A IMAGEM DO MESTRE

A obra “Recados do Outro Mundo”, ditado pelo espírito Danti, psicografia de Maria Amélia (EDIÇÕES CULTURESP LTDA.) traz várias mensagens que mostram como se encontra a Humanidade de hoje e o papel do Cristo como nosso orientador maior.

“Observando a vida na Terra, nos dias de hoje, vemos que num só eco gritam os homens os seus problemas, os quais na realidade não são poucos. Atiram-se uns contra os outros sem piedade, a desarmonia e o crime passam a ser a tônica nos últimos dias, e na prática do desamor o homem desce na escala dos vícios, cravando-se na imperfeição que lhe embrutece a mente.

É comum ouvir-se dizer que o Mundo já não mais tem conserto.

Mas raciocinemos um pouco, querido leitor. Há quase vinte séculos o Cristo veio à Terra e trouxe, com Sua indiscutível Sublimidade, os ensinamentos em cuja prática o homem poderá elevar-se e conquistar a felicidade que tanto almeja. Desconhecendo as inolvidáveis leis que regulam seu dever, com atos irrefletidos o homem envolve-se em conflitos que lhe carreiam cada vez mais aos escaninhos da ignorância.

Mas aqui não vai a nossa censura. Ninguém terá por direito censurar os outros, e até pelo contrário, a nossa obrigação é de orientar para que no cumprimento dos deveres se busquem os esclarecimentos que possibilitem viver dentro das condições necessárias para a felicidade por todos almejada.

Percorrendo as nossas antigas pátrias, sabia Jesus que o homem, mais dias ou menos dias, haveria de raciocinar melhor sobre os Seus Ensinos, cuja sabedoria haverá de ser do conhecimento de todos, pois no Seu Evangelho, Ele nos diz: Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim.

Na realidade o Cristo deixou-nos grande compromisso. Deixou-nos, com Seus exemplos, a gloriosa mensagem do amor ao próximo. Mas na época não O entendemos e chegamos ao cúmulo de cometer o maior crime já perpretado na face da Terra, crucificando-o no madeiro infamante.

Mas analisemos até onde quis Ele chegar, com Sua Inolvidável Sabedoria e Infinito Amor e concluamos, caro amigo, que se assim não houvesse acontecido, dEle já tínhamos nos esquecido de vez.

Pela falta de uso do raciocínio, o homem ignora que Jesus foi o maior psicólogo que passou pela Terra. Sua data natalícia é bastante comemorada, como também ocorre com a data do Seu desencarne, mas tais comemorações se processam irrefletidamente.

Quantos gritos de pavor se ouvem nesses dias. É o derramamento de sangue dos nossos irmãozinhos menores, quando agimos sem o menor escrúpulo buscando simplesmente atender satisfações da carne, seguindo tradições de falsos costumes, impondo aos seres que diante da Criação tem tantos direitos quanto nós, lembrando ainda que os seus sofrimentos antecedem a morte por vários dias, quando são encarcerados e preparados para o festival macabro das suas matanças.

As comemorações que se fazem na Terra, com a intenção de homenagear o Mestre Querido, são apenas acontecimentos em nível puramente material, não passando dos desejos da carne, fazendo-o muitas vezes com abuso, e no simples atendimento das faculdades digestivas.

Para o homem, a imagem do Cristo é ainda aquela em que Ele permanece colado ao madeiro, colocada às cabeceiras das camas ou nas salas de visitas, simplesmente  a título de decoração.

Seria então aqui, o momento em que o homem deveria raciocinar um pouco e buscar entender que a descida do Mestre até nós haveria de ser lembrada não apenas com festividades de cunho puramente material e para o gozo dos sentidos.

Sua passagem pela Terra deverá ser recordada com algo mais e os Seus Exemplos melhor entendidos.

Apregoam alguns, que Ele veio para nos salvar. Muito certo. Mas não se lembram dos Seus Ensinos e Exemplos, que nos atestam como viver o nosso dia-a-dia.

A Sua Mensagem mostra como devemos amar e a forma racional de viver.

A humanidade já deveria ter entendido que Jesus não veio à Terra simplesmente para recordar leis religiosas, e que, a busca do amor deverá ser permanente entre os homens. Todos os dias e em todos os corações deverão imperar os preceitos cristãos, condição única e capaz de conduzir a humanidade aos conhecimentos que lhe trará a felicidade, até então desconhecida”.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

 

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