes pela conformação perfeitíssima.

As vestes brancas, quando apalpadas em nada diferiam do tecido deste mundo. Vê-se um crucifixo tão real como outro. A cruz é de madeira preta e o Cristo de prata luzente.

Revela um espírito agudo e inteligente. Suas palavras são curtas e de profundo conteúdo. Diz que já sabe da experiência de que tomará parte. Ele sabe que sofre com os trabalhos, mas sabe também que está cumprindo uma missão, que ele espera dar frutos.

Agora vamos tratar de dois fatos muito importantes, assistidos numa só reunião: as materializações dos Espíritos de Maria Martins, mais conhecida por “Irmã Noiva” e de Teresinha Cavalcante.

Do lado demonstrativo, visto ser de data recente um deles é invulnerável – tanto mais que foi assistido pelos próprios pais do espírito materializado e que observaram o processo da manifestação em todas as fases decorrentes- excluindo-se daí as hipóteses anímicas, alucinatórias, teleplásticas e outras que poderiam ser apontadas, pois ficou demonstrada a existência objetiva, real e probatória do fenômeno.

A sessão decorreu da seguinte forma:

Em princípios de 1946, reunidas as pessoas da família Cavalcante e os demais convidados foram realizados os trabalhos em São Paulo. A médium era Elvira Goulard.

Após a prece de abertura um perfume suave percorria o ambiente e da cabine ouvia-se o farfalhar de seda amassada e sinais tiptológicos na parede, o que foi explicado como avisos que precedem a materialização do espírito de “Irmã Noiva”.

Pouco depois um reposteiro entreabriu-se deixando passar uma mulher esbelta e graciosa, vestida de branco.

Era a corporificação perfeita, integral do espírito de Maria Martins, mais conhecida por !rmã Noiva”, que foi atentamente observada pelos assistentes, conservando-se materializado por mais de quarenta e cinco minutos.

Trajava-se de noiva. O seu vestido era alvo como a neve. Velava-lhe os braços um comprido véu. Os seus cabelos eram negros.

Além de falar, também cantou. Tocava nas mãos e nas cabeças dos presentes, aos quais permitiu que lhe examinassem o véu.

Findo o tempo, despediu-se pela última vez, elevando a Deus uma fervorosa prece que muito sensibilizou.

Finda a materialização da irmã Noiva”, deu-se , sob a ação de luz fosforescente a materialização de Teresinha Cavalcante, que saudou os seus pais presentes à sessão, abraçando-os carinhosamente.

Depois Teresinha dirigiu-se a cada um dos assistentes e cumprimentou-os. Em vista de seu pai ter manifestado o desejo de abraçá-la, examiná-la, beijá-la, estreitá-la enfim contra o seu coração, a jovem mais do que isso aquiesceu: permitiu que lhe auscultasse o pulsar do coração e ou visse nele as vibrações de saudades, como se ainda estivesse encarnada.

Teresinha permaneceu por longo tempo  materializada, cantando trechos da “Ave Maria”, de Gounot.

Depois, exortou os presentes a seguirem com firmeza a doutrina de Jesus, prodigalizando—lhes palavras de carinho.

Ao representante da imprensa ofertou um ramalhete de flores naturais, que se achava  na sala, pedindo-lhe que transmitisse estas palavras textuais:

_ Diga a toda a gente que Teresinha é imensamente feliz”!

Se fôssemos narrar todas as materializações ocorridas (milhares e milhares) necessitaríamos de vários livros.

O articulista José Sola notou que, hoje em dia, os fenômenos das materializações- acontecem em menor escala e não apresentam marcantes momentos como os que vimos no passado.

Com o tempo, esses fenômenos estejam deixando, acredita ele, deixando de acontecer, pois sua finalidade foi chamar a atenção dos incrédulos e, principalmente dos cientistas, para a comprovação da imortalidade.

Com o passar do tempo, esses fenômenos foram perdendo sua finalidade primeira, a comprovação da imortalidade, e começaram a ser utilizados de forma banal, com o propósito de satisfazer a curiosidade. Assim, em vez de eles ajudarem o desenvolvimento da Doutrina Espírita, tornavam os espíritas ociosos, desinteressados pelo estudo. Os grupos que viviam esses fenômenos passavam a se sentir privilegiados, pois viam os espíritos, conversavam com eles diretamente  e pensavam não haver a necessidade do estudo. Não generaliza; temos aqueles que fogem à regra e que fazem desses fenômenos motivos de estudo.

