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O ESPIRITISMO E A IMPRENSA

O articulista Eliseu F. da Mota Júnior escreveu um artigo (RIE – agosto de 1997) dando a sua opinião e a de Kardec sobre  o assunto.Eis o resumo:

Para fazer circular as mais variadas informações pela face da Terra, o homem conta com duas fontes principais: as fontes de informações perenes e as fontes de informações perecíveis.

As fontes de informações perenes são assim denominadas exatamente porque não perecem com facilidade. Podemos lembrar entre elas os livros, os dicionários, os filmes, as enciclopédias e as outras produções dessa natureza, que são guardadas ou colecionadas pelos interessados e compõem as bibliotecas, as filmotecas, os museus e demais repositórios de informações, públicos e particulares.

As fontes perecíveis de informações devem o seu nome à rapidez com que perecem, porque, circulando aos milhares de exemplares, não seria possível guardá-las todas. Aqui entram os jornais, as revistas e outras fontes informativas integrantes da imprensa, considerada no seu mais amplo sentido.

A imprensa pode ser classificada em geral e específica. A geral busca atingir o grande público, independentemente de qualquer condição pessoal do leitor, enquanto que a específica é destinada aos profissionais de determinada área do conhecimento humano.

A imprensa espírita circula somente entre os seus adeptos e a grande imprensa não se preocupa muito com matéria espírita. Outras denominações religiosas têm publicado bastante, sem mencionar as publicações não boas.

Desse modo, acreditando que já chegou o momento de a imprensa espírita sair do seu circuito fechado e levar a nossa doutrina ao conhecimento do grande público, o autor investigou a opinião de Kardec sobre essa questão.

Segundo o codificador (1858)  a maneira pela qual se propagou o espiritismo até agora também merece atenção séria. Se a imprensa tivesse feito soar sua voz em seu favor, se o tivesse enaltecido, em uma palavra, se o mundo lhe tivesse dado ouvidos, poder-se-ia dizer que se propagou como todas as coisas  que encontram consumo em razão de uma reputação  factícia e que se deseja experimentar, quando mais não seja, por curiosidade. A imprensa , em geral, não lhe deu qualquer apôio voluntário, mas, nem todo pessoal da imprensa deve ser acusado de má vontade. Individualmente, nela conta o Espiritismo partidários sinceros.

Kardec afirma que em breve o Espiritismo será como o Magnetismo, do qual outrora se falava em voz baixa e que hoje ninguém mais teme confessar. Nenhuma ideia nova, por mais certa que seja, se implanta instantaneamente  no espírito das massas; e aquela que não encontrasse oposição seria um fenômeno inteiramente insólito.

O jornal espírita fala às pessoas convencidas, não atrai a atenção dos indiferentes.

O Espiritismo, entregue às próprias forças já deu um grande passo. Melhor ficará quando dispuser da poderosa alavanca da grande publicidade.

Os Espíritos anunciaram que os maiores adversários do Espiritismo tornar-se-ao os seus mais ardentes partidários e propagadores.

Estudando as obras espíritas vemos que isso ocorreu através do tempo.

Hoje temos muitos livros, revistas, jornais, programas espíritas, filmes, etc. A Internet também traz material espírita.

 

Maria Madalena Naufal

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Muitos defendem a pena de morte.

Para que, pergunto eu?

Fuzilamentos, cadeira elétrica, câmara de gás, para que perder tanto tempo com métodos antiquados, quando a humanidade com toda sua “evolução” condena a morte ?

Milhares de pessoas de uma só vez são liquidadas com métodos muito mais modernos e menos polêmicos. Quantas cadeira elétricas seria necessárias para competir com a fome, a miséria e as doenças que dizima milhões de criaturas sem nenhum processo criminal.

Quantas câmaras de gás deveria sr construídas para “abrigar ” todas as vitimas de um trânsito selvagem, dos abortos, dos toxicomaníacos ?

já há mortes em excesso.

Que direito tem os rotos de condenarem os esfarrapados ?

