A Humanidade já recebeu no seu caminho evolutivo três revelações:

               A primeira Revelação promulgou os “Dez Mandamentos” ou “Decálogo” através da extraordinária mediunidade de Moisés, no monte Sinai. Constituem a base de toda a justiça até hoje, apesar de que as seitas religiosas, de todos os tempos procuram modificar os  textos sagrados; no entanto, apesar das alterações transitórias, os dez mandamentos sempre voltam a ressurgir na sua pureza primitiva, como base de todo o direito no mundo, sustentáculo de todos os códigos da justiça da Terra.

               Uma coisa que precisa ficar clara: o grande legislador, missionário dos judeus e da humanidade não ouviu o Espírito de Deus.  A Lei ou a base da lei, nos dez  mandamentos, foi-lhe ditada pelos emissários de Jesus, porquanto todos os movimentos da evolução material e espiritual do orbe se processaram, como até hoje se processam sob o seu patrocínio misericordioso. Devemos, também, ter em mente que o profeta de Israel deu à Terra  as bases da Lei Divina  e imutável, mas não toda a Lei, integral e definitiva (Os homens receberão  sempre as revelações divinas conforme a sua posição evolutiva).

               A Segunda Revelação codificou o Evangelho pela vida de sacrifícios imensos de Jesus. Se o Velho Testamento é o alicerce da Revelação Divina, o Evangelho é o edifício da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição de Jesus, não mais para qualquer exposição teórica, mas visando cada discípulo Seu o aperfeiçoamento de si mesmo, desdobrando as edificações do Divino instrutor no terreno definitivo do Espírito. Enviado do Pai, Ele foi a representação de Deus junto do rebanho de filhos transviados do seu amor e da sua sabedoria, cuja tutela lhe foi confiada nas sagradas ordenações da vida no Infinito. Apesar de Diretor angélico do planeta Terra não desdenhou, de maneira alguma, a permanência direta entre os míseros  e ignorantes tutelados. Daí as palavras do Evangelista João:- “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade”.

               O Espiritismo codificado por Allan Kardec é a Terceira Revelação.  A sua mensagem mediúnica do alto, embora tenha semelhanças com o procedimento dos demais reveladores e instrutores religiosos, distingue-se excepcionalmente pela incumbência de proceder a uma radical transformação no espírito da humanidade, assim como já aconteceu às duas anteriores revelações já citadas.

               É necessário evidenciar que as três revelações fundamentais ocorreram em épocas diferentes e de acordo com o entendimento intelectivo e psicológico dos povos, Mas os preceitos “não furtarás”, “Não matarás” e “honra pai e mãe”, extraídos do Decálogo; os conceitos de “amarás ao próximo como a ti mesmo” ou “faze aos outros o que queres que te façam”, do Mestre Jesus, e “fora  do amor e da caridade, de Allan Kardec, são, sem dúvida nenhuma, ensinos de natureza universalista, porque além de compreensíveis a todos os homens, doutrinam no mesmo sentido moral e independente de raças, credos religiosos ou costumes.   

Fazendo um ligeiro exame das mensagens de outros instrutores, verificamos que elas foram pessoais e dirigiram-se mais intencionalmente a povos, raças e pessoas, cujos costumes e temperamentos eram mais eletivos aos ensinamentos da época. Entre esses instrutores podemos destacar Antúlio,o filósofo da paz, que predicou entre os atlantes; Confucio que pregou aos chineses; Hermes aos egípcios; Buda aos asiáticos; Zoroastro aos persas e Krishna aos hindus.

Os Dez Mandamentos, o Evangelho e a Codificação Espírita ultrapassam os preconceitos e os costumes racistas de qualquer povo, pois servem de orientação espiritual a toda a humanidade. Após as três revelações produziram-se grandes transformações entre os homens. Elas se distinguem fundamentalmente em suas épocas, modificando a moral dos homens pela libertação gradativa das paixões inferiores pelo conhecimento mais exato da Vida Imortal!

Podemos concluir que obedecendo ao esquema de progresso espiritual da humanidade traçado pelos Mestres Siderais, Moisés transmitiu através do Decálogo a primeira revelação – a Lei da Justiça, Jesus foi o mensageiro da Lei do Amor através do Evangelho e Allan Kardec, o fiel expositor da Lei do Dever, pela codificação do Espiritismo.

Maria Madalena Naufal

FONTES

“O CONSOLADOR”- ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier (FEB),

“MISSÃO DO ESPIRITISMO”- Ramatis, psicografia de Hercílio Maes (Editora Conhecimento).

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