A Doutrina Espírita nos ensina uma nova maneira de ver a fé. Podemos subdividi-la em Natural e Adquirida.

1) Fé Natural é espontânea, simples, destituída de reflexão ou exigência racional, encontramos nos estágio embrionários do ser, nas plantas (fototropismo), nos animais (relógio biológico que regula as migrações), no homem selvagem com suas crenças nos fenômenos da natureza.

2) Fé Adquirida é conquista do pensamento que elabora razões para estabelecer seus parâmetros e manifestar-se, é a fé raciocinada.

A fé raciocinada é um dos princípios básicos da Doutrina Espírita a nos ensinar que a fé não é algo obtido por graça, um mistério inexplicável mas baseia-se na busca do entendimento e do discernimento.

A Fé Espírita é efeito e não causa, ou seja, o indivíduo já experimentou no passado vivências e aprendizados e hoje tem a certeza e confiança pois tem uma visão global do mundo.

Usa a inteligência ativa, adquire novos conhecimentos e aumenta o poder de análise para ter uma compreensão geral, exercitando-a através da vontade.

Kardec nos diz : “A fé é sinal de progresso”. Portanto a fé é consequência do progresso que o espírito vai conquistando pouco a pouco em várias encarnações.

A fé está relacionada a obras, pois, para qualquer realização é necessário estudo e trabalho que resultam em experiências e, em nossas existências, sempre haverão novas tarefas a serem executadas e aquele que possui uma fé robusta já conquistou estágios importantes e a fé está incorporada a seu ser, tornando-se natural a prática do amor e da caridade.

Esse entendimento sobre a fé que a Doutrina Espírita nos traz facilita nossa vivência atual dentro de uma moral e ética elevada, facilitando a reparação dos erros, necessária a evolução.

O homem de fé reconhece os limites de suas forças e não se aventura em atividades prejudicais, é sábio nas tomadas de decisões.

A fé verdadeira é sempre calma e paciente pois está apoiada na Inteligência e na compreensão.

A fé insegura sente a própria fraqueza e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa por acreditar suprir a força com violência (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX)

É preciso não confundir fé com presunção. A pessoa de fé deposita confiança em Deus, sabe que é instrumento da vontade de Deus. O presunçoso tem menos fé que orgulho. Cedo ou tarde verá decepção e malogro como consequência do orgulho.

“A plena fé não é só conquista repentina que aparece quando queremos, é também trabalho desenvolvido e assimilado ao longo do tempo” (Hammed)

(Edson Luís da Silva/Sandra Marcia Saraiva)

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