Lutemos pela vida, mesmo que de aparência primitiva, ela é vida.

“Nenhuma ovelha se perderá de meu rebanho” afirmou o Cristo em sua passagem pela terra.

A vida é a grande chance de reencontro com o Sublime Pastor.

Muitos são os enganos, inúmeros são os obstáculos. E sabedores disso, conscientes de que por muitas vezes também nos fragramos em faltas, fundamentemo-nos na teoria da reencarnação, na recuperação das almas pelas sucessivas existências para lutarmos juntos pela pena da vida.

Condenemos todos a vida. Só através dela é que retornaremos a estrada em que ontem semeamos os espinhos, para retira-los com as mesmas mãos que agora sentem a dor de suas pontas venenosas.

Pena de vida, esta é a lei. Não se cura a doenças com a destruição do doente,

Muito há que se fazer, ante os pessimistas… Vida neles já !!!

(Sonia Aparecida Ferranti Tola)

A FINALIDADE DA MENTE

Lourival Lopes escreveu Otimismo todo dia (Editora Otimismo). A obra contém belas e importantes mensagens.

Essa é uma delas:

“A mente não é feita apenas para ganhar dinheiro ou ter o gozo material.

A mente também faz isso, mas a sua maior finalidade é a criação dos valores e da paz, de tal modo que chegam a se refletir na face e a atrair simpatias e benefícios.

Ponha o poder mental a seu serviço como pessoa humana. Analise-se, adote poderosos pensamentos de ânimo, confiança no amanhã e fé no Ser Supremo. Veja-se capaz, resistente, repleto de qualidades e talentos, como uma fonte a jorrar eternamente. Não agasalhe mágoas, medos ou angústias.

O coração é o motor, mas a mente é a direção que leva você estrada acima.”

Essa é outra:

A BELEZA INTERIOR

“Você tem beleza interior.

Sinta que você tem uma beleza igual a do mais lindo arco-íris.

Veja as belas cores do seu arco-íris interno como sendo inteligência, sentimento, vida,fé e esperança, e isso fará você muito feliz.

Não extinga essas cores com a borracha da tristeza, da ilusão ou da revolta, pois que não merecem ser tratadas assim. Tal como o arco-íris que decompõem a luz e indica a posição do sol, elas são Deus dentro de você e ali estão para fazê-lo vencedor de dificuldades.

Uma linda cor é sabedoria de Deus e descanso para os olhos.”

Dei apenas dois exemplos, mas os leitores poderão procurar a obra e conhecê-la por inteiro.

 

Sônia Aparecida Ferranti Tola

Suicídio 

As consequências do suicídio são diversas e dependem do modo em que foi realizado. As causas em que foram produzidas refletem em sua consciência causando desapontamento. Para expiar essas consequências e erros, vai depender das causas cometidas de cada espirito. Uns expiarão imediatamente, outros em uma nova vida (existência), que será pior que a anterior.   É assim que após determinado tempo de reeducação, nos círculos de trabalho fronteiriços da Terra, os suicidas são habitualmente reinternados no plano carnal, em regime de hospitalização na cela física, que lhes reflete as penas e angústias na forma de enfermidades e inibições.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas e mutilações. Junto de semelhantes quadros de provação regenerativa, conseguindo ajudar e melhorar os enfermos de conformidade com os créditos morais  que atingiram ou o merecimento  de que disponham.

A vida, a memória, as experiências, sempre nos devem lições. Se pensarmos que ao deixar a vida física tudo se modifica, estamos redondamente enganados, pois tudo fica igual, não há mudanças bruscas. Tal na vida física, tudo obedece a um cronograma natural, mesmo que se fale bem dos espíritos ou se fale mal, eles sempre existirão, mas o mais desolador é que, quando estamos vestindo a indumentária carnal, achamos que tudo acaba com o tumulo. Não Lembramos ou esquecemos que vivemos para sempre, saindo de uma dimensão para outra, a caminho do progresso.