Com conhecimento de causa, Sola que participou com amigos de experiências de materialização que não se modificaram moralmente em nada  e que acreditavam que as transgressões que mantinham não traz infelizes consequências. É claro que não é a materialização a responsável pela negligência das pessoas, mas sim a imaturidade dos homens.

Maria Madalena Naufal

 

FONTES

 

DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA – L. Palhano Jr. – Edições Celd;

AFINAL, QUEM SOMOS? – Pedro Granja – Edição Calvário;

ESPIRITISMO E CIÊNCIA ESPECIAL – GRANDES TEMAS DO ESPIRITISMO – número 57.

              João Nunes Maia, extraordinário médium psicógrafo e grande seareiro espírita, psicografou dezenas de livros, escritos por diversos espíritos.

               O Espírito Franz Antoine Mesmer (nascido em 1734 em Constância na Alemanha e desencarnado em 1815, estudou Teologia ditou a Maia a fórmula da Pomada Vovô Pedro. Mesmer adotou o pseudônimo de Vovô Pedro por modéstia e também para evitar polêmicas inúteis. A fórmula foi ditada durante o lançamento do livro Além do Ódio, de autoria de Sinhosinho Cardoso, no Centro Espírita Campos Vergal, no Leprosário Santa Isabel, em Betim, próximo de Belo Horizonte.

               Após a fórmula ser ditada, Mesmer enfatizou a importância da gratuidade do benéfico unguento.

               Durante alguns anos a produção e distribuição da pomada ficou sob a responsabilidade da Sociedade Espírita Maria Nunes, mas com o crescimento da procura, em razão dos benefícios obtidos pelos que usavam a pomada, a SEMAN sentiu-se incompetente financeiramente para atender a grande demanda.

               Frente às dificuldades que se apresentavam, João Nunes Maia e diretores da citada sociedade reuniram-se na residência de Chico Xavier, em Uberaba.

               Colocada a aflição de não poder aumentar a produção para dar conta da procura que se avolumava, Chico, após serena meditação, deu a sábia e equilibrada orientação: “É chegada a hora de delegar. Vamos eleger casas espíritas idôneas e que tenham folha de serviços na caridade, para que a pomada não venha a faltar a quem dela necessitar”.

               A partir de então, por orientação do Plano Espiritual, e numa sequência que a necessidade recomendou, várias casas espíritas têm hoje a responsabilidade da produção e distribuição gratuita da Pomada Vovô Pedro a quem dela precise, buscando atender as várias regiões do Brasil, e mesmo a outros países, proporcionando cura, alívio, o despertamento ou renovação da fé nos seres humanos.

O Centro Espírita “Amor, Fé e Caridade”, de Osvaldo Cruz, frequentado por mim e minha família já recebeu muitos potinhos da pomada Vovô Pedro. Ela é, realmente, excelente.

 Sônia Aparecida Ferranti Tola

 FONTES

 “O REINO DE DEUS” – psicografia de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez, Editora Espírita Crista Fonte Viva;

DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA, de L. Palhano Jr – Edições Celd.

