Este interessante texto foi extraído da obra Sugestões Oportunas, de autoria do filósofo, teólogo e professor brasileiro Carlos Torres Pastorino, que foi na Terra uma das inteligências mais brilhantes e admiráveis. Demonstrou ser um grande estudioso e um pesquisador excelente. Como bom seguidor do Mestre Maior repartiu conosco a sua imensa sabedoria.

O Espiritismo explica as razões da dor e do sofrimento. Por isso escrevemos tanto sobre eles.

Pastorino esclarece:

“A dor purifica, o sofrimento redime.

A dor quebra os excessos, o sofrimento lapida as pontas.

A dor corta as arestas, o sofrimento ensina o caminho.

A  dor martiriza e limpa, o sofrimento aprimora e lustra.

A dor é mestra primária, o sofrimento é professor universitário.

A dor é a primeira, porque age na carne, e o sofrimento vem a seguir e prepara o espírito.

A dor inicia a caminhada, o sofrimento leva a termo.

A dor e o sofrimento são a escola das virtudes.

Só dispensaremos seus serviços, quando tivermos  aprendido a amá-los.

Só aprenderemos a amá-los quando tivermos aprendido a amar a todos, inclusive a nossos inimigos.

Aí chegados, depois que amamos a todos – especialmente à dor e ao sofrimento – nós nos veremos livres deles.

E nesse ponto por absurdo que pareça, nós iremos, voluntariamente, em busca da dor e do sofrimento, já então para redimir os outros.

E então, nesse momento, poderemos dizer-nos realmente discípulos e imitadores do Cristo”.

Já escrevi mais de duzentas biografias envolvendo pessoas que se destacaram nos mais diversos campos da vida. Sofreram muito aqui na Terra. Muitos foram perseguidos, caluniados e até mortos. Foram espíritos sacrificiais, pois por amor aos outros, dedicaram-se à redenção deles.

A dor deve, pois, ser vista como medicamento e o sofrimento como alívio.

Não foi à toa que  Rabindranath Tagore nos deixou esse pensamento para refletirmos: “Amor, quando a tua mão traz, roxa, a lâmpada da dor , como vejo bem o teu rosto  e como compreendo que és a felicidade!”

Maria Madalena Naufal

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