Uns julgam um castigo a vida além da morte, porque veem às voltas com suas ações, seus atos infelizes. A consciência na dimensão extrafísica, é muito mais ativa, mais crítica, julgamo-nos com serenidade. Aprendemos nessa vida de erros e acertos que o único julgamento que temos está no interior de nós mesmos.

Cavamos nosso inferno na base dos remorsos, ou nos libertamos dos liames da matéria pelos bons atos e assim, adquirimos as delicias do paraíso criado por nós mesmos.

Sandra Raquel Nicoletti

 

Ter fé escreveu Simonetti, “é guardar a certeza de que com a proteção de Deus nada é impossível àquele que se movimenta, que mobiliza suas potencialidades criadoras, em favor do objetivo desejado.

O homem de Fé verdadeira transporta montanhas, como dizia Jesus, sustentado pela certeza de que o Senhor lhe dará forças para carregar terra, pelo tempo necessário até completar a transferência desejada”.

Emmanuel também trata da fé:

“Por mais que sofras, guarda a fé em Deus e segue adiante, no caminho que a vida te deu a trilhar.

A própria natureza é um livro de confiança na Providência Divina.

O Sol continua brilhando.

Não percas o otimismo.

O trabalho é uma bênção.

Age construindo.

Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo.

Não lastimes o inevitável.

Se erraste, recomeça a empreitada de ação na qual te comprometeste.

Não te lamentes, nem reclames.

Não creias em vitória do bem, sem árduos problemas a resolver.

Aconselha-te com a paciência em qualquer dificuldade.

Convence-te de que a dor é sempre renovação para o bem.

Evita os assuntos infelizes.

Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação.

Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis.

Perdoa sempre.

Auxilia aos outros, sem a preocupação de receber o amparo alheio.

Tudo aquilo que fizermos agora, será aquilo que colheremos depois.

Ninguém conquista a láurea do aprimoramento pessoal no transcurso de apenas um dia.

Não reclames dos companheiros ainda inadaptados a entender o Amor Infinito do Cristo, asas de anjos, quando estão aprendendo a caminhar”.

Joanna de Ângelis não poderia faltar nesse pequenino tratado sobre a fé:

“Fanatismo é torpe descaracterização da fé, exteriorizando demência da faculdade de pensar.

A descrença sistemática é conflito emocional de curso largo, a inquietar o equilíbrio da razão.

O homem crê por impositivo da evolução, por hereditariedade psicológica.

Nem toda a crença é racional, passada pelo crivo do exame, mas também automática, natural, em um grande número de pessoas, pela qual se expressa.

A fé, por isso mesmo, manifesta-se de maneira natural e racional.

A primeira encontra-se ínsita no homem, enquanto a outra é adquirida através do raciocínio e da lógica.

A fé religiosa, pois, surge espontaneamente ou resulta de uma elaboração mental que os fatos confirmam.

Virtude, porquanto conquista pessoal, descortina os horizontes amplos da vida, facultando paz e estimulando à luta.

Aquisição intelectual, transforma-se em uma luz sempre acesa a conceder claridade nas circunstâncias mais complexas da vida.

Seja, porém, qual for a forma em que se manifesta a tua fé, vitaliza-a com o amor, a fim de que ela se expanda na ação do bem.

A fé é parte ativa da natureza espiritual do homem, cujo combustível deve ser mantido através da oração, da meditação frequente e do esforço por preservá-la.

Não faças experiências testes à tua fé. Ela estará presente nos momentos hábeis sem que se faça necessário submetê-la a avaliações.

Aprende a crer nos teus valores.

O homem crê por instinto, por assimilação, pela razão.

Põe a tua fé em Deus e absorve a ideia do bem, pois foste criado para uma vida feliz e saudável”.

 

Sônia Aparecida Ferranti Tola

 

FONTES

 

ATRAVESSANDO A RUA – Richard Simonetti – Instituto de Difusão Espírita;

PAZ – Francisco Cândido Xavier/Emmanuel – Cultura Espírita União;

FILHO DE DEUS – Divaldo Pereira Franco- Pelo Espírito Joanna de Ângelis – Livraria Espírita “Alvorada” – Editora.

