SANTA TERESINHA DE LISIEUX
Maria Francisca Teresa, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, nasceu na pequena cidade de Alençon (França) a 2 de janeiro de 1873 e desencarnou a 30 de setembro de 1897, vítima de tuberculose.
Era filha de Luís Martin e Zélia Guérin.
Teve infância muito difícil , devido à saúde frágil.
Conseguiu, aos 15 anos, autorização para entrar para o Carmelo após ter ido falar pessoalmente com o Papa.
Sua vida na Terra foi repleta de orações e sacrifícios.
Escreveu “História de Uma Alma”, que é uma obra que conta a sua vida e que é muito famosa.
Como todos os Espíritos iluminados, seja a que religião pertenceram na Terra, Teresinha é operosa.
Temos vários depoimentos sobre fatos interessantes sobre ela. Thomas Merton, famoso monge trapista, escritor e filósofo da Abadia de Getsêmani (Kentucky, Estados Unidos), considerado no seu tempo a maior figura viva do seu país, que iluminou o século XX, como Santo Agostinho iluminou o século IV. É autor de várias obras, entre elas: “Trinta Poemas”, “Um Homem no Mar Dividido”, “Figuras para um Apocalipse”, “O Exílio Termina na Glória” e “A Montanha dos Sete Patamares”.
Merton desencarnou há muitos anos.
Na obra “Águas de Siloé”, nas páginas do prólogo, ele narra um interessante caso de clarividência que envolve a nossa santinha:
“Tarde da noite. A maior parte dos cafés de Paris cerrou suas portas, baixou seus postigos, trancando-se para o lado da rua. Luzes refletem-se brilhantemente nos passeios úmidos e vazios. Um táxi para para pegar um passageiro e parte de novo e a luz vermelha da traseira desaparece ao dobrar da esquina.
O homem que acaba de apear-se segue um empregado pela porta giratória até o vestíbulo de um dos maiores hotéis de Paris. Sua mala de mão pintalga-se de etiquetas com os nomes dos hotéis de que existiam nas grandes cidades europeias antes da Segunda Guerra Mundial. Mas o homem não é um turista. Vê-se logo que é um homem de negócios e importante. Não é essa espécie de hotel procurada por meros voyageurs de commerce. Um francês, evidentemente, e caminha através do vestíbulo como um homem acostumado a hospedar-se nos melhores hotéis. Para um instante, procurando no bolso algum dinheiro miúdo e o empregado vai à sua frente até o elevador.
Sente, de súbito, o viajante que alguém está olhando para ele. É uma mulher e, para espanto seu, traz hábito de monja.
Se conhecesse algo a respeito dos hábitos usados pelas diferentes ordens religiosas, reconheceria a capa branca e o burel castanho das Carmelitas Descalças. Mas como um homem na sua posição haveria de saber alguma coisa a respeito das Carmelitas Descalças? É demasiado importante e demasiado atarefado para se preocupar com monjas e ordens religiosas… ou com igrejas a propósito, embora ocasionalmente vá à missa pró-forma.
O mais surpreendente de tudo é que a freira está sorrindo e está sorrindo para ele. É uma jovem irmã, com um brilhante e inteligente rosto de francesa, cheio de candor duma criança, cheio de bom senso e seu sorriso é um sorriso de franca e indisfarçada amizade. Instintivamente leva o viajante a mão ao chapéu, depois torna a voltar-se e dirige-se apressado à gerência, garantindo a si mesmo que não conhece freira alguma. Ao assinar o registro, não pode deixar de lançar uma olhadela para trás. A freira já fora embora.
Largando a pena, pergunta ao empregado:
_ Quem é essa freira que acaba de passar por aqui?
_ Peço-lhe perdão, cavalheiro, mas que é que o senhor diz?
_ Aquela freira… quem é, afinal? Aquela que acaba de sair e sorriu para mim?
O empregado arqueia os supercílios.
_O senhor está enganado, cavalheiro. Uma freira, num hotel, a esta hora da noite! Freiras não andam vagando pela cidade e sorrindo para homens!
_ Sei disso. E por isso mesmo gostaria que o senhor me explicasse o fato de haver uma aparecido e sorrido para mim agorinha mesmo, aqui neste vestíbulo.
O empregado encolhe os ombros.
_ O senhor foi a única pessoa que entrou ou saiu nesta última meia hora.
Não muito tempo depois, o viajante, que viu uma freira no hotel parisiense, não era mais um importante industrial francês e sabia de algo a respeito de hábitos religiosos. Na realidade usava um… Tornara-se trapista numa abadia do sul da França.
(…) O que se deve salientar nesta história é que ela é verdadeira. Aquele irmão leigo vive hoje na abadia de Aiguebelle e a razão de achar-se ali pode ser rastejada até o fato de haver entrado numa noite num hotel de Paris e ali haver visto uma freira sorrindo para ele, embora o empregado lhe afirmasse que nenhuma freira ali se achava.
