DOM LUCIANO – UM EXEMPLO DE CRISTÃO

               Dom Luciano Mendes de Almeida foi uma pessoa admirável. Eu gostava muito dele, mas não sabia bem o porquê. Agora descobri. Encontrei uma pequena biografia dele no Caminhando 27 – publicação da Editora Arquidiocesana de Curitiba, Paraná (2013/2014).

O bispo nasceu em 1930 no Rio de Janeiro e desencarnou em 2006.

Era bisneto de Cândido Mendes de Almeida, Visconde de Vieira da Silva do Nascimento, jurista e senador do Império.

Era um intelectual engajado, brilhante e tinha grande respeito por todas as opiniões, o que quer dizer que tinha um coração ecumênico.

Aos 16 anos ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado presbítero em Roma, em 1958. Filósofo e teólogo, Dom Luciano destacava-se pela cultura cosmopolita. Era poliglota, dominando várias línguas: português, francês, inglês, italiano, alemão, espanhol e também o latim.

Seu engajamento social e sua extraordinária espiritualidade chamaram a atenção de Dom Paulo Evaristo Arns, que conseguiu tê-lo como bispo auxiliar para a região episcopal de Belém, sendo ordenado bispo em 1976.

Seguidor dos ensinamentos do Cristo, o nosso Bom Pastor, Dom Luciano colocou todos os seus dons espirituais a serviço Dele e do próximo.

Vejamos: ao final de um dia de trabalho, noite avançada, recolhia os mendigos que dormiam na soleira de sua casa, lavava-lhes os pés, fazia-lhes as unhas e preparava pessoalmente uma sopa substancial, servida com muito carinho a cada um deles. Colocava mendigos a dormir em sua cama, enquanto ele dormia no chão. Os pobres eram os únicos que sabiam onde encontrá-lo.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vivia a época dos grandes compromissos com os direitos humanos e a justiça social: os bispos elegeram Dom Luciano secretário geral entre 1979-1987, e presidente entre 1987-1991.

A menina dos seus olhos foi a Pastoral do Menor. Ninguém amou os menores das ruas brasileiras como ele, escreveu o seu biógrafo, mas eu sei de alguém que amou e continua a amar as crianças e os necessitados: D. Zilda Arns, irmã de Dom Paulo Evaristo Arns.

As frases de Dom Luciano eram belas, seu humor era fino, o conteúdo das suas mensagens, ditas em linguagem simples, chegava ao coração dos ouvintes.

Costumava repetir: Deus é bom!

Foi um modelo para todos nós na palavra, na conduta, no amor, na fé e na pureza.

 

Maria Madalena Naufal

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