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UMA REALEZA TERRENA

Disse Jesus: “Meu reino não é deste mundo”.

Uma rainha de França comentando o assunto no ESSE, afirmou que ninguém poderia compreender melhor a verdade das palavras de Nosso Senhor:

_ O orgulho  me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar ao Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive que ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh!, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

Para preparar um lugar nesse reino são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh!, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois, o caminho através de espinhos e abrolhos, e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se fossem os guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes podem abrir as portas dessa morada.

Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra. Não o esqueçais!”

A rainha não se identificou, mas a instrução que nos deixou é muito valiosa.

Maria Madalena Naufal (in memorian)

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A obsessão é tema de grande interesse por parte dos estudiosos espíritas. O Codificador a aborda em muitos capítulos de suas obras. Autores encarnados e desencarnados também se ocupam dela, fazendo comentários e exemplificando. Entre os médiuns destaco Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e Yvonne do Amaral Pereira.

As formas de obsessão são inúmeras. Para facilitar o seu entendimento, o articulista Francisco de Carvalho agrupou-as e as nomeou de acordo com os fatos que as geram. São elas:

TIPO 1OBSESSOR MORADOR – O desencarnado continua vivendo na mesma casa em que habitava ou no mesmo local que frequentava, quando estava encarnado. Em alguns casos , ele se limita a assustar os moradores ou frequentadores. Em outros, tenta expulsá-los. Noutros, nada faz. Quando encontra, no local, a matéria-prima indispensável – o ectoplasma, fornecido por algum encarnado é que, utilizando-se dele, torna-se habitante das famosas “casas mal assombradas”.

TIPO 2 – OBSESSOR ATRAÍDO – CASO A – O desencarnado é, fortemente, atraído pelas vibrações semelhantes às suas, emitidas por um encarnado, com o qual, normalmente nunca tivera vínculos anteriores. O espírito passa a viver junto daquele encarnado, com a finalidade de usufruir das energias das quais ele tanto gosta e que o encarnado fornece, em profusão. O triste exemplo clássico é o do alcoólatra, no qual o obsessor chega a proteger a vida do seu obsediado, para não perder aquela fonte de prazeres.

TIPO 3 – OBSESSOR ATRAÍDO – CASO B – O desencarnado é, fortemente, atraído por vibrações compatíveis com as suas em um determinado local (casa, escritório, etc), onde passa a viver, com a finalidade de usufruir das energias ali encontradas, em abundância. As pessoas que moram ou frequentam aquele local, forçosamente, receberão suas influências negativas.

OBSERVAÇÃO – Nos tipos 2 e 3, o fato gerador é o mesmo: atração de energias humanas semelhantes. No tipo 2, essas são fornecidas por um encarnado; no tipo 3, por vários encarnados que moram ou frequentam um determinado local. Existem, ainda, casos verdadeiramente escabrosos, como o daqueles desencarnados, tão animalizados, que vivem nos matadouros, sorvendo as energias emanadas pelo sangue dos animais abatidos.

TIPO 4 – OBSESSOR POR AMOR – CASO A – O recém desencarnado passa a viver junto de um ente querido encarnado. O motivo é que não consegue viver longe daquela pessoa amada.

TIPO 5 – OBSESSOR POR AMOR – CASO B – Desta vez é o encarnado que não suporta a ausência do ente querido recém-desencarnado. Sente tanta falta, pensa tanto e tão fortemente no amado falecido, que acaba atraindo-o para junto de si.

TIPO 6 – OBSESSOR POR AMOR – CASO C – O desencarnado fica muito aflito e preocupado com um problema que atinge um ente querido encarnado. Com a melhor das intenções, ele passa a viver junto daquele encarnado, para “ajudá-lo”.

OBSERVAÇÃO – Nos tipos 4,5 e 6, o fato gerador é o mesmo: amor. Nos tipos 4 e 6, a iniciativa e a intenção de viver junto do encarnado querido é do desencarnado. No tipo 5, o causador involuntário e inconsciente é o encarnado.