DISCUSSÃO ESPÍRITA

Como sempre, o nosso Odilon Fernandes escreve sobre mediunidade, trazendo esclarecimentos que nos remetem a reflexões profundas.

Temos lido discussões entre espíritas e não espíritas e entre os próprios espíritas que não levam a nada. O tema controverso continua controverso. Então para que discutir.

Odilon escreveu: “Não é tarefa do médium polemizar, fomentando discussões estéreis.

Intermediário entre os dois Planos da Vida, não lhe cabe impor o seu modo de crer a quem quer que seja, mesmo porque a fé é uma conquista individual.

O médium, digamos, estaria na condição de um artista que expõe à opinião pública a sua obra de arte, sem que, na maioria das vezes, ele próprio saiba explicar os detalhes de sua concepção.

Evidentemente, o médium não deve ter a pretensão de ser acreditado por todos..

Em outras palavras, diríamos que lhe cabe fornecer “material de discussão” em torno da vida e da morte, e não envolver-se em contendas que o desviariam de sua tarefa fundamental.

Ele não deve advogar em causa própria, como se estivesse ferrenhamente interessado em defender a autoridade dos fenômenos produzidos por seu intermédio.

Se assim agisse, ele estaria, no mínimo, faltando com a humildade necessária aos medianeiros bem intencionados.

Existem médiuns que querem colocar a Doutrina a serviço de suas faculdades mediúnicas, e não o contrário como deve ser.

Fazem da mediunidade um trampolim para as suas vaidades pessoais, embora se esforcem para aparentar que são simples…

O médium, quando age com sinceridade, não receia a crítica, recebendo-a na condição do aprendiz que deseja aprimorar-se valendo-se das observações que lhe são transmitidas.

Tanto quanto possível, o médium, consciente de suas responsabilidades com o Cristo, deve esquivar-se de demonstrações públicas de seus dons medianímicos.

É lamentável o medianeiro que aceita, com frequência, aparecer em programas de televisão, quase sempre tendenciosos, na vã tentativa de convencer os que confessam incrédulos…  Lamentável porque, expondo-se ao ridículo diante das câmaras, acabam por, se possível fora, ridicularizar a doutrina, da qual se fazem despreparados divulgadores.. Referimo-nos aqui a quantos se propõem a curar nos palcos dos teatros, e não aqueles que, corajosamente, enfrentam plateias imensas para dialogar em torno da filosofia espírita, esmerando-se por difundi-la nos padrões estabelecidos pelo Codificador.

O Espiritismo, no momento justo, triunfará, mais pelo exemplo do que pelas palavras de seus profitentes.

É em silêncio que a Doutrina tem se propagado de forma extraordinária!

A Verdade não precisa de estardalhaços para se estabelecer.

Que o médium, portanto, não se melindre, quando o seu trabalho for questionado.

Persevere na tarefa a que se consagra porque, se estiver com a razão, o tempo se encarregará de calar os seus opositores e a própria obra que executa haverá de sustentá-lo.

O médium sem cobertura doutrinária ou sem a retaguarda de um serviço assistencial que possa garanti-lo, dificilmente se desincumbe do seu dever com o
êxito desejado.

Em suas atividades “domésticas”, ou seja, no próprio grupo a que se encontra vinculado, o médium poderá fazer muito pela Causa que abraçou sem que necessite entristecer-se porque não pode fazer mais…

Que ele trate de fortalecer-se para as futuras tarefas, dentro do quadro das encarnações porvindouras quando, então, dependendo hoje do seu desempenho nas pequeninas tarefas, será naturalmente chamado a obrigações de maior envergadura espiritual”.