SANTA TERESINHA DE LISIEUX
Maria Francisca Teresa, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, nasceu na pequena cidade de Alençon (França) a 2 de janeiro de 1873 e desencarnou a 30 de setembro de 1897, vítima de tuberculose.
Era filha de Luís Martin e Zélia Guérin.
Teve infância muito difícil , devido à saúde frágil.
Conseguiu, aos 15 anos, autorização para entrar para o Carmelo após ter ido falar pessoalmente com o Papa.
Sua vida na Terra foi repleta de orações e sacrifícios.
Escreveu “História de Uma Alma”, que é uma obra que conta a sua vida e que é muito famosa.
Como todos os Espíritos iluminados, seja a que religião pertenceram na Terra, Teresinha é operosa.
Temos vários depoimentos sobre fatos interessantes sobre ela. Thomas Merton, famoso monge trapista, escritor e filósofo da Abadia de Getsêmani (Kentucky, Estados Unidos), considerado no seu tempo a maior figura viva do seu país, que iluminou o século XX, como Santo Agostinho iluminou o século IV. É autor de várias obras, entre elas: “Trinta Poemas”, “Um Homem no Mar Dividido”, “Figuras para um Apocalipse”, “O Exílio Termina na Glória” e “A Montanha dos Sete Patamares”.
Merton desencarnou há muitos anos.
Na obra “Águas de Siloé”, nas páginas do prólogo, ele narra um interessante caso de clarividência que envolve a nossa santinha:
“Tarde da noite. A maior parte dos cafés de Paris cerrou suas portas, baixou seus postigos, trancando-se para o lado da rua. Luzes refletem-se brilhantemente nos passeios úmidos e vazios. Um táxi para para pegar um passageiro e parte de novo e a luz vermelha da traseira desaparece ao dobrar da esquina.
O homem que acaba de apear-se segue um empregado pela porta giratória até o vestíbulo de um dos maiores hotéis de Paris. Sua mala de mão pintalga-se de etiquetas com os nomes dos hotéis de que existiam nas grandes cidades europeias antes da Segunda Guerra Mundial. Mas o homem não é um turista. Vê-se logo que é um homem de negócios e importante. Não é essa espécie de hotel procurada por meros voyageurs de commerce. Um francês, evidentemente, e caminha através do vestíbulo como um homem acostumado a hospedar-se nos melhores hotéis. Para um instante, procurando no bolso algum dinheiro miúdo e o empregado vai à sua frente até o elevador.
Sente, de súbito, o viajante que alguém está olhando para ele. É uma mulher e, para espanto seu, traz hábito de monja.
Se conhecesse algo a respeito dos hábitos usados pelas diferentes ordens religiosas, reconheceria a capa branca e o burel castanho das Carmelitas Descalças. Mas como um homem na sua posição haveria de saber alguma coisa a respeito das Carmelitas Descalças? É demasiado importante e demasiado atarefado para se preocupar com monjas e ordens religiosas… ou com igrejas a propósito, embora ocasionalmente vá à missa pró-forma.
O mais surpreendente de tudo é que a freira está sorrindo e está sorrindo para ele. É uma jovem irmã, com um brilhante e inteligente rosto de francesa, cheio de candor duma criança, cheio de bom senso e seu sorriso é um sorriso de franca e indisfarçada amizade. Instintivamente leva o viajante a mão ao chapéu, depois torna a voltar-se e dirige-se apressado à gerência, garantindo a si mesmo que não conhece freira alguma. Ao assinar o registro, não pode deixar de lançar uma olhadela para trás. A freira já fora embora.
Largando a pena, pergunta ao empregado:
_ Quem é essa freira que acaba de passar por aqui?
_ Peço-lhe perdão, cavalheiro, mas que é que o senhor diz?
_ Aquela freira… quem é, afinal? Aquela que acaba de sair e sorriu para mim?
O empregado arqueia os supercílios.
_O senhor está enganado, cavalheiro. Uma freira, num hotel, a esta hora da noite! Freiras não andam vagando pela cidade e sorrindo para homens!
_ Sei disso. E por isso mesmo gostaria que o senhor me explicasse o fato de haver uma aparecido e sorrido para mim agorinha mesmo, aqui neste vestíbulo.
O empregado encolhe os ombros.
_ O senhor foi a única pessoa que entrou ou saiu nesta última meia hora.
Não muito tempo depois, o viajante, que viu uma freira no hotel parisiense, não era mais um importante industrial francês e sabia de algo a respeito de hábitos religiosos. Na realidade usava um… Tornara-se trapista numa abadia do sul da França.