               TIPO 7 – OBSESSOR ESCRAVO – O desencarnado é prisioneiro de um encarnado que manipula a mediunidade; cumpre, fielmente as ordens de seu senhor, fazendo o bem ou o mal (conforme lhe seja mandado) a outros encarnados. É o caso típico de “soldado-mandado”.

               TIPO 8 – OBSESSOR – EMPREITEIRO AUTÔNOMO – O desencarnado continua apegado, desesperadamente, a comidas e bebidas, das quais sente muita falta, mas não pode conseguir. Em troca daqueles prazeres tão avidamente desejados, dos quais sorve apenas as sutis energias emanadas, executa tarefas (boas ou más) junto a encarnados que os contratam.

OBSERVAÇÃO – Os tipos 7 e 8 são de obsessores que atuam em obediência às ordens dos seus senhores encarnados. Isto é um atenuante para os do tipo 7 e um agravante para os do tipo 8.

TIPO 9 – OBSESSOR SOLDADO DO MAL – É um idealista tresloucado. Acredita piamente, que o seu dever é combater, sem tréguas, o bem e os seus praticantes. Dedica-se a perseguir obreiros do bem encarnados não necessariamente para fazer-lhes mal, mas para tentar desviá-los das atividades nobilitantes. São extremamente inteligentes, sutis e ardilosos. Sempre atuam nas fraquezas morais das suas vítimas diretas e indiretas.

TIPO 10 – OBSESSOR VINGATIVO – Por motivos óbvios, é o tipo mais terrível e cruel. O desencarnado ainda sente as enormes e profundas dores provocadas – em vidas passadas – por aquele que está agora encarnado. Dedica-se, com tenacidade e perseverança, a perseguir e prejudicar aquele encarnado, movido por vingança e ódio mortais”.

A ESCRITURA DO EVANGELHO

Humberto de Campos, o Irmão X, escreve obras espíritas estupendas. Entre elas “Luz Acima”, psicografada por Francisco Cândido Xavier (FEB).

Os textos apresentados são interessantes e trazem ensinamentos sublimes.

Não sei se Humberto de Campos consultou os registros akáshicos ou escreveu por inspiração.

Jesus costumava dialogar com os Seus Apóstolos. Desses diálogos podemos extrair orientações para a nossa vida.

O capítulo 45, denominado A Escritura do Evangelho, é muito elucidativo:

“Quando Jesus recomendou a pregação da Boa Nova, em diversos rumos, reuniu-se o pequeno colégio apostólico, em torno dEle, na humilde residência de Pedro, onde choveram as perguntas no inquérito afetuoso.

_ Mestre – disse Filipe, ponderado -, se os maus nos impedirem os passos, que faremos? Caber-nos-á recurso à autoridade punitiva?

_ Nossa missão – replicou Jesus, pensativo – destina-se a converter maldade em bondade, sombra em luz. Ainda que semelhante transformação nos custe sacrifício e tempo, o programa não pode ser outro.

_ Mas… obtemperou Tomé – e se formos atacados por criminosos?

_ Mesmo assim – confirmou o Cristo -, nosso ministério é de redenção, perdoando e amando sempre. Persistindo no bem, atingiremos a vitória final.

_ Senhor – objetou Tiago, filho de Alfeu -, se interpelados pelos fariseus, amantes da Lei, que diretrizes tomaremos? São eles depositários de sagrados textos, com que justificam habilmente a orgulhosa conduta que adotam. São arguciosos e discutidores. Dizem-se herdeiros dos profetas. Como agir, se o Novo Reino determina a fraternidade, isenta da tirania?

_ Ainda aí – explicou o Messias Nazareno – cabe-nos testemunhar as ideias novas. Consagraremos a Lei de Moisés com o nosso respeito. Contudo, renovar-lhe-emos o sentido sublime, tal qual a semente que se desdobra em frutos abençoados. A justiça constituirá a raiz de nosso trabalho terrestre. Todavia, só o espírito de sacrifício garantir-nos-á a colheita.

Verificando-se ligeira pausa, Tadeu, que se impressionara vivamente com a resposta, acrescentou:

_ E se os casuístas nos confundirem?