Os esclarecimentos, conselhos e advertências de Odilon devem ser levadas em conta por todos os espíritas, médiuns ostensivos ou não e pelos que se preparam para trabalhar em mesas mediúnicas. Existem, aliás, cursos de preparação mediúnica, tanto na Terra, como no plano espiritual. Como exemplo de curso desse tipo na Terra, cito o COEM (Centro de Orientação e Educação Mediúnica), e, no Mundo espiritual, o Liceu da Mediunidade, coordenado pelo Dr. Odilon, que conta com a colaboração de inúmeros instrutores da Vida Maior.

O COEM que eu e Madalena fizemos foi iniciado com quarenta alunos, mas terminou com apenas vinte, e desses nem todos perseveraram na prática mediúnica.

O médium para bem servir aos seus semelhantes deve sentir a necessidade de estudar para conhecer e de confiar para servir.

 

Sônia Aparecida Ferranti Tola

 

FONTES

 

               MEDIUNIDADE E CAMINHO – Odilon Fernandes, psicografia de Carlos A. Baccelli –Instituto de Difusão Espírita;

LJICEU DA MEDIUNIDADE – Paulino Garcia, psicografia de Carlos A. Baccelli – Editora e Gráfica Vitória.

Muitos seres humanos assumem compromissos perante a Espiritualidade antes de reencarnar, mas cumprem apenas em parte ou, simplesmente, não cumprem. Podemos citar alguns exemplos: um casal vem com o compromisso de ter um determinado número de filhos, mas para após dois ou três, alegando muitos problemas. As trompas são seccionadas e amarradas, deixando a mulher estéril. O caminho dos nascimentos é, portanto, fechado. O casal sente alívio. A decisão faz os benfeitores espirituais lamentarem, pois muito trabalho lhes custou junto ao casal, que adia para futuro incerto experiências absolutamente necessárias à própria edificação.

Outro grave problema para os humanos é o da mediunidade perdida. A mediunidade, que alguns enxergam como privilégio, nada mais é do que instrumento de trabalho, que deve ser usado muito bem. Orando, vigiando e dotado de boa vontade, o médium pode fazer muito por si mesmo e pelo próximo. Muitos levam uma existência sacrificial para cumprir a sua missão na Terra. Esquecem-se de si mesmos para servir com abnegação, humildade e amor. Temos muitos exemplos do bom uso da mediunidade, tanto no Espiritismo como fora dele, pois ela  aparece no seio de todas as outras religiões, no de todas as camadas sociais, entre ricos e entre pobres, entre crentes e descrentes, entre letrados e iletrados.. A mediunidade não depende do Espiritismo, mas ele a usa porque é um meio de comunicação; ela serve para que duas esferas, ou se preferirem, dois mundos se comuniquem entre si: o mundo ou esfera material habitado por nós e o mundo ou esfera espiritual habitado pelos espíritos.

É errado supor que o Espiritismo inventou a mediunidade, A mediunidade sempre existiu, uma vez que sempre existiram as duas esferas.

Como sabemos, as pessoas que usam a mediunidade chamam-se médiuns.

O conhecimento espírita é muito importante, tanto para médiuns ostensivos, como para os outros (em muitos a mediunidade é quase imperceptível) . No dizer do nosso grande escritor Richard Simonetti “O conhecimento espírita é bênção de esclarecimento e orientação, amenizando as agruras da jornada humana e estimulando-nos à movimentação pelo solo da fraternidade, onde colhemos abençoadas flores de Esperança e frutos dadivosos de trabalho enobrecedor.

Mas representa, também, intransferível acréscimo de responsabilidade no campo do aprimoramento individual, partindo do princípio evangélico de que muito será solicitado àquele que muito recebeu”.

Todos temos fraquezas no nosso atual grau evolutivo, mas temos que nos esforçar para combatê-las. A gula, a sexolatria, o uso do fumo, do álcool, das drogas, a irritação, a maledicência e demais desregramentos só trazem para nós consequências  drásticas, como, por exemplos, o tormento e a dor.

