ESPIRITISMO E ESOTERISMO

               Edgar Armond, admirável líder e dirigente espírita, deixou-nos muitas e valiosas informações a respeito das Fraternidades do Espaço.

Segundo ele, “As Fraternidades do Espaço têm oferecido, desde muitos anos, preciosa ajuda na execução das tarefas espirituais em nosso plano, e o elo mais forte e dominante dessa cooperação é sempre o interesse pelo bem comum e, para os cristãos, é a difusão e a exemplificação, no campo individual e coletivo, dos ensinamentos de Jesus e das realizações evangélicas cuja vibração unitiva é de altíssimo teor e significação, por tratar-se de atividades do setor crístico”.

Existem ainda em atuação muitas fraternidades, todas obedecendo a direção de Jesus. As suas equipes são orientadas a tarefas específicas – Revista Espiritismo & Ciência Nº 64 – Artigo de Rosana Felipozzi.

Hoje vou tratar de apenas uma fraternidade, relacionada ao tema abordado.

No século XIX, na região do Oriente fundiram-se duas importantes fraternidades que do espaço operam em benefício dos habitantes do planeta Terra. Trata-se da “Fraternidade da Cruz”, com ações no Ocidente (que propaga os ensinamentos de Jesus) e da “Fraternidade do Triângulo”, ligada à tradição iniciática e espiritual do Oriente.

Após a fusão das duas fraternidades, as características psicológicas e os objetivos dos trabalhadores espirituais tornaram-se mais sólidos, alterando-se a denominação para “Fraternidade da Cruz e o Triângulo”. O seu dirigente é Ramatis, que também participou da sua fundação e opera do plano astral há longo tempo, pois conhece profundamente o trabalho sideral da nossa humanidade, coopera grandemente na sua evolução e acentua que Jesus foi o mais fiel intérprete da Mente Divina.

Ramatis passou para nós toda a sua bagagem cultural através de dezenas de livros e utilizando vários médiuns, entre eles o conhecido Hercílio Maes (já desencarnado).

Quem quiser conhecer algumas das suas existências na Terra pode encontrá-las em certas obras, como, por exemplo, “A Vida no Planeta Marte”, psicografada por Hercílio Maes (Editora Freitas Bastos) que escreveu que a última encarnação de Ramatis na Terra foi no século X, sendo o seu traspasse ocorrido no ano 993, na Indochina, após ter fundado e dirigido um templo iniciático que era frequentado por dezenas de discípulos. Assinalou vários de seus antigos discípulos, reencarnados no Brasil, os quais efetivamente estão cooperando com entusiasmo nas tarefas daqueles que o conheceram na Indochina, na Índia, no Egito ou na Grécia, e os mais afins viveram com ele na Atlântida e Lemúria; outra obra é “Brasil Terra de Promissão”, psicografada por América Paoliello Marques (também da Editora Freitas Bastos) que apresenta uma extensa biografia, com bastante dados; uma terceira obra pode ser assinalada: trata-se de “Chama Crística”, psicografada por Norberto Peixoto (Editora Conhecimento) que nos esclarece que Ramatis é um mestre, um iniciado que convive no orbe terrícola há mais de 40 mil anos, desde a antiquíssima raça vermelha da Atlântida, que deu origem às demais raças primárias na composição da etnia terrestre.

Há muito teve sua libertação do ciclo reencarnatório, em outros planetas, vindo para a Terra em transmigração missionária, acompanhando um grupo de espíritos exilados. Espírito puro trabalha incessante e ativamente, tendo conquistado autonomia para movimentar-se no oceano interminável do Universo. É um verdadeiro pescador de almas.

Nas extintas Lemúria e Atlântida já era sacerdote, iniciado nos conhecimentos ocultos da milenar “Aumbandhã”, A Lei Maior Divina ou Sabedoria Secreta, setenária e esotérica que foi trazida de outras constelações do Infinito Cósmico para contribuir com a evolução da humanidade terrena, dando embasamento às filosofias espiritualistas que se formariam posteriormente.

A obra “As Flores do Oriente”, psicografada por Márcio Godinho (Editora Conhecimento) traz um valioso contributo para o nosso assunto:

“A humanidade está passando por dolorosos processos de depuração espiritual e esta “aparente” dor, que deixa em todos a marca profunda da tristeza e da impotência, é na verdade poderoso bálsamo que alivia e liberta o espírito de seus atos imprudentes cometidos no passado. Esses são os últimos resquícios apocalípticos que estão acontecendo no planeta e todas estas situações desesperadoras, uma vez gravadas no âmago do espírito, servirão como verdadeira bússola a nortear o comportamento do ser!