_ Rogaremos a inspiração divina para a nossa expressão humana.

_ Mas, que sucederá se o nosso entendimento permanecer obscuro, a ponto de não conseguirmos registrar o socorro do Alto? – Insistiu o apóstolo.

Esclareceu Jesus, sorridente:

_ Será então necessário purificar o vaso do coração, esperando a claridade de cima.

Nesse ponto, André interferiu, perguntando:

_ Mestre, em nossa pregação, chamaremos indistintamente as criaturas?

_ Ajudaremos a todos, sem exigências – respondeu o Salvador, com significativa inflexão na voz.

_ Senhor – interrogou Simão precavido -, temos boa-vontade, mas somos também fracos pecadores. E se cairmos na estrada? E se, muitas vezes, ouvirmos as sugestões do mal, despertando, depois, nas teias do remorso?

_ Pedro – retrucou o Divino Amigo -, levantar e prosseguir é o remédio.

_ No entanto – teimou o pescador -, e se a nossa queda for tão desastrosa que impossibilite o reerguimento imediato?

_ Rearticularemos os braços desconjuntados, remendaremos o coração em frangalhos e louvaremos o Pai pelas proveitosas lições que houvermos recolhido, seguindo adiante…

_ E se os demônios nos atacarem? – interrogou João, de olhos límpidos.

_ Atraí-los-emos à glória do trabalho pacífico.

_ Se nos odiarem e perseguirem? – comentou Tiago, filho de Zebedeu.

_ Serão amparados por nós, no asilo do amor e da oração.

_ E se esses inimigos poderosos e inteligentes nos destruírem? – inquiriu o filho de Kerioth.

_ O espírito é imortal – elucidou Jesus, calmamente – e a justiça enraíza-se em toda a parte.

Foi então que Levi, homem prático e habituado à estatística, observou, prudente:

_ Senhor, o fariseu lê o Torá, baseando-se nas suas instruções; o saduceu possui rolos preciosos a que recorre na propaganda dos princípios que abraça; o gentio, sustentando as suas escolas, conta com milhares de pergaminhos, arquivando pensamentos e convicções dos filósofos gregos e persas, egípcios e romanos… E nós? A que documentos recorreremos? Que material mobilizaremos para ensinar em nome do Pai Sábio e Misericordioso?!…

O Mestre meditou longamente e falou:

_ Usaremos a palavra, quando for necessário, sabendo porém que o verbo degradado estabelece o domínio das perturbações e das trevas. Valer-nos-emos dos caracteres escritos na extensão do Reino do Céu. No entanto, não ignoraremos que as praças do mundo exibem numerosos escribas de túnicas compridas, cujo pensamento escuro fortalece o império da incompreensão e da sombra. Utilizaremos, pois, todos os recursos humanos, no apostolado, entendendo contudo, que o material precioso de exposição da Boa Nova reside em nós mesmos. O próximo consultará a mensagem do Pai em nossa própria vida, através de nossos atos e palavras, resoluções e atitudes…

Pousando a destra no peito, acentuou:

_ A escritura divina do Evangelho é o próprio coração do discípulo.

Os doze companheiros entreolharam-se, admirados, e o silêncio caiu entre eles, enquanto as água cristalinas, não longe, refletiam o céu imensamente azul, cortado de brisas vespertinas que anunciavam as primeiras visões da noite…”

A frase mais impressionante e que resume todo o capítulo é “A escritura divina do Evangelho é o próprio coração do discípulo”. Abramos, portanto, o nosso coração e recolhamos nele as palavras do Divino Amigo, Mestre Incomparável, sabendo que são também para nós.

 

Maria Madalena Naufal

A CASA DO CORAÇÃO

Clóvis Tavares, grande autor e tradutor brasileiro, deixou-nos belíssimas páginas, que muito nos ensinam e nos fazem refletir.

Na sua obra “DE JESUS PARA OS QUE SOFREM” (IDE) a dedicatória chamou a minha atenção:

“Estas páginas singelas são dedicadas aos que sofrem e confiam no Divino Poder que nos rege e também aos que sofrem e ainda não conhecem O SENHOR.