(…) O que se deve salientar nesta história é que ela é verdadeira. Aquele irmão leigo vive hoje na abadia de Aiguebelle e a razão de achar-se ali pode ser rastejada até o fato de haver entrado numa noite num hotel de Paris e ali haver visto uma freira sorrindo para ele, embora o empregado lhe afirmasse que nenhuma freira ali se achava.
Poucos dias depois vira um retrato da mesma freira na casa de uns amigos. Disseram-lhe que se chamava Santa Teresa do Menino Jesus.”
A médium brasileira Ernestina Ferreira dos Santos tornando-se espírita, ela e o esposo Ignácio fundaram no próprio lar o “Grupo Espírita Cultivadores da Verdade”, dirigida algum tempo por Serrão e depois por Inácio Bittencourt, famoso médium a quem o Espiritismo muito deve.
Foi então criado o “Pão dos Pobres”, uma forma de assistência aos pobres.
Ernestina aspirava fundar uma casa para abrigar crianças desamparadas, mas não via como realizar esse ideal, pois os que frequentavam o grupo eram pessoas modestas e pobres.
Apesar de todas as dificuldades, Teresinha de Jesus, que se comunicava por intermédio da médium, anunciou que, daquela pequena associação de Pão aos Necessitados, se desenvolveria grande Casa de Caridade, em futuro muito próximo.
Certo dia, quando já estava tudo preparado para distribuir alimentos, tecidos, roupas e até dinheiro em envelopes, alguém bateu à porta, entregando uma lista com a importância de novecentos e trinta mil réis, uma bela quantia na época. No dia seguinte ao recebimento do dinheiro, numa sessão, Teresinha de Jesus manifestou-se, dizendo: “O dinheiro que entrou à última hora é a semente para a Casa de Caridade que venho anunciando. Será para as criancinhas mais pobres que encontrardes. Trabalhai, que eu vos ajudarei”.
Foi grande a alegria de todos os participantes. Foi lavrada uma ata de fundação e os presentes inscreveram-se como sócios fundadores e foi formada uma diretoria.
Assim surgiu a Casa de “Teresa de Jesus”, modelar Instituição no Estado do Rio de Janeiro.
O nosso queridíssimo Chico Xavier também teve a sua experiência com Santa Terezinha. Respondendo a uma pergunta do ator Anselmo Duarte sobre os chamados milagres da Igreja Católica (aparições de Nossa Senhora) e sobre oportunidades dos chamados santos da Igreja Católica deixarem mensagens através da religião espírita respondeu:
“Em nossa infância, e na primeira juventude, frequentamos a Igreja Católica com o mesmo respeito com que nos dirigimos hoje a uma reunião espírita cristã, e sempre sentimos, reconhecemos, dentro da Igreja Católica, prodígios de espiritualidade, inimagináveis. Muitas vezes, principalmente nas missas da manhã, quando era possível a comunhão de vibrações espirituais de todos os crentes numa só faixa de espiritualidade, e de fé em Jesus, tivemos oportunidade de ver espíritos santificados que abençoavam as hóstias, e elas se transformavam como se fossem flores de luz, que o sacerdote oferecia na mesa da comunhão. Muitas vezes, principalmente no altar daquela que nós veneramos como sendo nossa Mãe Santíssima, vimos irradiações de luz que alcançavam toda a assembleia, do altar consagrado a Santa Teresinha de Lisieux, muitas vezes vi partirem rosas trazidas por criaturas desencarnadas, amigos e amigas católicos da cidade de Pedro Leopoldo, sem que eu pudesse explicar o fenômeno.
O Monsenhor Mello Lula escreveu que “Santa Teresinha, a mimosa flor de Lisieux, encantou o mundo com o seu sorriso angélico, embora sangrando o coração”. “Foi assim a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus! Um doce e amável sorriso brincando-lhe sempre à flor dos lábios como uma bênção luminosa e divina a pairar sobre a tristeza do mundo”.
Teresinha na sua curta vida na Terra sofreu um grande número de provações e muitas dores, no entanto conseguiu saborear com paz e alegria os frutos amargos. Os clarividentes que a veem, constatam o seu doce sorriso.
Teresinha foi beatificada em 19 de abril de 1923 em cerimônia realizada na Basílica de São Pedro em Roma. Na ocasião ocorreu um fenômeno de bilocação. O Padre Pio de Pietrelcina compareceu, sendo visto por Luiz Orione. O capuchinho estava, no entanto, na clausura, como ficou constatado depois. A santificação ocorreu dois anos depois, na mesma basílica, diante de mais de 500 mil pessoas, sendo presidida pelo Papa.Pio XI. O Padre Pio foi canonizado  no dia 16 junho de 2002 por João Paulo II.
Como todos os que amam o Cristo verdadeiramente, Teresinha continua a fazer o bem.
Maria Madalena Naufal

