PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ESPIRITISMO

Vamos começar o nosso estudo desta noite com uma pergunta simples:  Por que estamos aqui ? (por que estamos vivos) (nessa casa espírita) (nessa cidade) ( no Brasil).

E assim chegamos a nos perguntar: de onde viemos ? e para onde vamos ? (ESE –VI)

Ou seja, o queremos realmente saber é:  qual o sentido da vida ?

A nossa ignorância quanto a nossa vida  e quanto ao mundo espiritual, é como um véu que nos oculta a realidade.

Mesmo com nossa inteligência e percepção não conseguimos compreender a realidade da vida.

Por isso DEUS permite que “se levante um pouco esse véu” e assim conseguimos saber a verdade, por isso são chamadas de REVELAÇÕES as informações que nos chegam por meio dos espíritos superiores, tem por fundamento a verdade (pois vem de DEUS) e é dosada conforme o grau de evolução de quem a recebe.

Em todo caminhar da humanidade, rumo a evolução moral, tivemos três grandes revelações:

A primeira –  MOISÉS – 1300 ac

Þ  educado na corte do rei do Egito (Faraó)

Þ  era profeta (médium)

Þ  retirou o povo israelita do Egito rumo a terra prometida (Canaã)

Þ  grande legislador

Þ  recebeu o “Decálogo” (os dez mandamentos)

01               Não fazer imagens nem adorar outros Deuses

02               Não pronunciar o nome de Deus em vão

03               Guardar o dia de sábado (cuidar do espírito e da matéria)

04               Honrar pai e mãe

05               Não matar

06               Não adulterar

07               Não roubar

08               Não levantar falso testemunho

09               Não desejar a mulher do próximo

10               Não cobiçar os bens do próximo

 Þ  Caráter principal: Justiça divina

Þ  Anunciou uma seqüência: a vinda do messias

Segunda revelação: JESUS CRISTO(2.000 anos)

Jesus não veio revogar a lei de Moises mas sim cumpri-la (Mt 5) (ESE 1)

Þ  Mostrou o verdadeiro sentido da Lei Divina (Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai dela- Mt 15:11 Mc 7:15) íntimo

Þ  Informou sobre a vida futura, após a morte

Þ  Deu nova idéia de DEUS

  • Em Moisés, era ciumento, vingativo, implacável, só para o povo de Israel, punia e recompensava.
  • É clemente, soberanamente bom e justo, cheio de misericórdia, pai, não é temido, mas amado.

Þ  Simplificou a lei: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (Mt 22:35/40) (ESE 15)

Þ  Exemplo

Þ  Caráter principal :  amor

Þ    Anunciou a seqüência: Consolador “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê e não o conhece…o Pai enviará em meu nome, e esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João, 14: 16 a 26) ESE 1

Terceira revelação: ESPIRITISMO (1857 dc)

Século XIX, progresso científico, modificação social (liberdade/igualdade/fraternidade), maior tolerância. Há busca de fatos pela razão.

Iniciativa é dos espíritos, manifestam e comunicam-se chamando a atenção da humanidade a fim de salvá-la do egoísmo e do materialismo.

Elaborada por Kardec, na França, codificou a Doutrina dos Espíritos

Þ  Não revoga as leis divinas de Moisés e de Jesus.

Þ  Recorda,  explica, completa e desenvolve, aliando ciência e fé.

Þ  O objetivo essencial do Espiritismo é melhorar os homens, no que concerne ao seu progresso moral e intelectual.

Þ  Caráter principal: verdade consoladora

Þ  Anuncia uma seqüência, revelações futuras

  • O LIVRO DOS ESPÍRITOS (1857). Obra de caráter filosófico. É considerada a espinha dorsal do Espiritismo, já que todas as outras obras partem de seus princípios.
  • O LIVRO DOS MÉDIUNS (1861). Demonstra as conseqüências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o mundo material e espiritual.
  • O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (1864). Parte religiosa e moral da Doutrina Espírita. Ensina a moral cristã através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus Cristo.
  • O CÉU E O INFERNO (1865). Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado Céu, do temido Inferno, como também do chamado Purgatório. Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no universo evolui.
  • A GÊNESE (1868). Mostra como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo. É a parte científica da Doutrina. Explica a Criação, colocando a Ciência e a Religião face a face.

