Anos atrás, alguns espíritas se envolveram em uma polêmica. Alguns autores escreviam para jornais e revistas defendendo que Chico Xavier era uma reencarnação de Allan Kardec. Outros discordavam. Cada um dos lados apresentava os seus motivos. A discussão acabou em nada. Não escrevi nada a respeito, mesmo porque não tinha nenhuma prova palpável.

               Sei que Allan Kardec foi Amenophes – sábio sacerdote do Templo de Amon, na dinastia dos Ramsés; um sacerdote Druida, no tempo da invasão da Gália pelo Imperador romano Júlio César; Quirílius Cornélius, centurião romano contemporâneo de Jesus; João Huss, reformador scheco acusado de heresia, queimado em praça pública por amor à verdade (1415). Allan Kardec é o pseudônimo do francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), codificador do Espiritismo.

Quanto ao Chico Xavier nunca li, nem ouvi qualquer referência a uma encarnação passada dele.

Aguardo, portanto, esclarecimentos futuros (se é que eles virão). O que posso afirmar é que ambos foram excelentes servidores do Cristo e do próximo, utilizando todas as suas potencialidades nas suas sublimes missões. Considero-os gigantes espirituais.

Maria Madalena Naufal

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