               Que ELE nos abençoe!”

A crônica cujo nome aparece acima mostra que Espíritos Sábios e Benevolentes ou filósofos do nosso planeta, altas vozes das antiquíssimas culturas do mundo ou singelas expressões da sabedoria do povo, tanto quanto o espírito e a essência dos ensinos do evangelho, tudo e todos nos falam que nossos sentimentos e emoções são instáveis.

Essa instabilidade é sinal da nossa imperfeição, testemunho claro de nossa imaturidade espiritual.

No Evangelho de Marcos, 9:24 lemos a tragédia de um pobre coração paterno, a pedir em lágrimas a Jesus: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade!” E Jesus ajudou. Essa tragédia é também nossa e não poucas vezes.

É muito triste, mas é assim: somos e não somos, cremos e não cremos, amamos e não amamos, numa dolorosa ou apática antimonia de nossa alma.

É aquela “personalidade oscilante” de que nos fala Pietro Ubaldi, grande escritor ítalo-brasileiro, autor de vários livros (entre eles A Grande Síntese), ao estudar esse instável desequilíbrio de nossa natureza psíquica.

Agimos, sentimos, criamos hábitos e forjamos caracteres- conduzindo-nos a destinos felizes ou infelizes- tipificam aquela verdadeira reação em cadeia das lições do grande Sidarta Gautama (século VI),  Buda, o Iluminado.

Essas imponderáveis forças da alma são filhas dos milenários e desconhecidos impulsos da subconsciência, a emergirem dos porões – as mais das vezes verdadeiramente infernais – do nosso remotíssimo passado.

Considerando essa fenda de nossa vida espiritual, nossos sábios instrutores, em todos os tempos, têm assinalado a necessidade de buscarmos o equilíbrio do coração e o discernimento do espírito.

Isto quer dizer que temos urgência de promovermos ou apressarmos, voluntária e conscientemente nosso processo de maturação psíquica. Como se, com o espírito lúcido, tomássemos o volante de nossa própria evolução, atendendo aos sinais vermelhos ou verdes da estrada da vida.

Isso seria, segundo um benfeitor espiritual – evolução dirigida. É a sábia lição de Kelvin Van Dine: “Expressa o máximo escopo da existência a evolução espiritual que desponta da vivência evangélica. Evolução dirigida, porquanto a lida cotidiana pode transitar sob os ensinamentos de Jesus, ao modo de carro em rodovia tecnicamente edificada, Para evitar acidentes e atropelos, basta obedecer aos sinais estabelecidos.” – Técnica de viver, psicografada por Waldo Vieira- Ed. CEC.

O importante é vencer os estágios de desequilíbrio, num máximo esforço de concordância com as normas da Lei Divina.

O desconcerto da vida interior- fase de desequilíbrio, nos leva ao sofrimento retificador, moral ou mesmo físico. Isso se passa em nosso mundo psíquico é também verdadeiro em todos os segmentos da vida na face da Terra: no ambiente familiar ou religioso, nas estruturas políticas, sociais ou econômicas.

Todos os desequilíbrios que atingem a balança da retidão interna, são, sem dúvida alguma, geratrizes de sofrimento – sempre saneadores – mas muito amargos, São eles: excessos de toda ordem, condutas sinuosas, ciladas ou ardis em busca de bastardos prazeres, corrupções, ofensas à dignidade alheia, etc.

Em Lucas, 2: 19 lemos: “Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração.” À sua semelhança, embora noutro sentido – não de doces lembranças, mas de cuidada vigilância – pensemos nessas coisas, meditando-as em nossos corações.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

O CRIMINOSO E O CRIME

               Pedro de Camargo (Vinícius) foi um dos espíritas mais atuantes que o Brasil e o mundo conheceram. Destacou-se como educador, jornalista, radialista, escritor e pregador.

Entre os seus escritos encontramos muitas páginas dedicadas à educação. Todas são muito importantes, mas vamos destacar o capítulo “O Criminoso e o Crime”, que traz esclarecimentos sobre o assunto tão pouco tratado.