Percebe-se que a humanidade, desde os áureos tempos da Atlântida, aos pouquinhos foi deixando adormecer os conhecimentos lá obtidos! Perdeu quase tudo com esse adormecimento, ocasionado pela consciência de ter usado indevidamente os recursos colocados à sua disposição. Mas, Deus lhe concedeu nova oportunidade de aprendizado!”

“Após ter ocorrido grande parte das violentas ecatombes geradas pelas mãos dos homens nos tempos mais variados da humanidade, houve a necessidade da meditação! Algo havia sido perdido, e o homem precisava encontrar antes de seguir adiante. E foi esse o propósito dos templos orientais: servir de refúgio ao homem, permitindo-lhe ir em busca de seu verdadeiro “eu cósmico”!

Através dos tempos, o Oriente abrigou muitos dos líderes atlantes desvirtuados, e como verdadeira casa-mater, proporcionou-lhes a paz e a tranquilidade, ante o silêncio meditativo das terras orientais, legando a seus tutelados, o aprendizado da primeira lei dos portais iniciáticos orientais: a paciência!

Os discípulos dos Templos iniciáticos buscavam, após o ápice do descontrole de suas energias, o completo domínio do seu psiquismo, tornando essas energias, depois de tanto tempo, verdadeiras dádivas para o corpo. Somente assim conseguiriam “escoar” tantas saturações energéticas geradas por atos mesquinhos e impensados. Chegara o momento da reflexão, da mudança de hábitos, da reformulação de conceitos, e enfim, a paz que tanto almejavam!”. Prevalecia nessas épocas, portanto, o “conhece-te a ti mesmo”. Era necessário buscar os valores espirituais, tão esquecidos na Atlântida. Deveriam resguardar os anseios e as necessidades da matéria e manter a harmonia com o cosmo. “Por isso, todas as filosofias eram “vivenciadas” e incorporadas no cotidiano dos discípulos que, absolutamente abnegados, dedicaram toda sua vida ao silêncio da prece, da meditação e das práticas espirituais. Muitos conseguiram atingir seus objetivos, e quando no mundo espiritual, foram migrando para as mais distantes longitudes do globo terrestre. Hoje são caracterizados justamente pela capacidade de entrarem em contato com sua própria intuição! Nos últimos tempos acentuou-se significativamente a atuação destes espíritos. Pois vemos a propagação de técnicas milenares, reveladas antes somente aos iniciados”.

O processo de migração espiritual, entre espíritos do Oriente e Ocidente tem como objetivo a evolução. A propagação de conhecimentos, com o passar do tempo torna a humanidade mais homogênea. No Oriente, a receptividade para com os conhecimentos ocidentais tem melhorado muito. Uma das maiores provas disso é que muitas regiões da Indochina e outras do Extremo-Oriente, que antes eram privilégios dos povos orientais, hoje são frequentadas por um grande número de turistas, que se impressionam com a riqueza daquela cultura. As barreiras culturais, impostas pelo conservadorismo dos povos, estão caindo graças ao incessante e incansável trabalho de espíritos abnegados.

Perguntaram ao profícuo médium Divaldo Pereira Franco que tem como principal mentora Joanna de Ângelis, que no tempo de Jesus havia se encarnado com o nome de Joana de Cusa e era seguidora do Mestre, sendo martirizada por amor a Ele:

No mundo inteiro as práticas esoteristas estão chamando a atenção das pessoas. No caso do Espiritismo esse interesse pelas práticas orientais estaria afastando os seus adeptos?

_Consideramos que é uma maneira muito boa de se chegar ao Espiritismo que é uma doutrina que não tem ritual, não tem culto, não tem sacerdócio e que faculta ao indivíduo vincular-se a Deus diretamente. Essa abençoada onda de esoterismo e de orientalismo que visita o Ocidente, para nós é muito boa porque contribui grandemente para uma visão otimista da humanidade. Ela propõe a viagem do homem ao seu mundo interior para descobrir os valores que nela jazem latentes, para que ele se autoconheça e se autovalorize e para que ele, crescendo, reparta esse crescimento com aqueles que ainda estão na penumbra. Então essas doutrinas todas, são um grande contributo para a sociedade porque arrebentam as algemas que limitavam o Homem a crer no desconhecido, fazendo dele um cego guiado por outros cegos. Essas doutrinas fazem com que nos autoconheçamos, e desta forma nos autorespeitemos, nos autovalorizemos e ajudemos ao nosso próximo. –Revista Espírita Allan Kardec, nº 26.

Podemos concluir que tanto Swami Sri Ramatis, instrutor espiritual, como Divaldo Pereira Franco, médium brasileiro, pensam da mesma forma em relação ao assunto em pauta. Vamos deixar de lado os preconceitos e estudarmos mais e sermos mais fraternos.

Maria Madalena Naufal

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