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MARGHERITA, A LUZ DE CÁSSIA

PREÂMBULO

Certo dia, recebi a visita de uma amiga. Portadora de várias faculdades anímicas e mediúnicas, começou a ver cenas ocorridas num passado distante e a descrevê-las para mim.

_ Vejo uma mulher. Ela bate à porta de um convento, mas não a deixam entrar. Bate de novo. Nova recusa. Bate mais uma vez e nada consegue. Acho que é Santa Rita de Cássia. Você conhece a vida dela?

_ Conheço. Minha mãe era devota dela e ensinou-me a amá-la. Sei que foi casada, o marido era muito ruim, teve dois filhos. O marido converteu-se, mas a felicidade durou pouco, pois ele foi assassinado pelos inimigos adquiridos durante o tempo em que era violento. Ao notar que os seus filhos desejavam se vingar dos assassinos do pai, pediu a Jesus que os levasse, antes que se tornassem assassinos. Sei também que se tornou freira, pois é assim representada nas suas imagens.

Dando continuidade à descrição do fenômeno, a minha amiga disse:

_ Agora estou vendo três homens com ela. Estão à frente do convento. Um deles tem na cabeça uma espécie de chapéu que termina em bico.

_ Deve ser Santo Agostinho, bispo de Hipona.

_ Agora os três homens estão colocando Rita dentro do convento.

Essa retrocognição ocorreu a 6 de agosto de 2009.

Expliquei à amiga, que existem dois modos de aporte, que é uma modalidade de fenômeno de transporte, um tipo de fenômeno espírita de efeito físico no qual há transporte de objetos, minerais, vegetais, animais ou até mesmo seres humanos de um lugar para outro. Pode ocorrer através de enormes distâncias ou para dentro ou para fora de lugares fechados.  Um é desmaterializar o ser vivo ou objeto e depois materializar novamente. Outra forma é desmaterializar parte de uma porta, parede, gaveta, etc. A obra mais completa que tenho em meu poder sobre o assunto é “Fenômenos de Transporte”, de Ernesto Bozzano, grande mestre italiano, citadíssimo na literatura espírita contemporânea no campo da fenomenologia. Foi editada pela FEESP. A tradução da obra é do Dr.Francisco Klörs Werneck, que no rodapé da introdução esclarece que os termos técnicos são apport e asport. Apport quando a coisa é levada de fora para dentro, e asport quando é levada de dentro para fora. Em português dizemos aporte e asporte. Sem contar os vários artigos que li, eu mesma presenciei alguns fenômenos, no meu cotidiano, sem esperar. Apesar do conhecimento que tinha a respeito dos fenômenos, a surpresa, a princípio, foi grande.

No dia 14 de agosto, estava pesquisando na sala, quando senti um perfume delicioso. Chamei a senhora que me ajuda nas tarefas domésticas, mas ela não o sentiu. Duraram minutos. À tarde recebi de um outro amigo, várias páginas. Ao ver do que se tratava, fiquei muito emocionada. Era a narrativa da vida de Santa Rita de Cássia. Continha tudo o que eu havia dito para a minha amiga e muito mais. Descobri que os três homens que ela viu eram os protetores de Rita: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino.

À noite, estando minha amiga em minha casa, chamou-me:

_ Que perfume delicioso! – disse enlevada.

_ Não estou sentindo. Agora é só para você.  Você se lembra que comentei sobre o transporte de seres vivos e objetos? Quero saber como os três Espíritos protetores colocaram Rita dentro do convento. Ela foi desmaterializada ou foi o portão do convento?

_ Foi o portão. Vejo um deles à frente e os outros dois ladeando e segurando Rita.

_Quem está à frente?

_ João Batista. Levanta as mãos e o portão apresenta uma abertura. O mesmo é feito com a porta.  Os outros dois levam Rita para o interior do convento.

_ Como é João Batista?

_ Magro e alto.

_ E Nicolau de Tolentino?

