Senhor, Senhor, como eu vos agradeço por
terdes dado a mim tanta ventura. Fizestes-me
conhecer em minutos o que sábios e estudiosos
buscam em vão durante dezenas de anos. Fizestes
de mim um homem sem fé, porque a minha
já não é mais fé, é certeza. Certeza, Senhor, de
vossa bondade e justiça, ó Deus de todo o uni­verso, de todas as galáxias, de todas as criaturas
que viveram, vivem e viverão. Eu vos saúdo e
clamarei vosso nome por toda a eternidade, com
meus lábios carnais e meus lábios espirituais,
porque vós sois o amor puro, o amor na sua essencia.
E se é verdade que a fé remove montanhas, eu digo Senhor que o amor remove os
mundos e cria laços invisíveis mais poderosos do
que todas as forças da Terra, pois são laços abençoados por vós.
Que fiz eu, Senhor, para merecer tanta ventu­ra? Sei que não sou digno,   mas   aceito,
porque sei que vos amo sobre todas as coisas e que vós também me amais,
pois me fizestes contemplar  o mal de um ponto tão distante que ele não me atingiu e jamais me atingirá.
O bem que eu   conhecia era um bem parcial e fizestes-me conhecer o bem em toda a sua plenitude;
o mal eu tam­bém mal conhecia ou tinha uma vaga noção.
Fi­zestes-me conhecê-lo, embora indiretamente,   em toda a sua peçonha miserável e terrível,
abrigada por corações pervertidos c por espíritos   malignos  que servem as trevas.
Vós sóis a luz, a realidade, a vida eterna; os espíritos maus são ilusão, mentira e trevas.
Aqueles que vos amam verdadeiramente não devem te­mer as forças do mal,
porque a luz ofusca as tre­vas, a realidade suplanta a ilusão, a verdade su­foca a mentira.
Compreendi Senhor, finalmente, que muitas são as portas que levam a vós, mas uma só é a chave: o amor.
Maria Madalena Naufal
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