Nós não podemos viver sem água. Ela é preciosa para nós. Estamos tão acostumados com a sua presença, que no nosso cotidiano rara é a oportunidade de reconhecer a sua importância tão acostumados estamos com a sua presença.

Efetivamente, no nosso planeta a água existe em quantidade tão abundante que acabamos acostumados com a sua presença. O mar ocupa três quartas partes do planeta, e um quinto dos continentes é coberto de água em estado sólido, ou seja, de neve e gelo. As nuvens que cobrem quase a metade do céu são também constituídas de vapor e de minúsculas gotas de água. Até o nosso corpo é constituído de 71% de água.

Nenhum de nós estranha a presença da água, que é encontrada em toda a parte do planeta, mas essa universalidade é bastante incomum.

Em primeiro lugar, dentre todas as substâncias existentes no nosso orbe, a água possui volume maior. É também o único elemento existente na Terra que se apresenta sob três estados distintos: líquido, sólido e gasoso. Os seres vivos só conseguem sobreviver graças à sua abundância. Se ela não existisse, a Terra estaria com uma temperatura inferior a 200 centígrados abaixo de zero, equivalente à temperatura cósmica, impossibilitando a sobrevivência de qualquer ser vivo. Tanto a água do mar quanto o vapor da atmosfera desempenham o papel de “acumulador de calor”, absorvendo o calor dos dias quentes e liberando-o nos dias frios, dessa maneira controlando a temperatura da atmosfera. Isso ocorre graças à propriedade da água, de difícil aquecimento e difícil esfriamento.

Nos dias quentes, o calor é absorvido pela água que tem mais dificuldade de aquecer do que outros elementos ao redor. E nos dias frios, a água que demora mais a esfriar do que os outros elementos, libera o calor.

Se a água tivesse a propriedade de esfriar-se e aquecer-se com facilidade, o clima do mundo seria totalmente diferente.

Outra característica da água é a de aumentar de volume quando congelado. Por ter peso específico menor, o gelo flutua na água. Devido a isso, mesmo nos pólos, os lagos e os mares não se congelam até o fundo.

A maioria dos elementos materiais se contrai quando esfria, mas com a água ocorre o inverso. Se a água diminuísse de volume ao virar gelo, ficaria mais pesada e afundaria. Isso faria com que todos os mares e lagos das regiões frias se congelassem até o fundo. Ocorrendo aumento de gelo e diminuição de água, a ação do “acumulador de calor” enfraqueceria, e a Terra começaria a esfriar gradativamente. Esfriando-se a Terra, aumentaria mais o número de mares e lagos que se congelam até o fundo e isto agravaria mais o processo de esfriamento do planeta.

Se o gelo fosse mais pesado que a água, esse círculo vicioso teria se perpetuado e a Terra estaria coberta de gelo há muito tempo.

Outra notória característica da água é o fato de ter os pontos de ebulição e de fusão bastante elevados. A água é combinação química de oxigênio e hidrogênio, mas, comparando com produtos de combinação química de hidrogênio, que são da mesma família do grupo de oxigênio, tem o ponto de ebulição (100 graus centígrados) e o ponto de fusão (zero grau centígrado) anormalmente elevados. Os produtos de combinação química de hidrogênio, do grupo de oxigênio, com exceção da água, possuem ponto de ebulição abaixo de zero grau centígrado e ponto de fusão inferior a 50 graus centígrados negativos.

O elevado ponto de ebulição significa que é muito grande a quantidade de calor que se consome ao se evaporar. É graças a esse fato que podemos manter a temperatura do nosso corpo. O corpo humano mantém a sua temperatura estável através de vários fatores, mas, sem dúvida, o mais importante deles é a evaporação do suor através da pele.

Dentre todos os corpos líquidos, a água consegue dissolver maior quantidade de matéria. Na água marinha existem mais de 60 espécies de elementos dissolvidos. Sem essa característica da água, seria impossível produzir sangue e outros líquidos no nosso corpo, todos indispensáveis ao organismo humano.

A água possui força de tensão superficial maior do que a de outros corpos líquidos. Essa tensão será tanto maior quanto menor for a quantidade de impurezas na água contidas.

Água cristalina, pura, saudável está se tornando cada vez mais uma coisa rara e de muito valor. Só esse fato já deveria convencer qualquer um do péssimo estado em que se encontra nosso planeta.