Os caminhos do aprimoramento espiritual não são fáceis. Sabemos disso. Mas sabemos também que temos que trilhá-los para construir uma existência melhor e nos tornar-mos, realmente, discípulos do Mestre querido.

Joanna de Ângelis traz o seu contributo para o assunto, esclarecendo:

“Mais difundido o exercício da mediunidade através das comunicações dos desencarnados com os encarnados, tal faculdade se faz a porta por meio da qual se abrem os horizontes da imortalidade, propiciando amplas possibilidades para positivar a indestrutibilidade da vida, não obstante o desgaste da transitória indumentária fisiológica.

Natural, aparece espontaneamente, mediante constrição segura, na qual os desencarnados de tal ou qual estágio evolutivo convocam a necessária observância de suas leis, conduzindo o instrumento mediúnico a precioso labor por cujos serviços adquire vasto patrimônio de equilíbrio e iluminação, resgatando, simultaneamente, os compromissos negativos a que se encontra enleado desde vidas anteriores.

Outras vezes surge, como impositivo provacional mediante o qual é possível mais ampla libertação do próprio médium, que, em dilatando o exercício da nobilitação a que se dedica, granjeia consideração a títulos de benemerência que lhe conferem paz.

Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.

Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia. Por isso, sendo um inato recurso do espírito, reponta em qualquer meio e em todo indivíduo, aprimorando-se ou se convertendo em motivo de perturbação ou enfermidade, de acordo com a direção que se lhe dê.

Em todos os tempos a mediunidade revelou ao homem a existência do Mundo Espiritual, donde todos procedemos e para onde, após o fenômeno da morte, todos retornamos.

Nos períodos mais primitivos da cultura ética da Humanidade, a mediunidade exerceu preponderante influência, porquanto, através dos sensitivos, nominados como feiticeiros. Magos, adivinhos e mais tarde oráculos, pítons, taumaturgos, todos médiuns, contribuindo decisivamente na formação do clã, da tribo ou da comunidade em desenvolvimento, revelando preciosas lições que fomentavam o crescimento do grupo social, impulsionando-o na direção do progresso.

Nem sempre, porém, eram bons os Espíritos que produziam os fenômenos, o que redundava, por sua vez, demorados estágios na barbárie do primitivismo dos que lhes prestavam culto…

À medida que os conceitos culturais e éticos evoluíam, a mediunidade experimentou diferente compreensão.

Nos círculos mais adiantados das civilizações orientais e logo depois greco-romana, a faculdade mediúnica lobrigou relevante projeção, merecendo considerável destaque nas diversas comunidades do passado.

No entanto com Jesus, o Excelso Médium de Deus, que favoreceu largamente o intercâmbio entre os dois mundos em litígio: o espiritual e o matéria, foi que a mediunidade recebeu o selo da mansidão e a diretriz do amor, a fim de se transformar em luminosa ponte, através da qual passaram a transitar os viandantes do corpo na direção da Vida abundante e os Imortais retornando à Terra, em abundante permuta de informações preciosas e inspiração sublime”.

O Cristianismo nos seus primeiros séculos se fez um hino de respeito e exaltação à imortalidade. Os vários discípulos, encarregados de reacenderem as claridades da fé, tornaram a mediunidade um fonte inesgotável que supria a sede tormentosa dos séculos, trazendo a “água viva” da Espiritualidade enquanto ardia o fogo da inquietação e do despotismo destruindo esperanças e pervertendo ideais.

Os médiuns passaram por duro cativeiro, então, e foram perseguidos (com raras exceções). Os perseguidores foram motivados por ignorância ou má fé.

Hoje a mediunidade, graças ao Espiritismo, abandonou as ficções, os florilégios do sobrenatural e do miraculoso, recebendo das modernas ciências psíquicas, psicológicas e também parapsicológicas o respeito e o estudo que lhes aumentam os meios, contribuindo com valiosos recursos de que a Psiquiatria e outros ramos podem usar para solucionar problemas de toda ordem que afligem a nossa sociedade.