_ Tem o rosto mais cheio que o de João.

Fiquei por instantes em silêncio, a pensar nos fenômenos ocorridos. A retrocognição, que significa o conhecimento psíquico de coisas do passado, recebe outros nomes, entre eles psicoscopia psicométrica retrocognitiva e retropsicoscopia. Quando o sensitivo tem o conhecimento antecipado das coisas, o fenômeno recebe o nome de precognição, e o conhecimento imediato das coisas já ocorridas recebe o nome de pós-cognição.

Para maiores esclarecimentos sobre os termos empregados, remeto os leitores à “Enciclopédia de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo”, do competente pesquisador João Teixeira de Paula, Editada pela Cultural Brasil Editora Ltda, em três volumes e ao “Dicionário de Filosofia Espírita”, de L. Palhano Jr., editado pela CELD.

A VIDA DE SANTA RITA

NASCIMENTO, INFÂNCIA E JUVENTUDE

Lendo a biografia de Rita de Cássia (1381-1457) entendemos porque ela é tão venerada pelos nossos irmãos católicos e admirada por muitos espíritas. Foi uma notável médium, que pautou a sua vida segundo as leis de Deus, que Jesus consubstanciou no Seu Evangelho.

Nasceu Rita num povoado chamado Roccaporena, perto de Cássia (Úmbria, Itália).

Seus pais, Antonio Lotti e Amata Ferri, formavam um casal exemplar, mas sem filhos. Amata orava muito, até que um anjo aparece a ela e lhe revela que daria à luz uma menina que seria muito admirada. O fato ocorreu, apesar da idade avançada de Amata (62 anos). A Bíblia apresenta vários casos semelhantes, com mulheres até mais idosas. Rita foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque Roccaporena, na ocasião, ainda não tinha pia batismal. O nome de Rita, diminutivo de Margherita, foi revelado pelo anjo.

Os fenômenos ocorridos com Rita começaram cedo. Bebê ainda, seus pais a colocavam num cesto de vime, abrigado à sombra de árvores, quando iam trabalhar nos campos. Certo dia Rita foi envolvida por um enxame de abelhas brancas, muitas das quais estavam na sua boquinha e depositavam mel, sem a ferroar. Além de não chorar, dava ela gritinhos de alegria.

Um lavrador que estava perto dali, feriu-se com uma foice, na mão. Resolveu buscar socorro em Cássia, mas ao passar perto da menina, viu as abelhas, parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. Na mesma hora o sangue estancou e o ferimento se fechou. O seu grito de surpresa fez com que os pais de Rita viessem rápido até lá. As abelhas que haviam se dispersado por instantes, voltaram para o mesmo lugar.

Rita cresceu e tornou-se uma moça obediente para com os pais.  Queria ser freira, mas eles resolveram casá-la com um jovem que pedira a sua mão, para não deixá-la só, quando desencarnassem.

O marido de Rita era um homem bruto, que a injuriava e espancava sem motivo. Até que, após 18 anos, ele se tornou um homem bom, vencido pela docilidade da esposa. Tinham dois filhos (Giovanni Tiago e Paolo Maria). A felicidade de Rita pouco durou. O marido foi assassinado por inimigos. Ao ver que os filhos queriam vingar o pai, pediu a Jesus que os levasse, para evitar que se tornassem criminosos.

A FREIRA

Ao ficar só, Rita passou a se dedicar às obras de caridade e a orar, mas, o antigo sonho de se tornar freira levou-a a bater à porta das agostinianas de Santa Maria Madalena. Foi, apesar das suas reconhecidas virtudes, rejeitada por ser viúva e o convento só aceitar jovens solteiras. Tentou mais duas vezes, sem nada obter. Ocorreu, então, um fenômeno que foi tido por milagre, mas que nós, espíritas, conhecemos a explicação. Estando Rita a orar, ouviu que a chamavam. Abriu a porta, foi à rua e viu 3 homens, que ela reconheceu como os seus protetores: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram a segui-los. Logo estavam em Cássia, diante do citado convento. As freiras dormiam, o portão e a porta estavam bem trancados. No dia seguinte, encontram Rita no interior do convento. Reconheceram os desígnios de Deus e ela foi admitida com júbilo.

