A mulher adúltera

O fato de não condenar um pecador, não signifi­ca compactuar com o pecado. Cristo, o mais perfeito ser que habitou a Terra foi acusado várias vezes de receber os pecadores e comer com eles, pelos escribas, fariseus hipócritas, que não perdiam a oportunidade de o tentarem a fim de o poderem acusar.

São João narra no Capítulo VIII (V. l a 11) o caso da mulher adúl­tera. Instado a julgar a mulher, Jesus, que via o co­ração daqueles homens como um livro aberto e conhecendo os seus torpes propósitos, deu uma resposta que além de demonstrar a superioridade imensa da sua inte­ligência, é ao mesmo tempo um ensinamento sublime, que serviu para eles, como serve para nós : «O que de vós está sem pecado, seja o primeiro que lhe atire a pedra». Ao dizer isto, Cristo não estava achando correto o que a mulher havia feito. Não estava apoiando o adultério ou qualquer outro erro. Tanto é verdade, que com a retirada de todos os acusadores (nenhum se achou lim­po) Jesus disse à adultera : «Mulher, onde estão os que te acusam? Ningném te condenou ? Ela respondeu: Nin­guém, Senhor. Então disse Jesus: Nem eu te condenarei; vai, e não peques mais”.

Vejam bem: “Vai, e não peques mais”. Isto sig­nifica que não estava de acordo com o pecado e insta­va com a mulher para que não mais trilhasse caminhos errados. Apontar m erro e pedir para alguém não mais praticá~ío, é obra de caridade. Condenar já não o é.

Vamos usar as pedras que aparecerem em   nosso caminho para edificar e jamais para atirá-las em ontrem, porque afinal de contas nenham de nós   é   completamente limpo.

M. M. Naufal

Anúncios