JESUS RECEBEU PRESENTES DOS REIS MAGOS

No evangelho de Jesus Cristo (Mateus, II, l, 2) lemos: “Tendo pois nascido Jesus em Belém de Judá, em tempo do rei Herodes, eis que vieram do Oriente uns magos a Jerusalém, dizendo: onde está o rei dos judeus, que é nascido? Porque nos vimos no Oriente a sua estrela e viemos adorá-lo”. Mais adiante (II, 11), temos: “e entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus cofres, lhe fizeram suas ofertas de ouro, incenso e mirra” .Segundo a tradição cristã mais difundida, eram três os reis magos: Melchior (da índia), Gaspar (da Grécia ou da Caldéia), e Baltazar (do Egito ou da Caldéia). Teriam partido de Selêucia (Nova Babilónia), guiados por uma estrela, anunciada pelo profeta Balaan.

Alguns calculam que eram doze os reis magos e há quem afirme que eram quatro, baseando-se em documentos encontrados no Vaticano. Não importa o número dos sábios que, dirigindo-se para o Ocidente, chegaram até onde o menino Jesus se encontrava. O que importa é extrair desse trecho evangélico o seu sentido oculto, o seu ensinamento.

Paulo Alves Godoy, grande estudioso dos evangelhos, esclarece-nos na sua obra “Evangelho Misericordioso” o significado dos estranhos presentes ofertados ao recém-nascido. Segundo ele, o incenso significa espírito, pois, no passado, segundo a crença predominante na época, ele era usado para balsamizar o ambiente, a fim de propiciar a manifestação de espíritos.

O ouro é um metal raro, de alto valor, em torno do qual os homens fazem girar as suas cogitações. Ele tem sido o fator principal do egoísmo e o causador de muitas misérias no mundo. Por isso, simboliza o homem carnal.

A mirra é uma planta extremamente amarga, difícil de ser suportada na boca. Por conseguinte, os três presentes significaram que Cristo, como espírito, encarnou num corpo material para o desempenho de uma fulgurante missão, em cujo epílogo teria que tragar a taça amarga do sacrifício do Calvário.

Por nosso lado, ofereçamos ao sublime aniversariante o nosso coração repleto de amor caritativo, para mostrar-lhe que o seu sacrifício não foi em vão.

M. M. Naufal

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