O objetivo essencial do Espiritismo é melhorar os homens, no que concerne ao seu progresso moral e intelectual.

“O verdadeiro espírita não é o que crê nas comunicações, mas o que procura aproveitar os ensinamentos dos Espíritos. De nada adianta crer, se sua crença não o faz dar sequer um passo na senda do progresso, e não o torna melhor para o próximo”. (Kardec)

A Doutrina Espírita baseia-se em seis princípios fundamentais:

01               A existência de Deus;

02               Existência e imortalidade do espírito e sua comunicação com o mundo material;

03               Reencarnação;

04               Evolução moral e intelectual dos espíritos;

05               Lei de Causa e Efeito

I – Existência de Deus:

  • o   Há um Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas,
  • o   É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. (Cap. I, Livro 1° – livro dos Espíritos)
  • Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

II – Existência e imortalidade do espírito

sobrevive após a morte e sua comunicação com o mundo material:

(Cap. I, Livro 2° – livro dos Espíritos) (ESE, cap. IV)

  • Os Espíritos nada mais são do que as almas dos homens que materialmente viveram na Terra. Ou seja: quando encarnado, o Espírito tem a denominação de alma; ao desencarnar-se e voltar à vida espiritual, é denominado Espírito. Esta diferença de terminologia existe apenas para diferenciar um estado do outro
  • A inteligência é um atributo essencial do Espírito
  • o   O espírito anima o corpo humano e sobrevive à morte deste.
  • O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
  • As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram, os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.
  • Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus

III – Reencarnação

(Cap. III, IV, V VII, Livro 2° – livro dos Espíritos) (ESE, Cap. IV)

“Em verdade, em verdade digo-te: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo…”(Jo 3:1/12)

  • Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento. (Livro dos Espíritos . Cap IV – L. II)
  • Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição
  • Todas as experiências que vivenciamos, sejam boas ou más, servirão para compor nossa história espiritual.
  • Isso explica, por exemplo, porque há pessoas que têm tendências para um desenvolvimento precoce para a música, pintura, matemática e demais artes sem terem tido nenhum incentivo para isso nesta existência, e também para a violência, a impaciência, o egoísmo. Tanto para o bem quanto para o mal estas tendências nada mais são do que a demonstração do que compõe a nossa história espiritual
  • Só a reencarnação mostra como o Pai é sábio e justo, pois sua Lei espiritual dá a cada um segundo suas obras, visando sempre um único destino para todos: a felicidade eterna
  • Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação

IV – Evolução moral e intelectual dos espíritos

(Parábola do Semeador- Lucas 8.5-15) (ESE Cap. XVII) (Cap.  IV, Livro 1° – livro dos Espíritos)

“Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João, 14;2)

  • Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
  • Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
    • Primitivos: onde a ignorância é quase que total. Como exemplo, podemos citar a época dos homens das cavernas;
    • De Provas e Expiações: similar à Terra, onde a ignorância, o mal, ainda superam o bem, embora a tecnologia e a inteligência estejam bem desenvolvidas;
    • De Regeneração: próximo estágio do nosso planeta, onde o bem, a compreensão, superarão a ignorância;
    • Felizes: orbes em que praticamente a ignorância inexiste, e as pessoas vivem para o bem da sociedade, buscando um progresso em conjunto;
    • Divinos: locais onde só existe o entendimento das Leis divinas, não havendo lugar para o mal.
    • Para passar de um mundo para o outro, são necessários milhares de anos de dedicação e muitas vezes de sofrimento por parte dos Espíritos encarnados. Porém, o fim sempre será a evolução material e espiritual do planeta.

V – Lei de Causa e Efeito

(ESE, Cap. V)

  • Tudo o que fizermos ao próximo, de bem ou mal, retornará para nós. É a chamada Lei de causa e efeito (diferente de Lei de Ação e Reação).
  • As expiações são a colheita nesta ou nas próximas existências do erro que tenhamos praticado em outras vidas. Não é um castigo, pois Deus não castiga. É sim a oportunidade de compreendermos nossos atos indevidos, sofrendo em nós mesmos o que fizemos outro sofrer. Com isso, nosso espírito absorve a experiência, e terá a tendência de não mais praticá-lo.
  • A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.
  • O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
  • A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
  • A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
  • A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
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