Na obra “Raboni – Novos Rumos”, ditado pelo Espírito Dizzi Akibah, psicografado por Pedro Santiago (Editora Eme), uma jovem seguidora do Mestre Jesus, após a crucificação e deposição do corpo no sepulcro, espantada, disse ao pai que o corpo de Jesus havia sumido, mesmo estando o local vigiado, tanto pelos soldados, quanto por ela e o esposo escondidos. Disse ainda que ninguém entrou no local, nem eles e nem os soldados, que mais tarde sentaram, recostaram-se numa pedra e dormiram. Ela e o esposo viram uma intensa claridade no túmulo. Parecia a claridade de uma estrela, como se o sol surgisse repentinamente, mas clareando só ali. Ele ressuscitou, mas em Espírito, não retornou ao corpo físico. Está em seu verdadeiro corpo, embora possa, usando métodos ainda desconhecidos da humanidade, materializar-se segundo a necessidade da sua obra.

Leiam nos Evangelhos o aparecimento de Jesus a Maria Madalena, aos apóstolos, a Tomé e à margem do lago de Tiberíades. Nos Atos dos Apóstolos Jesus despediu-se dos seus apóstolos e depois foi elevado à vista deles, e uma nuvem ocultou-o a seus olhos.

O que realmente aconteceu ao corpo físico de Jesus? O seu desaparecimento do sepulcro levou os homens a crerem que ele ressuscitou. Essa crença permanece até hoje, em alguns setores religiosos.

Outra obra que nos conta o desaparecimento do corpo de Jesus é “Depois do Calvário”, de Jamiro dos Santos Filho – Mythos Books.

Na obra temos o depoimento de Longinus, soldado de Caifás que havia agredido Jesus. O Mestre não só o perdoou como anunciou que depois que Ele voltasse para o Pai, confiaria a ele uma revelação jamais vista na Terra. Pediu que contasse aos seus discípulos tudo o que testemunhasse. Longinus prometeu dedicar a sua vida ao Mestre. A seguir temos as cenas do empurra, empurra entre Pilatos e Herodes, culminando com a crucificação de Jesus. Na noite de sexta-feira, quatro soldados de Caifás, entre eles Longinus, foram designados para tomar conta do túmulo. Cada um o vigiaria por três horas. O turno de Longinus era das três até às seis horas. Por volta das quatro horas viu uma luz descendo dos céus. Era um anjo, com uma luz imensa. Longinus reconheceu Jesus. Ele se aproximou do túmulo e parou. Estendeu os braços ao alto e ficou imóvel, como se estivesse orando. De repente o chão começou a tremer, depois parou e tudo se acalmou. Quando olhou, a pedra do túmulo estava fora do lugar. Jesus entrou no túmulo por momentos, e, em seguida raios partiram em todas as direções. Ele saiu e entregou para o soldado o lenço que cobria o rosto do Seu corpo. Após, alçou o seu voo divino para o céu. Longinus afirmou que Jesus não saiu do túmulo, mas entrou (cria ele) para desintegrar o Seu corpo, com Sua luz.

A mesma passagem é narrada por Marcos (sobrinho de Pedro) que, da sua casa, viu a luz descer, adentrar o túmulo e depois sair, subir e desaparecer no infinito. O rapaz correu até o túmulo e pegou o lençol que envolveu o corpo de Jesus, entregando-o a José de Arimatéia.

Acredito que Jesus desintegrou o próprio corpo por dois motivos: para não se tornar objeto de adoração e nem de comércio vil.

Além das aparições de Jesus, já citadas, temos também o encontro dele com dois dos seus discípulos que se dirigiam à aldeia de Emaús, distante 60 estádios de Jerusalém.

Jesus até hoje aparece aos homens. Uma das passagens mais interessantes foi a visão que Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo do Triângulo, teve num caramanchão, que se inundou de luzes. Cristo não só lhe apareceu, como lhe dirigiu a palavra, consolando-o. Ele estava sofrendo uma campanha difamatória, mas o processo deu em nada (“Eurípedes – O Homem e a Missão” – de Corina Novelino, Instituto de Difusão Espírita).

