O ESPIRITISMO E A IMPRENSA

O articulista Eliseu F. da Mota Júnior escreveu um artigo (RIE – agosto de 1997) dando a sua opinião e a de Kardec sobre  o assunto.Eis o resumo:

Para fazer circular as mais variadas informações pela face da Terra, o homem conta com duas fontes principais: as fontes de informações perenes e as fontes de informações perecíveis.

As fontes de informações perenes são assim denominadas exatamente porque não perecem com facilidade. Podemos lembrar entre elas os livros, os dicionários, os filmes, as enciclopédias e as outras produções dessa natureza, que são guardadas ou colecionadas pelos interessados e compõem as bibliotecas, as filmotecas, os museus e demais repositórios de informações, públicos e particulares.

As fontes perecíveis de informações devem o seu nome à rapidez com que perecem, porque, circulando aos milhares de exemplares, não seria possível guardá-las todas. Aqui entram os jornais, as revistas e outras fontes informativas integrantes da imprensa, considerada no seu mais amplo sentido.

A imprensa pode ser classificada em geral e específica. A geral busca atingir o grande público, independentemente de qualquer condição pessoal do leitor, enquanto que a específica é destinada aos profissionais de determinada área do conhecimento humano.

A imprensa espírita circula somente entre os seus adeptos e a grande imprensa não se preocupa muito com matéria espírita. Outras denominações religiosas têm publicado bastante, sem mencionar as publicações não boas.

Desse modo, acreditando que já chegou o momento de a imprensa espírita sair do seu circuito fechado e levar a nossa doutrina ao conhecimento do grande público, o autor investigou a opinião de Kardec sobre essa questão.

Segundo o codificador (1858)  a maneira pela qual se propagou o espiritismo até agora também merece atenção séria. Se a imprensa tivesse feito soar sua voz em seu favor, se o tivesse enaltecido, em uma palavra, se o mundo lhe tivesse dado ouvidos, poder-se-ia dizer que se propagou como todas as coisas  que encontram consumo em razão de uma reputação  factícia e que se deseja experimentar, quando mais não seja, por curiosidade. A imprensa , em geral, não lhe deu qualquer apôio voluntário, mas, nem todo pessoal da imprensa deve ser acusado de má vontade. Individualmente, nela conta o Espiritismo partidários sinceros.

Kardec afirma que em breve o Espiritismo será como o Magnetismo, do qual outrora se falava em voz baixa e que hoje ninguém mais teme confessar. Nenhuma ideia nova, por mais certa que seja, se implanta instantaneamente  no espírito das massas; e aquela que não encontrasse oposição seria um fenômeno inteiramente insólito.

O jornal espírita fala às pessoas convencidas, não atrai a atenção dos indiferentes.

O Espiritismo, entregue às próprias forças já deu um grande passo. Melhor ficará quando dispuser da poderosa alavanca da grande publicidade.

Os Espíritos anunciaram que os maiores adversários do Espiritismo tornar-se-ao os seus mais ardentes partidários e propagadores.

Estudando as obras espíritas vemos que isso ocorreu através do tempo.

Hoje temos muitos livros, revistas, jornais, programas espíritas, filmes, etc. A Internet também traz material espírita.

 

Maria Madalena Naufal

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