Ter fé escreveu Simonetti, “é guardar a certeza de que com a proteção de Deus nada é impossível àquele que se movimenta, que mobiliza suas potencialidades criadoras, em favor do objetivo desejado.

O homem de Fé verdadeira transporta montanhas, como dizia Jesus, sustentado pela certeza de que o Senhor lhe dará forças para carregar terra, pelo tempo necessário até completar a transferência desejada”.

Emmanuel também trata da fé:

“Por mais que sofras, guarda a fé em Deus e segue adiante, no caminho que a vida te deu a trilhar.

A própria natureza é um livro de confiança na Providência Divina.

O Sol continua brilhando.

Não percas o otimismo.

O trabalho é uma bênção.

Age construindo.

Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo.

Não lastimes o inevitável.

Se erraste, recomeça a empreitada de ação na qual te comprometeste.

Não te lamentes, nem reclames.

Não creias em vitória do bem, sem árduos problemas a resolver.

Aconselha-te com a paciência em qualquer dificuldade.

Convence-te de que a dor é sempre renovação para o bem.

Evita os assuntos infelizes.

Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação.

Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis.

Perdoa sempre.

Auxilia aos outros, sem a preocupação de receber o amparo alheio.

Tudo aquilo que fizermos agora, será aquilo que colheremos depois.

Ninguém conquista a láurea do aprimoramento pessoal no transcurso de apenas um dia.

Não reclames dos companheiros ainda inadaptados a entender o Amor Infinito do Cristo, asas de anjos, quando estão aprendendo a caminhar”.

Joanna de Ângelis não poderia faltar nesse pequenino tratado sobre a fé:

“Fanatismo é torpe descaracterização da fé, exteriorizando demência da faculdade de pensar.

A descrença sistemática é conflito emocional de curso largo, a inquietar o equilíbrio da razão.

O homem crê por impositivo da evolução, por hereditariedade psicológica.

Nem toda a crença é racional, passada pelo crivo do exame, mas também automática, natural, em um grande número de pessoas, pela qual se expressa.

A fé, por isso mesmo, manifesta-se de maneira natural e racional.

A primeira encontra-se ínsita no homem, enquanto a outra é adquirida através do raciocínio e da lógica.

A fé religiosa, pois, surge espontaneamente ou resulta de uma elaboração mental que os fatos confirmam.

Virtude, porquanto conquista pessoal, descortina os horizontes amplos da vida, facultando paz e estimulando à luta.

Aquisição intelectual, transforma-se em uma luz sempre acesa a conceder claridade nas circunstâncias mais complexas da vida.

Seja, porém, qual for a forma em que se manifesta a tua fé, vitaliza-a com o amor, a fim de que ela se expanda na ação do bem.

A fé é parte ativa da natureza espiritual do homem, cujo combustível deve ser mantido através da oração, da meditação frequente e do esforço por preservá-la.

Não faças experiências testes à tua fé. Ela estará presente nos momentos hábeis sem que se faça necessário submetê-la a avaliações.

Aprende a crer nos teus valores.

O homem crê por instinto, por assimilação, pela razão.

Põe a tua fé em Deus e absorve a ideia do bem, pois foste criado para uma vida feliz e saudável”.

 

Sônia Aparecida Ferranti Tola

 

FONTES

 

ATRAVESSANDO A RUA – Richard Simonetti – Instituto de Difusão Espírita;

PAZ – Francisco Cândido Xavier/Emmanuel – Cultura Espírita União;

FILHO DE DEUS – Divaldo Pereira Franco- Pelo Espírito Joanna de Ângelis – Livraria Espírita “Alvorada” – Editora.

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