A mesma obra nos apresenta outro episódio, este descrito por Hilário Silva, numa obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, FEB, intitulada “A Vida Escreve”. Em resumo: Eurípedes, ainda nos alvores da sua missão, começou a se observar fora do corpo físico, em admiráveis desdobramentos. Certa noite viu a si próprio em vertiginosa volitação, subindo sempre. Viajou até que se reconheceu em campina verdejante. Viu, não longe, um homem que meditava envolvido por doce luz. Aproximou-se e reconheceu-se na presença de Jesus. Chorou e o Mestre também. Perguntou por que Ele chorava: se era pelos descrentes. A resposta foi que não. Chorava por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam. A dor que a resposta lhe trouxe, fê-lo descer. Acordou no corpo de carne.

Assisti a crucificação. A visão foi terrível. Iniciou-se com Jesus já morto na cruz. Os cabelos ensanguentados colavam-se à cabeça e a coroa de espinhos era completamente visível. Raios e trovões completavam a cena dantesca. O local escurecia e clareava. O chão tremia. Ao término da visão chorei muito. Foi a cena mais triste de todas que contemplei

Vi Jesus em 1988, deitada em minha cama, acordada. Vi-o com o perispírito e não com os olhos do corpo físico. Estava de pé e de lado, aos pés da cama. Vi-o por inteiro, dos pés à cabeça. Estava descalço, usava uma túnica branca com um pequeno recorte em cima. Os cabelos castanho-dourados caiam-lhe sobre os ombros, apresentava barba bipartida, bigode e o rosto era tostado de sol. Era o homem mais belo que eu já vi. Não pude ver a cor dos olhos, pois deles emanavam dois focos de luz prateada que adentravam o corredor. Fiquei feliz, mas nada disse e nem Ele. Considerei como um presente imerecido Daquele que é a Luz do Mundo.

Podemos concluir, portanto, que o que sobreviveu no Cristo foi o seu corpo espiritual. O seu corpo físico foi desmaterializado por Ele mesmo.

Há muitos anos atrás comecei a levantar a hipótese da desmaterialização do corpo de Jesus. Comentava com Sônia Aparecida e justificava:

— Você se lembra da chave da casa que sumiu da minha mão e foi parar numa nécessaire colocada na primeira gaveta do meu guarda-roupa? E da carteirinha de vacinação da minha cachorrinha que sumiu e foi parar na mesma gaveta? Lembrei-me de outros objetos e ela concordou com tudo.

O caso mais interessante não ocorreu na minha casa. Visitava uma amiga. Ela passava roupa na sala e colocava numa cadeira. As camisas pendurava em cabides. Ficamos conversando. Ela pegou metade da pilha de roupas e se assustou. Na parte da pilha que ficou na cadeira vi um objeto de uso pessoal.

— Foi você que colocou isso aqui?- disse-me.

— Eu? Eu não!Estou sentada aqui desde que cheguei.

Nisso, ela, médium de incorporação, começou a gritar:

— Lava! Lava!

Levantei-me da cadeira, procurei um banheiro e me pus a lavar o objeto. Ela continuou gritando:

— Lava! Lava!

Após lavar o objeto várias vezes, entreguei-o a ela que correu para a copa, explicando que ele fora levado para o cemitério por espíritos impuros e ficara imundo.

— Calma! Agora está limpo

Ela desincorporou e pôr ser médium inconsciente precisei lhe contar o ocorrido.

Após as experiências pelas quais passei, comecei a pesquisar em revistas sobre o assunto, até me deparar com a obra de Ernesto Bozzano “Fenômenos de Transporte” (Extraordinários e comentados casos de “Transporte” e de “desintegração e reintegração da matéria” – Edições FEESP.

Baseada nas minhas próprias experiências e experiências de grandes pesquisadores que utilizaram um grande número de médiuns e espíritos, aceito que Jesus não ressuscitou em corpo físico, mas espiritual, podendo apresentar-se de forma quintessenciada ou materializar-se.

Pietro de Alleori Ubaldi, após fazer voto de pobreza, viu Jesus, que lhe apareceu uma segunda vez, acompanhado de Francisco de Assis. Ambos o acompanharam na subida de uma colina, por 20 minutos (mais detalhes no livro “Um Destino Seguindo Cristo”).

