Suicídio 

As consequências do suicídio são diversas e dependem do modo em que foi realizado. As causas em que foram produzidas refletem em sua consciência causando desapontamento. Para expiar essas consequências e erros, vai depender das causas cometidas de cada espirito. Uns expiarão imediatamente, outros em uma nova vida (existência), que será pior que a anterior.   É assim que após determinado tempo de reeducação, nos círculos de trabalho fronteiriços da Terra, os suicidas são habitualmente reinternados no plano carnal, em regime de hospitalização na cela física, que lhes reflete as penas e angústias na forma de enfermidades e inibições.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas e mutilações. Junto de semelhantes quadros de provação regenerativa, conseguindo ajudar e melhorar os enfermos de conformidade com os créditos morais  que atingiram ou o merecimento  de que disponham.

A vida, a memória, as experiências, sempre nos devem lições. Se pensarmos que ao deixar a vida física tudo se modifica, estamos redondamente enganados, pois tudo fica igual, não há mudanças bruscas. Tal na vida física, tudo obedece a um cronograma natural, mesmo que se fale bem dos espíritos ou se fale mal, eles sempre existirão, mas o mais desolador é que, quando estamos vestindo a indumentária carnal, achamos que tudo acaba com o tumulo. Não Lembramos ou esquecemos que vivemos para sempre, saindo de uma dimensão para outra, a caminho do progresso.

Uns julgam um castigo a vida além da morte, porque veem às voltas com suas ações, seus atos infelizes. A consciência na dimensão extrafísica, é muito mais ativa, mais crítica, julgamo-nos com serenidade. Aprendemos nessa vida de erros e acertos que o único julgamento que temos está no interior de nós mesmos.

Cavamos nosso inferno na base dos remorsos, ou nos libertamos dos liames da matéria pelos bons atos e assim, adquirimos as delicias do paraíso criado por nós mesmos.

Sandra Raquel Nicoletti

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