Exercitemos a mediunidade com Jesus, em nome da caridade, convertendo-nos em verdadeiros celeiros de bênçãos.

Jamais devemos abandonar os compromissos assumidos com a Espiritualidade Maior.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

FONTES

ESTUDOS ESPÍRITAS – pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco – FEB;

O ESPIRITISMO APLICADO – Eliseu Rigonatti – Editora Pensamento;

ATRAVESSANDO A RUA – Richard Simonetti – Instituto de Difusão Espírita.

A CASA DO CORAÇÃO

Clóvis Tavares, grande autor e tradutor brasileiro, deixou-nos belíssimas páginas, que muito nos ensinam e nos fazem refletir.

Na sua obra “DE JESUS PARA OS QUE SOFREM” (IDE) a dedicatória chamou a minha atenção:

“Estas páginas singelas são dedicadas aos que sofrem e confiam no Divino Poder que nos rege e também aos que sofrem e ainda não conhecem O SENHOR.

               Que ELE nos abençoe!”

A crônica cujo nome aparece acima mostra que Espíritos Sábios e Benevolentes ou filósofos do nosso planeta, altas vozes das antiquíssimas culturas do mundo ou singelas expressões da sabedoria do povo, tanto quanto o espírito e a essência dos ensinos do evangelho, tudo e todos nos falam que nossos sentimentos e emoções são instáveis.

Essa instabilidade é sinal da nossa imperfeição, testemunho claro de nossa imaturidade espiritual.

No Evangelho de Marcos, 9:24 lemos a tragédia de um pobre coração paterno, a pedir em lágrimas a Jesus: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade!” E Jesus ajudou. Essa tragédia é também nossa e não poucas vezes.

É muito triste, mas é assim: somos e não somos, cremos e não cremos, amamos e não amamos, numa dolorosa ou apática antimonia de nossa alma.

É aquela “personalidade oscilante” de que nos fala Pietro Ubaldi, grande escritor ítalo-brasileiro, autor de vários livros (entre eles A Grande Síntese), ao estudar esse instável desequilíbrio de nossa natureza psíquica.

Agimos, sentimos, criamos hábitos e forjamos caracteres- conduzindo-nos a destinos felizes ou infelizes- tipificam aquela verdadeira reação em cadeia das lições do grande Sidarta Gautama (século VI),  Buda, o Iluminado.

Essas imponderáveis forças da alma são filhas dos milenários e desconhecidos impulsos da subconsciência, a emergirem dos porões – as mais das vezes verdadeiramente infernais – do nosso remotíssimo passado.

Considerando essa fenda de nossa vida espiritual, nossos sábios instrutores, em todos os tempos, têm assinalado a necessidade de buscarmos o equilíbrio do coração e o discernimento do espírito.

Isto quer dizer que temos urgência de promovermos ou apressarmos, voluntária e conscientemente nosso processo de maturação psíquica. Como se, com o espírito lúcido, tomássemos o volante de nossa própria evolução, atendendo aos sinais vermelhos ou verdes da estrada da vida.

Isso seria, segundo um benfeitor espiritual – evolução dirigida. É a sábia lição de Kelvin Van Dine: “Expressa o máximo escopo da existência a evolução espiritual que desponta da vivência evangélica. Evolução dirigida, porquanto a lida cotidiana pode transitar sob os ensinamentos de Jesus, ao modo de carro em rodovia tecnicamente edificada, Para evitar acidentes e atropelos, basta obedecer aos sinais estabelecidos.” – Técnica de viver, psicografada por Waldo Vieira- Ed. CEC.

O importante é vencer os estágios de desequilíbrio, num máximo esforço de concordância com as normas da Lei Divina.

O desconcerto da vida interior- fase de desequilíbrio, nos leva ao sofrimento retificador, moral ou mesmo físico. Isso se passa em nosso mundo psíquico é também verdadeiro em todos os segmentos da vida na face da Terra: no ambiente familiar ou religioso, nas estruturas políticas, sociais ou econômicas.