“No conceito que geralmente se faz do mal, sob seus vários aspectos, confunde-se o mal, propriamente dito, com aquele que o pratica. Dessa lamentável confusão, advêm não pequenos erros de apreciação, quanto à maneira eficiente de combater-se o mal.

Para bem agirmos em prol do saneamento moral, precisamos partir deste princípio: o crime não é o criminoso, o vício não é o viciado, o pecado não é o pecador, do mesmo modo e pelo mesmo critério que o doente não é a doença. Assim como se combatem as enfermidades e não os enfermos, assim também devem combater o crime, o vício e o pecado, e não o criminoso, o viciado e o pecador.

O mal não é intrínseco no indivíduo, não faz parte da natureza íntima do Espírito; é, antes, uma anomalia, como o são as enfermidades. O bem, tal como a saúde, é o estado natural, é a condição visceralmente inerente ao espírito. Um corpo doente constitui um caso de desequilíbrio, precisamente como um espírito transviado, rebelde, viciado, ou criminoso.

Há tantas variedades de distúrbios psíquicos quantas de distúrbios físicos, aos quais a medicina rubrica com variadíssimas denominações. A origem do mal, quer no corpo, quer no espírito, é a mesma: infração das leis de higiene.

O homem frauda essa lei por ignorância, por fraqueza, e, finalmente, pelo impulso de certas paixões que o dominam. Não devemos votá-lo ao desprezo por isso, nem, muito menos, malsiná-lo como réprobo, pois, em tal caso, se justificaria tratar-se de igual modo os enfermos.

Aliás, em épocas felizmente remotas, se procedeu assim com relação aos enfermos de moléstias infecciosas. Esses infelizes eram tido como vítimas da cólera divina e, por isso, perseguidos desapiedadamente pela sociedade.

A ignorância torna os homens capazes de todas as insânias. Pois é esta mesma ignorância, com referência aos transviados da senda nobre da vida, que gera a repulsa e mesmo o ódio contra os delinquentes. Os velhos códigos humanos, assim civis que religiosos, foram vazados nos moldes dessa confusão entre o ato delituoso e o seu agente.

Quando Jesus preconizou o – amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos fazem mal – não proclamou somente um preceito altamente humanitário, proferiu uma sentença profundamente pedagógica e sábia. A benevolência, contrastando com a agressão, é o único processo educativo capaz de corrigir e regenerar o pecador.

Cumpre notar, e o declaramos com toda a ênfase, que nada tem esta doutrina de comum com o sentimentalismo piegas, estéril e, às vezes, prejudicial. Trata-se de repor as coisas nos seus lugares.

Para varrer-se o mal da face da Terra, é preciso que se apliquem métodos naturais, conducentes a esse objetivo. O método natural é a educação do espírito. Com o velho sistema de castigar, ou eliminar as vítimas do crime e do vício, nada se logrará de positivo, conforme os fatos atestam eloquentemente.

A medicina jamais pensou na eliminação dos enfermos; toda a sua preocupação está em curar as doenças. Pois o processo deve ser o mesmo em se tratando dos distúrbios que afetam o moral dos indivíduos.

Felizmente, os primeiros pródromos de uma reforma radical neste sentido já se observam nos meios mais avançados. O único castigo capaz de produzir efeito na regeneração dos culpados é o que se traduz pela natural consequência dolorosa do erro ou mal cometido, consequência que recai fatalmente sobre o culpado. É necessário fazer que o delinquente reconheça esse fato, e isto se consegue por meio da instrução moral.

Toda punição imposta de fora, como revide social, é contraproducente, conforme os fatos, em sua irretorquível expressão, têm comprovado mil vezes.

É muito fácil encarcerar ou eletrocutar um criminoso. Educá-lo é mais difícil, mais trabalhoso, demanda esforço, tempo, saber e caridade. Por isso, o Estado manda os criminosos à forca e as religiões remetem os pecadores, que não são da sua grei, para o inferno.

Mas, se aquele é o único processo eficaz, procuremos empregá-lo, e não este, anticientífico, imoral e cruel.

