Perguntaram ao Divaldo Pereira Franco que segundo o Codificador, o Espiritismo possui o importante papel de revolver e reformar o mundo. Como ele fará isso?

               Divaldo respondeu que “essa transformação do mundo se dará através da mudança do indivíduo, porque o Espiritismo é a melhor metodologia comportamental de que se tem notícia. Como visa, principal e objetivamente, a transformação do homem, dessa mudança interior advirá a transformação da comunidade onde ele se encontra situado a viver e consequentemente, de toda a humanidade.

               Além desse trabalho de transformar o homem interiormente pela metodologia do esclarecimento e do amor, o Espiritismo também influirá de forma positiva no relacionamento das criaturas, porque demonstrará que a felicidade somente é possível quando objetivamos, de início, a paz do nosso próximo. A decantada felicidade pessoal, individual, é uma quimera apresentada pelo egoísmo; a felicidade a dois resulta, naturalmente de uma necessidade de intercâmbio de emoções que, à medida que o tempo se desdobra, demonstra não ser legítima. A felicidade real é somente aquela que pode ser equiparada à tarefa da luz que, ao ser emitida, realiza o seu périplo no mini-universo em que estamos e retornar ao foco gerador, isto é, quando o homem ama, ele emite uma mensagem, realiza uma jornada, e sempre retorna ao fulcro gerador. Desta forma, o Espiritismo modificará a comunidade, convidando o homem a uma revisão de valores, a um reescalonamento de conceitos e, ao mesmo tempo, à sua plena integração no espírito da vida”.

               Divaldo, o grande tribuno espírita brasileiro, não poderia dar uma resposta melhor para o papel do Espiritismo, com todo o conhecimento que adquiriu através dos anos e da vivência que tem. Reflitamos sobre suas inspiradas palavras para ter a certeza de que nelas imperou o bom-senso.

 Sônia Aparecida Ferranti Tola

FONTE               “Diálogo com dirigentes e trabalhadores espíritas” – Divaldo Pereira Franco – USE – SP

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