Todos os desequilíbrios que atingem a balança da retidão interna, são, sem dúvida alguma, geratrizes de sofrimento – sempre saneadores – mas muito amargos, São eles: excessos de toda ordem, condutas sinuosas, ciladas ou ardis em busca de bastardos prazeres, corrupções, ofensas à dignidade alheia, etc.

Em Lucas, 2: 19 lemos: “Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração.” À sua semelhança, embora noutro sentido – não de doces lembranças, mas de cuidada vigilância – pensemos nessas coisas, meditando-as em nossos corações.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

A AGRICULTURA

Todos os setores de produção e atividades de um país são de suma importância. Não podemos excluir nenhum.

Temos observado que há um que jamais poderia ser negligenciado. Referimo-nos à agricultura.

Os lavradores trabalham muito. Estão cansados com o trabalho não compensatório. Gastam mais do que ganham e, por isso têm que recorrer a empréstimos. Muitas vezes os atravessadores, que não fazem o trabalho pesado, não pagam direito.

Os custos do material jogado na terra para fazê-la produzir, é muito grande. Colheitas e mais colheitas se perdem por falta de chuva ou excesso.

Muitos agricultores estão desistindo de suas lavouras, por causa da falta de ajuda, por falta de incentivo.

Vocês já pensaram se começar a faltar alimentos?

Sem eles não sobreviveremos. É morte certa.

Conclamamos a todos os agricultores a deixarem de ser inocentes úteis e se unirem para uma causa comum: uma grande produção, com lucros viáveis.

Diz um velho ditado “que a união faz a força”. Busquemos, portanto, a união para ter a força.

Tão sofrida quanto a agricultura é a pecuária. Por isso deve buscar os mesmos caminhos que ela.

 

Maria Madalena Naufal

DECÁLOGO DA DESOBSESSÃO

A IDE Editora reuniu 37 mensagens de 11 obras de André Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier, publicando-as em uma obra que foi denominada “Meditações Diárias”. Entre essas mensagens há uma que recebeu o título de Decálogo da desobsessão. Vamos a ela:

Não permita que ressentimento ou azedume lhe penetrem o coração.

Abençoe quantos lhe censuram a estrada sem criticar a ninguém.

Jamais obrigue essa ou aquela pessoa a lhe partilhar os pontos de vista.

Habitue-se a esperar pela realização dos seus ideais, trabalhando e construindo para o bem de todos.

Abstenha-se de sobrecarregar os seus problemas com o peso inútil da ansiedade.

Cesse todas as queixas ou procure reduzi-las ao mínimo.

Louve, – mas louve com sinceridade, – o merecimento dos outros.

Conserve o otimismo e o desprendimento da posse.

Nunca se sinta incapaz de estudar e aprender, sejam quais forem as circunstâncias.

Esqueçamo-nos para servir”.

O texto é curto, mas os seus ensinamentos são de alto valor para nós. Mesmo que ainda não consigamos cumprir todo o decálogo, procuremos, ao menos, tentar. A reforma íntima não deve conhecer tréguas. Devemos caminhar sempre para a frente e para o alto. Diz um ditado popular “o pouco com Deus é muito”. Que cada um dê de si o que pode. Um dia poderá muito. Afinal é da Lei Divina que o progresso ocorra. O importante é caminhar e nunca estacionar, como se a vida que o Pai nos deu não tem nenhum valor. Ela deve ser usada para o bem nosso e do nosso próximo. Vida digna, operosa, mesmo que ainda sejamos portadores de muitos defeitos.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

SAUDAÇÃO

BENVINDOS AO NOSSO BLOG !

A Equipe “CAMINHEIROS DA LUZ”

Edson Luís da Silva,
Sandra Marcia Saraiva
Sônia Aparecida Ferranti Tola
(Maria Madalena Naufal - in memorian)
Sandra Raquel Nicoleti

CONTATO: caminheirosdaluz@gmail.com

Osvaldo Cruz-SP

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