Poucos dias depois vira um retrato da mesma freira na casa de uns amigos. Disseram-lhe que se chamava Santa Teresa do Menino Jesus.”
A médium brasileira Ernestina Ferreira dos Santos tornando-se espírita, ela e o esposo Ignácio fundaram no próprio lar o “Grupo Espírita Cultivadores da Verdade”, dirigida algum tempo por Serrão e depois por Inácio Bittencourt, famoso médium a quem o Espiritismo muito deve.
Foi então criado o “Pão dos Pobres”, uma forma de assistência aos pobres.
Ernestina aspirava fundar uma casa para abrigar crianças desamparadas, mas não via como realizar esse ideal, pois os que frequentavam o grupo eram pessoas modestas e pobres.
Apesar de todas as dificuldades, Teresinha de Jesus, que se comunicava por intermédio da médium, anunciou que, daquela pequena associação de Pão aos Necessitados, se desenvolveria grande Casa de Caridade, em futuro muito próximo.
Certo dia, quando já estava tudo preparado para distribuir alimentos, tecidos, roupas e até dinheiro em envelopes, alguém bateu à porta, entregando uma lista com a importância de novecentos e trinta mil réis, uma bela quantia na época. No dia seguinte ao recebimento do dinheiro, numa sessão, Teresinha de Jesus manifestou-se, dizendo: “O dinheiro que entrou à última hora é a semente para a Casa de Caridade que venho anunciando. Será para as criancinhas mais pobres que encontrardes. Trabalhai, que eu vos ajudarei”.
Foi grande a alegria de todos os participantes. Foi lavrada uma ata de fundação e os presentes inscreveram-se como sócios fundadores e foi formada uma diretoria.
Assim surgiu a Casa de “Teresa de Jesus”, modelar Instituição no Estado do Rio de Janeiro.
O nosso queridíssimo Chico Xavier também teve a sua experiência com Santa Terezinha. Respondendo a uma pergunta do ator Anselmo Duarte sobre os chamados milagres da Igreja Católica (aparições de Nossa Senhora) e sobre oportunidades dos chamados santos da Igreja Católica deixarem mensagens através da religião espírita respondeu:
“Em nossa infância, e na primeira juventude, frequentamos a Igreja Católica com o mesmo respeito com que nos dirigimos hoje a uma reunião espírita cristã, e sempre sentimos, reconhecemos, dentro da Igreja Católica, prodígios de espiritualidade, inimagináveis. Muitas vezes, principalmente nas missas da manhã, quando era possível a comunhão de vibrações espirituais de todos os crentes numa só faixa de espiritualidade, e de fé em Jesus, tivemos oportunidade de ver espíritos santificados que abençoavam as hóstias, e elas se transformavam como se fossem flores de luz, que o sacerdote oferecia na mesa da comunhão. Muitas vezes, principalmente no altar daquela que nós veneramos como sendo nossa Mãe Santíssima, vimos irradiações de luz que alcançavam toda a assembleia, do altar consagrado a Santa Teresinha de Lisieux, muitas vezes vi partirem rosas trazidas por criaturas desencarnadas, amigos e amigas católicos da cidade de Pedro Leopoldo, sem que eu pudesse explicar o fenômeno.
O Monsenhor Mello Lula escreveu que “Santa Teresinha, a mimosa flor de Lisieux, encantou o mundo com o seu sorriso angélico, embora sangrando o coração”. “Foi assim a vida de Santa Teresinha do Menino Jesus! Um doce e amável sorriso brincando-lhe sempre à flor dos lábios como uma bênção luminosa e divina a pairar sobre a tristeza do mundo”.
Teresinha na sua curta vida na Terra sofreu um grande número de provações e muitas dores, no entanto conseguiu saborear com paz e alegria os frutos amargos. Os clarividentes que a veem, constatam o seu doce sorriso.
Teresinha foi beatificada em 19 de abril de 1923 em cerimônia realizada na Basílica de São Pedro em Roma. Na ocasião ocorreu um fenômeno de bilocação. O Padre Pio de Pietrelcina compareceu, sendo visto por Luiz Orione. O capuchinho estava, no entanto, na clausura, como ficou constatado depois. A santificação ocorreu dois anos depois, na mesma basílica, diante de mais de 500 mil pessoas, sendo presidida pelo Papa.Pio XI. O Padre Pio foi canonizado  no dia 16 junho de 2002 por João Paulo II.
Como todos os que amam o Cristo verdadeiramente, Teresinha continua a fazer o bem.
Maria Madalena Naufal

FONTES DE CONSULTA
DE CLÓVIS TAVARES – “MEDIUNIDADE DOS SANTOS” – INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA.
DE ANTONIO DE SOUZA LUCENA E PAULO ALVES GODOY – “PERSONAGENS DO ESPIRITISMO” – Edições FEESP.
DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (EMMANUEL) – CHICO XAVIER – “DOS HIPPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO” – FEESP.
DE MONSENHOR MELLO LULA – “O PROBLEMA DA DOR” –  EDIÇÕES PAULINAS.

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