FONTES DE CONSULTA
DE CLÓVIS TAVARES – “MEDIUNIDADE DOS SANTOS” – INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA.
DE ANTONIO DE SOUZA LUCENA E PAULO ALVES GODOY – “PERSONAGENS DO ESPIRITISMO” – Edições FEESP.
DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (EMMANUEL) – CHICO XAVIER – “DOS HIPPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO” – FEESP.
DE MONSENHOR MELLO LULA – “O PROBLEMA DA DOR” –  EDIÇÕES PAULINAS.

MARIA PASSA NA FRENTE

Muitos estabelecimentos comerciais pregam nas suas paredes mensagens. Por esses dias fui a um e me deparei com várias, uma mais linda do que a outra. Uma me chamou mais a atenção. Intitulava-se “Maria Passa na Frente”. Pedi para a jovem que me atendeu se ela não tinha uma cópia para me dar. Tinha. Chegando em casa, tornei a ler e resolvi passar a mensagem para os leitores. A mensagem não tem assinatura do autor e nem o nome do destinatário. Ei-la:

“Caiu nas minhas mãos algum tempo atrás um jornal “ASSOCIAÇÃO MARIA PORTA DO CÉU” onde Dennis Bougene narra sua última estada na França e como ele viveu a experiência de ter de passar na alfândega com um peso muito maior ao que podia entregar. O que ele trazia era material de evangelização. Seria humanamente impossível embarcar com tanta bagagem.

Dennis contou sua preocupação ao Capelão da Basílica do Sagrado Coração de Montaigne que lhe disse:

Chegando ao aeroporto diga “MARIA PASSA NA FRENTE” e ela cuidará de tudo. Ela cuidará de todos os detalhes melhor do que você imagina. Ela é mãe, mas também é porteira. Ela abrirá o coração das pessoas e também as portas pelo caminho. É só pedir para Ela passar na frente. E continuou dizendo: “Eu mesmo faço isso milhares de vezes por dia e a Mãe indo à frente os filhos estão protegidos”.

Dennis colocou em prática imediatamente e a confiança no Senhor através da Mãe fez sumir todas as preocupações, permitindo assim, a providência acontecer.

O amigo que o acompanhava não acreditou no que estava vendo – 140 Kg de bagagem haviam sido perdoados pelo diretor da alfândega – exclamou: “Que sorte você tem!” Dennis pensou: este amigo não entendeu nada. Não foi uma questão de sorte, foi uma questão de família. Eu tenho o privilégio de ter Maria como Mãe e poder dizer Maria passa na frente para resolver o que eu sou incapaz de resolver, cuida do que não está ao meu alcance, tem poder para isso. Quem pode dizer que foi decepcionado por Ti, depois de ter te chamado.

Desde que li esta mensagem, como Dennis, comecei a utilizá-la. Tenho exclamado várias vezes ao dia em diversas situações – Maria passa na frente e resolve o que sou incapaz de resolver.

Estou lhe enviando para assumirmos juntos um exercício de fé, depositando as dificuldades nas mãos de Maria, rogo-lhe sempre “Maria passa na frente e resolve o que sou incapaz de resolver”.

Deus lhe abençoe”.

Confia imensamente em nossa mãe Maria que sempre intercede por nós junto ao seu amado filho Jesus e junto a Deus, nosso Pai adorado.

 

Sônia Aparecida Ferranti Tola.

CHICO XAVIER E A UNIFICAÇÃO

“Caro Amigo, seu desejo muito me honra, mas sinceramente a meu ver, não temos qualquer mensagem maior que o convite à divulgação e ao conhecimento da Doutrina Espírita, vivendo-a com Jesus, interpretada por Allan Kardec. Penso que, nesse sentido, deveríamos refletir em unificação, em termos de família humana, evitando os excessos de consagração das elites culturais na Doutrina Espírita, embora necessitemos sustentá-las e cultivá-las com respeitosa atenção, mas nunca em detrimento dos nossos irmãos em Humanidade, que reclamem amparo, socorro, esclarecimento e rumo. Integrar-nos na vida comunitária, vivendo-lhe as necessidades e as lutas, os problemas e as provas, com a luz do conhecimento espírita, clareando atitudes e caminhos; para nós, a meu ver, deveria ser uma obrigação das mais simples. Não consigo entender o Espiritismo, sem Jesus e sem Allan Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que os nossos princípios alcancem os fins a que se propõem. Não consigo pensar de outro modo, peço a Jesus a todos nos esclareça e abençoe.”

(Jornal Dirigente Espírita – USE-SP)

SAUDAÇÃO

BENVINDOS AO NOSSO BLOG !

A Equipe “CAMINHEIROS DA LUZ”

Edson Luís da Silva,
Sandra Marcia Saraiva
Sônia Aparecida Ferranti Tola
(Maria Madalena Naufal - in memorian)
Sandra Raquel Nicoleti

CONTATO: caminheirosdaluz@gmail.com

Osvaldo Cruz-SP

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