No convento, Rita vivenciou fenômenos admiráveis. Um deles, muito interessante, foi que a superiora do convento, para colocar à prova a sua obediência, mandou que regasse, duas vezes por dia, um ramo de videira já ressequido. Rita cumpriu a ordem durante um ano, ao fim do qual apareceram brotos, folhas e uma linda videira se desenvolveu, dando a seu tempo uvas saborosas.

No momento do desencarne de Rita, tangeram os sinos do convento por mãos invisíveis, na sua cela apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume se fez sentir em todo o convento, e a ferida que ela pediu para poder participar das dores de Jesus, antes de feio aspecto, tornou-se brilhante e limpa.

CONCLUSÃO

Fato semelhante ao de Rita, ocorreu com Jésus Gonçalves (1902-1947), portador de hanseníase, seareiro espírita, autor da linda obra poética “Flores de Outono”. A primeira vez que apareceu ao Chico Xavier, já desencarnado, apresentava no perispírito luzes, exatamente nos lugares do corpo que quando encarnado tinha feridas.

Geraldo Majela (1726-1755), Irmão Coadjutor da Congregação do Santíssimo Redentor, teve sua curta vida repleta de fenômenos anímicos e mediúnicos. Com ele ocorreu também um fenômeno semelhante ao de Rita. Ao desencarnar, seu superior mandou ao sacristão que dobrasse os sinos, tocando-os a finados. Os sinos não obedeceram e repicaram festivos. O superior mandou outro Irmão, mas ocorreu o mesmo fenômeno. Outra semelhança com Rita foi que o seu corpo exalava um perfume suave que a todos encantava.

Clóvis Tavares, escritor espírita que nos deixou lindíssimas obras, sendo que a última “Mediunidade dos Santos” não foi concluída, devido ao seu desencarne. Para que fosse publicada, seu filho Flávio, contando com a ajuda de amigos, complementou o material deixado. A conclusão foi escrita por ele e sua mãe Hilda.

Diante dos nossos olhos vão desfilando os mais diversos fenômenos mediúnicos, muitos dos quais já vistos ou, pelo menos, por nós estudados.

Encontramos na hagiografia uma quantidade imensa de fenômenos mediúnicos, chamados milagres, porque incomuns, extraordinários, mas, como espíritas, sabemos que não derrogam as Leis Divinas, portanto são naturais.

A própria Bíblia contém a descrição de vários fenômenos mediúnicos. O Antigo Testamento apresenta um grande número de médiuns e mediunidades. É só lê-lo com atenção para identificá-los. O Novo Testamento é referto também de fenômenos mediúnicos, facilmente reconhecíveis pelos estudiosos da nossa doutrina.

Os médiuns não são exclusividade da nossa doutrina. Sempre existiram e se manifestam no seio das mais variadas religiões, em todas as camadas sociais, em todas as regiões, independem de sexo, idade, grau de cultura, etc. De um modo geral, podemos dizer que todos os encarnados são médiuns, mas o grau de mediunidade varia entre eles, de forma que só se classificam pessoas como médiuns, se a mediunidade se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade.

Para maiores esclarecimentos, leiam o “Livro dos Médiuns” (Allan Kardec), que contém os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade e as dificuldades que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Existem muitas outras obras espíritas que servem de complementação a essa, escritas por excelentes autores espíritas ou Espíritos, que através de psicografia, trazem novas luzes para o tema em estudo.

Aliemos, pois, o estudo e o trabalho, para conseguirmos atingir os objetivos a que nos propomos ao abraçar a Doutrina Espírita.

MARIA MADALENA NAUFAL

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