Na água surgiu a vida e, antes de nascer, cada ser humano permanece normalmente durante nove meses na água.

O envenenamento da água do planeta parece, então, um lento suicídio coletivo. E ele já se encontra num estágio bem mais avançado do que todas as proibições de nadar e notícias sobre acidentes químicos aparentam. Quem sabe, por exemplo, que a porcentagem de agrotóxicos e outros venenos na água de chuva é muitas vezes bem mais alta do que a permitida na água potável? A água já nos chegou até o pescoço e seu cheiro é de veneno. E tentar evitar, pelo menos, que os venenos mais perigosos atinjam a água já seria um trabalho global de grande envergadura.

É claro que, frente a uma situação desse tipo, todos se concentram principalmente nos aspectos materiais mais densos. Mas, como é do nosso conhecimento, não se encontra na matéria puramente dita toda a verdade. Nossos ancestrais reconheceram na água não apenas seu valor intelectual: para eles, o valor do elemento (bem mais misterioso do que se pensa) ia muito além. Em rios considerados sagrados eles tomavam banho para limpar o carma ou se limpar dos pecados; eram iniciados com água, batizados com água; e lavavam as mãos antes de rezar. Em todos os lugares do mundo, as nascentes sempre foram lugares de cultos religiosos. Ao lado dos componentes sagrados existiam também componentes pragmáticos. Acreditava-se que a água adquire um efeito especial, abençoado, pela região de onde surge a nascente ou pelo tempo em que foi gerada. E a água era sagrada quando curava. Daí concluiu-se que a água se tornaria sagrada também com a ajuda de atividades humanas (como, por exemplo, jogava-se um pouco dela em buracos existentes em árvores sagradas, diziam fórmulas, cantavam, rezavam, carregavam o líquido no corpo, etc).

O pensamento básico de todos aqueles costumes sempre era que a água pode ser influenciada e conserva essas influências, o que, de certa maneira, ela teria memória.

Um número cada vez maior de pesquisadores acredita que se deve estudar a água a partir de pontos de vistas diferentes. A conhecida fórmula H2O é apenas uma fórmula numérica. Nada mais diz do que para cada átomo de oxigênio, existem dois átomos de hidrogênio. Mas aí se começa a descobrir que essa informação é insuficiente. Deixando a água fluir por um campo magnético comum, sem dúvida alguma ela entra e sai como H2O. Mas, mesmo assim, ela se comporta de modo diferente contém menos cálcio e sua superfície apresenta uma tensão e uma capacidade de condução diferente da anterior.

Já descobriram muitos fatores que causam tais efeitos, como, por exemplo, o som, tratamento mecânico, campos eletro-magnéticos e corrente elétrica. Sabe-se que por causa desses fatores apresentados algo acontece com a água, e isso pode ser medido de vários modos, como na densidade, no ponto de congelamento, valor pH, grau de polarização, na luz na água, etc. Como isso é possível? Apenas se e quando a estrutura interior da água se modifica ou, melhor dito, através da maneira como suas moléculas se posicionam no espaço.

A ciência moderna não retoma apenas a sabedoria antiga, que alguns cientistas consideram supersticiosa, mas apresenta novidades como, por exemplo, o uso do laser. Além disso os métodos atuais são muito mais exatos e a dosagem bem mais precisa.

As descobertas servem para acabar com a rígidas fronteiras que existiram por longo tempo, trazendo possibilidades de se estabelecer uma medicina integral no futuro.

As novas descobertas mostraram também que, além da poluição química, ainda existem muitas influências energéticas que não prometem nada de bom, como o “eletrosmog” nos encanamentos e instalações técnicas, microondas, poluição sonora poluindo a água e campos bioelétricos de natureza doentia.

Testes biológicos provam que nossa água potável se encontra energeticamente em estado lastimável. A água pode passar sem nós, mas nós não podemos passar sem ela.

Sônia Aparecida Ferranti Tola

FONTES

REVISTA PLANETA – Edição 245- Ano 21- Nº 2. Artigo: Água: O Condutor das Energias da Vida. Autor: Rainer Kakuska;

JORNAL SEISHIMEI de 1/2/89. Reproduzido pela revista Fonte de Luz, nº 308.

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