O homem entende Deus e o Universo de acor­do com a sua capacidade de ver. E não me refiro à capacidade de ver com os olhos, mas “enxergar” espiritualmente. Como o cego não vê a luz, assim também o espírito ignorante e o sumanente inferior não veem a luz espiritual, um porque ainda não é capaz de ver e o outro porque se recusa a ver, isto é “fe­cha” os olhos da alma. Conforme um espirito evolui, melhor vai vendo e ente adendo a obra do Cria­dor. Quero dizer com isto que por mais que nos es­forcemos, ainda no grau espiritual em que nos en­contramos, não podemos compreender Deus em toda a sua plenitude. Os mais aperfeiçoados entre nós já reconhecem que Ele ë “eterno, imutável, imaterial, único, todo-paderoso e soberanamente justo e bom”.

Ninguém evolui da noite para o dia, mas é bem verdade que certos espíritos caminham em direção à verdade muito mais repidamente do que outros por esforço próprio. Aqui está a justiça de Deus: o bom uso do livre arbítrio leva a um progresso mais rápido. É vã ilusão acreditar que possamos em mi­nutos modificar inteiramente um espírito. Devemos ter em mente que luz demais ofusca. Àquele que è capaz de enxergar pouco, devemos lhe apresentar apenas a chama de uma vela e conforme for progre­dindo, então, vamos acendendo luzes no seu caminho, até que possa ver como num dia claro.

M. M. Naufal

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