Na obra “Paulo e Estevão”, de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier (FEB), temos a narrativa do aparecimento de Jesus ressuscitado a Paulo de Tarso, que além de vê-lo, ouviu-o. Dialogaram. A prova de que Jesus não tinha o seu corpo físico, está no fato de que só Saulo o viu e ouviu. Os seus acompanhantes apenas perceberam uma grande luz no alto.

A conversão de Paulo é narrada nos Atos dos Apóstolos, de forma bastante pormenorizada.

Na obra “Sob as Mãos da Misericórdia”, do Espírito Lucius, psicografada por André Luiz Ruiz- IDE editora, temos a narrativa do encontro de Jesus com Espíritos que haviam sido recolhidos no espetáculo sangrento do circo dos martírios e também com entidades perturbadoras e perturbadas, porque, afinal, Ele não veio para os sãos, mas para os enfermos.

Nós espíritas sabemos que a Bíblia é um repositório de fenômenos anímicos e mediúnicos os mais diversos, e, sabemos também que inúmeros santos foram excelentes médiuns. Clóvis Tavares, grande escritor espírita, pesquisando a vida deles escreveu um livro denominado “Mediunidade dos Santos”, do qual vou destacar a clarividência. Muitos santos viram Jesus. Entre eles podemos destacar Teresa d´Ávila, que o viu por diversas vezes, Santa Brígida de Vadstena também o viu, assim como Margarida Maria Alacoque (a vidente de Paray-le-Monial), Clara de Montefalco, Catarina de Siena e Catarina de Gênova.

O PE. José Maria Montes, na belíssima obra “S. Geraldo” (Edições Paulinas) conta-nos que o santo quando criança brincava com o menino Jesus numa pequenina ermida (capela de Capotignano), recebendo Dele sempre um pãozinho branco. O fenômeno repetiu-se certa vez em que Geraldo brincava com seus amiguinhos num parque. Improvisaram uma cruz, colocaram-na entre duas árvores, formaram filas e, muito sérios e compenetrados, foram cantando pelas avenidas do parque, sob a direção de Geraldo, como se ele fosse um padre e aquilo uma procissão de verdade. Percorreram as alamedas até chegarem à cruz improvisada. Ajoelharam-se diante dela: rezaram com muito fervor e de pé, muito sérios ouviram o menino santo, que, postado num ponto mais alto, lhes dirigiu a palavra. De repente os pequenos ouvintes e o seu pregadorzinho viram que a cruz, em pleno dia, tornou-se mais brilhante do que o sol. Toda a pequena cidade de Muro (habitada por Geraldo e seus familiares) ficou envolta naquele resplendor celestial. Da cruz baixou o divino menino que presenteou a Geraldo com mais um pãozinho branco. A notícia correu  de forma que os habitantes passaram a vê-lo como um prodígio.

Vamos seguir os passos do Cristo, ajudando-O a cumprir a sublime missão que Deus, na Sua infinita bondade e misericórdia, a Ele delegou Vamos, também, aguardar novos esclarecimentos que são transmitidos aos homens conforme sua evolução. Cada coisa a seu tempo

Para encerrar o artigo, vamos utilizar parte do prêmbulo da obra de Cairbar Schutel “Parábolas e Ensinos de Jesus” (Casa Editora O Clarim):

“A Ressurreição de Jesus é, por isso, o fato mais extraordinário da História. Sem ela, os discípulos, já dispersados não se teriam juntado novamente para levar às nações, aos povos, à sociedade e à família, as novas vivificadoras da Imortalidade, a certeza da Vida Eterna demonstrada por seu Mestre Redivivo.

O sacrifício e a morte de Jesus eram a véspera do triunfo, da vitória do seu Ideal, da sua religião.

Submetendo-se a todas as torturas, à sanha tigrina de seus terríveis inimigos, Jesus quis provar cabalmente, categoricamente, que não há potestades nem elementos capazes de destruir a Vida, e que essa Vida, que se manifesta temporariamente na Terra, tem prosseguimento além do túmulo; que a morte não é o fim do homem; que a inteligência, a vontade, a razão são invulneráveis à espada, ao veneno e ao canhão; que o sentimento e a vida individual não dependem das células orgânicas, pois estas não são mais que instrumentos de ação exterior!”.

Maria Madalena Naufal

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