A educação vence e previne o mal. O homem educado conhece o senso da vida, age conscienciosamente com critério, com discernimento: é um valor social. É pela educação que se hão de vencer os vícios repugnantes (haverá algum que o não seja?), que se hão de domar as paixões tumultuárias que obliteram a inteligência e a razão. E, de tal modo, sanear-se-á a sociedade.  Retirem-se os delinquentes do convívio social, como se faz com o pestoso que ameaça a salubridade pública; mas, como a este, preste-se àquele a assistência que lhe é devida: educação.

E não se suponha, outrossim, que só os criminosos devem ser educados. A obra de educação é obra de salvação, é obra religiosa em sua alta finalidade, é obra científica e social em sua expressão verdadeira. Eduquem-se a todos, cada um na sua esfera, até que a educação se transforme, em cada indivíduo, numa auto-educação contínua, ininterrupta.

Na educação do espírito está o senso da vida, está a solução de todos os seus problemas”.

Quase todas as pessoas confundem os dois termos, tão bem diferenciados por Vinícius, verdadeiro apóstolo da Educação, digno representante do Mestre dos Mestres, o nosso amado Jesus.

Maria Madalena Naufal

FONTE

O MESTRE NA EDUCAÇÃO” – Pedro de Camargo (Vinícius) – FEB.

CHICO XAVIER E A UNIFICAÇÃO

“Caro Amigo, seu desejo muito me honra, mas sinceramente a meu ver, não temos qualquer mensagem maior que o convite à divulgação e ao conhecimento da Doutrina Espírita, vivendo-a com Jesus, interpretada por Allan Kardec. Penso que, nesse sentido, deveríamos refletir em unificação, em termos de família humana, evitando os excessos de consagração das elites culturais na Doutrina Espírita, embora necessitemos sustentá-las e cultivá-las com respeitosa atenção, mas nunca em detrimento dos nossos irmãos em Humanidade, que reclamem amparo, socorro, esclarecimento e rumo. Integrar-nos na vida comunitária, vivendo-lhe as necessidades e as lutas, os problemas e as provas, com a luz do conhecimento espírita, clareando atitudes e caminhos; para nós, a meu ver, deveria ser uma obrigação das mais simples. Não consigo entender o Espiritismo, sem Jesus e sem Allan Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que os nossos princípios alcancem os fins a que se propõem. Não consigo pensar de outro modo, peço a Jesus a todos nos esclareça e abençoe.”

(Jornal Dirigente Espírita – USE-SP)

Volitando no espaço

Vi uma senhora de azul.

Sorria e estendia os braços.

Fui até o lugar em que estava,

Pensando em abraçá-la.

Mas, eis que diante dela,

Vi o Chico Xavier.

Abraçou-o comovida

E chamou-o de filho querido

Que pôs sua “besta”

A serviço de milhões

De criaturas desvalidas.

Trabalho de gigante espiritual

Que nunca fez o mal,

E sim todo o bem possível,

Sem nunca desanimar.

Foi grande a sua dor

Num mundo ainda ingrato.

Fez por dever e por amor,

Cumprindo a bendita missão

Que Deus em suas mãos colocou

Um século atrás.

Outra missão o espera,

Pois a vida não tem fim.

O missionário verdadeiro

Serve no mundo inteiro

E em outras esferas de Deus.

Maria Anastácia

(Psicofonia de Sônia Aparecida Ferranti Tola)

No dia 02 de abril comemoramos o aniversário de nascimento de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.

Nossas homenagens ao grande trabalhador da seara do Mestre Jesus.

acessem:

http://www.100anoschicoxavier.com.br/

SAUDAÇÃO

BENVINDOS AO NOSSO BLOG !

A Equipe “CAMINHEIROS DA LUZ”

Edson Luís da Silva,
Sandra Marcia Saraiva
Sônia Aparecida Ferranti Tola
(Maria Madalena Naufal - in memorian)
Sandra Raquel Nicoleti

CONTATO: caminheirosdaluz@gmail.com

Osvaldo Cruz-SP

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